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QUANDO
VOCÊ ENCONTRAR UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA |
CEDIPOD-Centro
de Documentação e Informação
do Portador de Deficiência.
CORDE-Cordenadoria Nacional para Integração
da Pessoa Portadora de Deficiência.
Muitas
pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram
uma pessoa com deficiência. Isso é natural.
Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis
diante do "diferente".
Esse
desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer
quando existem muitas oportunidades de convivência
entre pessoas deficientes e não-deficientes.
Não
faça de conta que a deficiência não
existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente
como se ela não tivesse uma deficiência,
você vai estar ignorando uma característica
muito importante dela. Dessa forma, você não
estará se relacionando com ela, mas com outra
pessoa, uma que você inventou, que não
é real.
Aceite
a deficiência. Ela existe e você precisa
levá-la na sua devida consideração.
Não
subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades
e vice-versa.
As
pessoas com deficiência têm o direito, podem
e querem tomar suas próprias decisões
e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Ter
uma deficiência não faz com que uma pessoa
seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
Provavelmente,
por causa da deficiência, essa pessoa pode ter
dificuldade para realizar algumas atividades e, por
outro lado, poderá ter extrema habilidade para
fazer outras coisas. Exatamente como todo mudo.
A
maioria das pessoas com deficiência não
se importa de responder perguntas, principalmente aquelas
feitas por crianças, a respeito da sua deficiência
e como ela transforma a realização de
algumas tarefas. Mas, se você não tem muita
intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas
muito íntimas.
Quando
quiser alguma informação de uma pessoa
deficiente, dirija-se diretamente a ela e não
a seus acompanhantes ou intérpretes.
Sempre
que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere
sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte
a forma mais adequada para fazê-lo.
Mas
não se ofenda se seu oferecimento for recusado.
Pois nem sempre as pessoas com deficiência precisam
de auxílio. Às vezes, uma determinada
atividade pode ser melhor desenvolvida sem assistência.
Se
você não se sentir confortável ou
seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa
deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso,
seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
As
pessoas com deficiência são pessoas como
você. Têm os mesmos direitos, os mesmos
sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Você
não deve ter receio de fazer ou dizer alguma
coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
Se
ocorrer alguma situação embaraçosa,
uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor
nunca falha.
PESSOAS CEGAS OU COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência
visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que
pareça estar em dificuldades, identifique-se,
faça-a perceber que você está falando
com ela e ofereça seu auxílio. Nunca ajude
sem perguntar antes como deve fazê-lo.
Caso
sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão
da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar
o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
Sempre
é bom você avisar antecipadamente a existência
de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos
em geral durante o trajeto.
Num
corredor estreito, por onde só possa passar uma
pessoa, coloque o seu braço para trás,
de modo que a pessoa cega possa continuar a seguir você.
Para
ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve
guiá-la até a cadeira e colocar a mão
dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta
tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se
sozinha.
Ao
explicar direções para uma pessoa cega,
seja o mais claro e especifico possível, de preferência
indique as distancias em metros ("uns vinte metros
a sua frente").
Algumas
pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto
quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa
tenha também uma deficiência auditiva que
justifique isso, não faz nenhum sentido gritar.
F@le em tom de voz normal.
Por
mais tentador que seja acariciar um cão-guia,
lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade
de guiar um dono que não enxerga. O cão
nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
As
pessoas cegas ou com visão subnormal são
como você, só que não enxergam.
Trate-as com o mesmo respeito e consideração
que você trata todas as pessoas.
No
convívio social ou profissional, não exclua
as pessoas com deficiência visual das atividades
normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem
participar.
Proporcione
às pessoas cegas ou com deficiência visual
a mesma chance que você tem de ter sucesso ou
de falhar.
Fique
a vontade para usar palavras como "veja" e
"olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
Quando
for embora, avise sempre o deficiente visual.
PESSOAS
COM DEFICIÊNCIA FÍSICA
Se a pessoa usar uma cadeira de rodas, é importante
saber que para uma pessoa sentada é incômodo
ficar olhando para cima por muito tempo, portanto, se
a conversa for demorar mais tempo do que alguns minutos,
se for possível, lembre-se de sentar, para que
você e ela fiquem com os olhos num mesmo nível.
A
cadeira de rodas (assim com as bengalas e muletas) é
parte do espaço corporal da pessoa, quase uma
extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na
cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se
numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas
vezes é simpático, se vocês forem
amigos, mas não deve ser feito se vocês
não se conhecem.
Nunca
movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão
para a pessoa.
Empurrar
uma pessoa em cadeira de rodas não é como
empurrar um carrinho de supermercado. Quando estiver
empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas,
e parar para conversar com alguém, lembre-se
de virar a cadeira de frente, para que a pessoa também
possa participar da conversa.
Ao
empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o
com cuidado. Preste atenção para não
bater nas pessoas que caminham a frente. Para subir
degraus, incline a cadeira para trás para levantar
as rodinhas da frente e apoiá-las sobre a elevação.
Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo
de marcha a ré, sempre apoiando para que a descida
seja sem solavancos. Para subir ou descer mais de um
degrau em seqüência, será melhor pedir
a ajuda de mais uma pessoa.
Se
você estiver acompanhando uma pessoa deficiente
que anda devagar, com auxílio ou não de
aparelhos ou bengalas, procure acompanhar o passo dela.
Mantenha
as muletas ou bengalas sempre próximas à
pessoa deficiente.
Se
achar que ela está em dificuldades, ofereça
ajuda e, caso seja aceita, pergunte como deve fazê-lo.
As pessoas têm suas técnicas pessoais para
subir escadas, por exemplo e, às vezes, uma tentativa
de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar.
Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e
saberá como agir e não se ofenda se a
ajuda for recusada.
Se
você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência,
ofereça ajuda imediatamente. Mas nunca ajude
sem perguntar se e como deve fazê-lo.
Esteja
atento para a existência de barreiras arquitetônicas
quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou
qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa
com deficiência física.
Pessoas
com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar,
podem fazer movimentos involuntários com pernas
e braços e podem apresentar expressões
estranhas no rosto. Não se intimide com isso.
São pessoas comuns como você. Geralmente,
têm inteligência normal ou, às vezes,
até acima da média.
Se
a pessoa tiver dificuldade na fala e você não
compreender imediatamente o que ela está dizendo,
peça para que repita. Pessoas com dificuldades
desse tipo não se incomodam de repetir quantas
vezes seja necessário para que se façam
entender.
Não
se acanhe em usar palavras como "andar" e
"correr". As pessoas com deficiência
física empregam naturalmente essas mesmas palavras.
Trate
a pessoa com deficiência com a mesma consideração
e respeito que você usa com as demais pessoas.
PESSOAS
SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Não é correto dizer que alguém
é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não
falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem
a leitura labial, outras não.
Quando
quiser falar com uma pessoa surda, se ela não
estiver prestando atenção em você,
acene para ela ou toque em seu braço levemente.
Quando
estiver conversando com uma pessoa surda, F@le de maneira
clara, pronunciando bem as palavras, mas não
exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser
que lhe peçam para falar mais devagar.
Use
um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam
para falar mais alto. Gritar nunca adianta.
F@le
diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás
dela.
Faça
com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular
ou segurar algo em frente à boca torna impossível
a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.
Quando
falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado.
Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo),
pois isso dificulta ver o seu rosto.
Se
você souber alguma linguagem de sinais, tente
usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em
entender, avisará. De modo geral, suas tentativas
serão apreciadas e estimuladas.
Seja
expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não
podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que
indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou
seriedade, as expressões faciais, os gestos e
o movimento do seu corpo serão excelentes indicações
do que você quer dizer.
Enquanto
estiver conversando, mantenha sempre contato visual,
se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar
que a conversa terminou.
Nem
sempre a pessoa surda tem uma boa dicção.
Se tiver dificuldade para compreender o que ela está
dizendo, não se acanhe em pedir para que repita.
Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam
de repetir quantas for preciso para que sejam entendidas.
Se
for necessário, comunique-se através de
bilhetes. O importante é se comunicar. O método
não é tão importante.
Quando
a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete,
dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.
PESSOAS
COM DEFICIÊNCIA MENTAL
Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma
pessoas com deficiência mental.
Trate-as
com respeito e consideração. Se for uma
criança, trate como criança. Se for adolescente,
trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta,
trate-a como tal.
Não
as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente,
como faria com qualquer pessoa.
Dê
atenção a elas, converse e vai ver como
será divertido.
Não
superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer
sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente
necessário.
Não
subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência
mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir
muitas habilidades intelectuais e sociais
As
pessoas com deficiência mental, geralmente, são
muito carinhosas. .
Deficiência
mental não deve ser confundida com doença
mental.
FONTE:
Folheto
"Quando você encontrar uma pessoa deficiente...",
publicado pelo CEDIPOD-Centro de Documentação
e Informação do Portador de Deficiência.
Folheto
"Como você deve comportar-se diante de uma
pessoa que...", publicado pela CORDE-Cordenadoria
Nacional para Integração da Pessoa Portadora
de Deficiência.
Site
"Entre Amigos - Rede de Informações
sobre Deficiências"
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