Indústrias
gráficas e de brindes engordarão seus
faturamentos na confecção desses programas
de governo vitoriosos e dos inevitáveis brindes
de campanha. Chaveiros, canetas fajutas (logo deixam
de escrever), camisetas, bonés, santinhos que
nada dizem, e mais uma infinidade de entulhos sem
qualquer serventia, exceto oferecer (mais) trabalho
para lixeiros e garis até outubro passar. Como
sempre paro para olhar o esforço desta massa
trabalhadora, sempre mal-remunerada e duramente criticada
em seu empenho para deixar as cidades um pouco menos
imundas, penso desnecessário e até cruel
dar mais trabalho a esta gente que sua horrores para
ganhar dignamente seus miseráveis salários.
Não
me lembro, jamais, de algum candidato a qualquer coisa
oferecer livros em suas empreitadas eleitorais. Com
o dinheiro jogado fora em tantas inutilidades, muitos
livros poderiam ser doados a crianças que mal
conseguem aprender o bê-á-bá,
e também a bibliotecas desprovidas nas escolas
pobres. Da mesma forma, professores poderiam ser mais
bem remunerados, bem como os policiais, entidades
beneméritas beneficiadas, e lixeiros e garis
não teriam seu trabalho mal-remunerado sobrecarregado.
Já
que torram os tubos emporcalhando as ruas, os candidatos
poderiam aplicar esse dinheiro desperdiçado
em iniciativas que auxiliem a população
menos aquinhoada pela sorte. Quem sabe assim não
teriam os votos pelos quais lutam tanto...
A
palavra final não é minha. Será
dada pelas urnas eletrônicas.