Jornal Parada Obrigatória
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Governantes esquecem de investir em um projeto primordial:
conhecimento humano.
A grande discussão brasileira
está relacionada à redução
da maioridade com o intuito de inibir a criminalidade.
O que a sociedade não consegue perceber, talvez
até por conta da carência de um bom ensino
público, talvez até por conta da carência
de um bom ensino público, no qual a maioria
das crianças estuda, que condiciona a nação
a aceitar e acatar as mais adversas e estúpidas
normas e leis.
Para iniciar um bom combate à violência,
deve-se, primeiro educar a população,
fornecendo conhecimento necessário para os
cidadãos dominarem pelo menos a língua
portuguesa fluentemente, além, claro, de saber
quais são os limites que a sociedade impõe.
Lembrando sempre que o Brasil é um país
(neo) liberal e, como rege a Constituição
em países cujo liberalismo é o sistema
adotado: "a liberdade de cada cidadão
vai até onde começa a liberdade alheia".
Isso significa que a legislação nacional
não domina os princípios que determinam
o próprio sistema político - principalmente
os dirigentes dos "direitos humanos", que
acreditam piamente que só os "foras da
lei" são detentores desse tipo de direito.
Bom, se uma saída para a criminalidade é
a educação, então se deve começar
pela estrutura das escolas. Os nossos governantes
devem começar acabando com a educação
continuada das escolas públicas (esse sistema
não existe nas escolas particulares). Afinal,
hoje a criança não vai à escola,
não estuda, perturba os poucos alunos que querem
aprender e, ainda, passam de ano. Não é
incoerente isso? Pois então, isso acontece
e ninguém fala nada, quer dizer, fala sim,
muitos alunos falam aos professores "- você
não pode me reprovar mesmo!". Então,
o primeiro passo é modificar a legislação
do sistema educacional.
Depois, torna-se imprescindível que as escolas
tenham computadores - obviamente, com acesso a Internet
- e professores capacitados para manuseá-lo
e transmitir esse conhecimento aos alunos; outro hábito
que precisa ser incentivado é a leitura, logo,
bibliotecas equipadas com livros, revistas e, principalmente,
jornais se tornam muito importante. Feito tudo isso,
o governo deve fornecer reciclagens anuais para os
docentes e tempo para que eles possam freqüentar
essa oportunidade de aprimorar seus conhecimentos.
Ora, se já temos escolas, professores capacitados,
equipamentos e biblioteca. Então, precisamos
da colaboração dos pais. Afinal, esses
pais também precisam de uma reciclagem, nada
adiantaria o filho ter todo esse aparato na escola
e não ter o incentivo dos familiares. Mesmo
porque, se esses pais ignorarem a importância
da educação para as crianças
do Brasil, não incentivarão os filhos
a estudarem e se dedicarem. Nesse sentido então,
a escola ainda será um local de aprendizado
para os pais. Um dos maiores crimes que os pais e,
até mesmo, os professores cometem é
o de falar aos filhos (ou alunos): "vocês
precisam estudar porque têm prova amanhã".
Quando na verdade, toda criança precisa estudar
para ter um propósito na vida, sabe àquela
velha história de estudar para ser alguém?
Então, é isso.
Um bom entendimento entre pais e mestres só
acarretará em lucros para o aluno. É
necessário que os responsáveis pela
criança saibam como é o sistema educacional,
o que visa, como o professor vai aplicar o conteúdo
programático durante o ano letivo. Esse espaço
serve também para que haja um debate (produtivo
e construtivo), para que o docente saiba quais as
carências, necessidades, particularidades que
cada pai detecta em seu filho. Sendo assim, teremos
pais e mestres centrados em um mesmo objetivo: a ascensão
da criança através das principais bases
- a família e a educação.
Nesse caso, já temos crianças empenhadas
em aprender, pais incentivando e incentivados com
o futuro dos filhos, professores capacitados e infra-estrutura
nas escolas. Precisamos, agora, que as leis brasileiras
sejam cumpridas e, especialmente, que a população
exija isso dos governantes. Se um cidadão está
preso por ter cometido uma infração,
nada mais justo que ele cumpra e, nesse intervalo,
trabalhe e estude dentro das penitenciárias
ou das unidades da Febem. Assim, quando esse infrator
sair terá dois valores primordiais, o primeiro
é o de ter noção da importância
do saber (conhecimento produtivo) e o segundo está
relacionado à acuidade do labor.
Bom, então já temos
crianças que estudam e penitenciárias
que reintegram criminosos à sociedade. Então,
já temos um País com um excelente sistema
educacional, em todos os aspectos, sendo assim nossos
governantes podem se preocupar com outros problemas
nacionais. Ressaltando que, se existem cidadãos
devidamente educados (em todos os sentidos), supõe-se
que a economia brasileira progredirá, afinal,
o desemprego e a violência diminuirão
e o turismo, conseqüentemente, aumentará.
Agora você compreendeu a necessidade
de qualquer projeto político não vai dar
certo? Porque é imprescindível começar
pela base: a educação. Chego a acreditar
que a maior fome de grande parte da população
brasileira tem é a do conhecimento. Depois de
tudo isso feito, com certeza até a renda per
capta aumentará, inclusive a dos professores!