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Ainda
há tempo de refletir |
Dulcileia
A. da Silva
Pedagoga; Especialista em Educação;
Formada em História pela Universidade Federal
Fluminense; Pós-Graduada em Educação;
Autora dos livros: "Curiosidades de Raulzinho",
"Dona Briga e as suas confusões",
"Belinha e a descoberta dos dons", "Pedrinho/Pedrão
o menino que não sabia ouvir não",
"Um Galinheiro bem diferente" e "Zizito
e a Fada Bela".
Site: www.autoradulcileia.com.br
- Email: dulcileia@veloxmail.com.br
Tel: (21) 2701-4226 Fax: (21) 2701-1947
Aqueles que educam com envolvimento e responsabilidade,
independentemente do tipo de modelo econômico
a que venham atender, percebem que a educação
brasileira precisa ser reformulada, não só
no que tange o conteúdo, mas na relação
ensino x aprendizagem.
Todo educador no sentido pleno se vê muito
desestimulado quando toma conhecimento da posição
que ocupa a Educação brasileira no
ranking mundial, como um destaque negativo em relação
a outros países até os menos desenvolvidos.
O diagnóstico feito pelos especialistas em
educação revela que os estudantes
pouco lêem, mal entendem e mal escrevem.
Percebe-se que o Brasil, com sua extensão
continental, é um país extremamente
antagônico nas buscas de seus fins. Possui
ótimos profissionais em todos os setores
do conhecimento, excelentes cientistas, educadores,
tecnólogos, formados em universidades brasileiras,
como tantos outros profissionais de ponta, que continuam
lutando e aprimorando seus conhecimentos nas mais
diversas cidades ao longo deste país, para
que estudantes sejam preparados para um futuro mais
próspero, e com isso engrossem o grupo que
luta por condições de um cenário
melhor, sem esperar tanto por apoios governamentais,
passando assim, a formar grupos independentes de
lutas que venham a comprometer-se de uma foram engajada
com uma cidadania plena.
Escola e Família são responsáveis
pelo plantio de sementes férteis com alguns
hábitos saudáveis de estudo, que muito
contribuirá para uma melhor formação
do jovem brasileiro e melhor preparação
para cada vez mais estreito mercado de trabalho,
que exige, além de preparação,
criatividade, garra, dedicação e uma
certa dose de sorte. Para isso é preciso:
" Estimular a descoberta do prazer e o valor
da leitura;
" Ler tudo que cair em suas mãos e aprender
a selecionar o que é melhor para a sua vida;
" Estudar pelo menos duas horas diariamente,
sempre no mesmo horário e não só
em vésperas de avaliações;
" Não encarar o ato de estudar como
simples obrigação ou ação
desagradável, mas como fonte de satisfação;
" Aprender através da compreensão
do conteúdo, o que trará maior reprodução
do seu conhecimento;
" Pais, alunos e professores nunca devem valorizar
a aprendizagem através da memorização,
pois leva o aluno a uma aprendizagem instantânea
e passageira, uma vez que o cérebro só
retém o que lhe parece significativo;
" Exercitar transferir para o papel suas idéias,
mesmo desordenadas. No início encontrará
dificuldades, porém com bom estímulo,
preparo técnico vindo do professor e conhecimento
prévio do assunto abordado, estas serão
reduzidas;
" Aprender a fazer escolhas de companhias,
programas de diversões, vocabulário
adequado e outras;
" Mirar-se sempre em situações
e pessoas do Bem e nunca em procedimentos e pessoas
contrárias;
" Ter auto-estima, pois isto significa para
o indivíduo, seja criança, adolescente
ou adulto, fator primordial para o início
do sucesso;
" Ser punido corretamente na hora certa para
a melhor condução da formação
sócio-educacional, de preferência por
pais ou professores, sem que seja abalada a sua
integridade moral.
A prática vivenciada pelos Pais dispensa
muitas palavras, pois a ação tem e
deve ser coerente com o discurso. A época
do velho adágio "faça o que eu
digo, mas não faça o que eu faço"
ficou para trás e nunca funcionou.
Com este texto, convido, mais uma vez, a família
a neutralizar a célebre frase: "Não
tenho tempo!", e a perceber que o que mais
um filho requer dos pais é atenção
e diálogo, e não bens materiais, conforme
muitos pensam.
A Escola, por melhor que seja, só passa cerca
de quatro a cinco horas por dia com o aluno, cabendo
as demais horas na companhia dos familiares ou de
outros.
Vamos refletir: Que qualidade de filhos estou deixando
para o mundo?
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