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::. DEFICIÊNCIAS FÍSICA, AUDITIVA E VISUAL SUGESTÕES PEDAGÓGICAS E NOÇÕES BÁSICAS
Deficiência Física- Noções Básicas

1. DEFINIÇÃO

A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema ósteo-articular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis, segundo o(s) segmento(s) corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida.

2. TIPOS

Lesão cerebral (paralisia cerebral, hemiplegias)

Lesão medular (tetraplegias, paraplegias)

Miopatias (distrofias musculares)

Patologias degenerativas do sistema nervoso central (esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica)

Lesões nervosas periféricas

Amputações

Seqüelas de politraumatismos

Malformações congênitas

Distúrbios posturais da coluna

Seqüelas de patologias da coluna

Distúrbios dolorosos da coluna vertebral e das articulações dos membros

Artropatias

Reumatismos inflamatórios da coluna e das articulações

Lesões por esforços repetitivos (L.E.R.)

Seqüelas de queimaduras

3. DADOS ESTATÍSTICOS

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, em tempos de paz, 10% da população de países desenvolvidos são constituídos de pessoas com algum tipo de deficiência. Para os países em vias de desenvolvimento estima-se de 12 a 15%. Destes, 20% seriam portadores de deficiência física. Considerando-se o total dos portadores de qualquer deficiência, apenas 2% deles recebem atendimento especializado, público ou privado. (Ministério da Saúde - Coordenação de Atenção a Grupos Especiais, 1995).

4. CAUSAS

Paralisia Cerebral: por prematuridade; anóxia perinatal; desnutrição; materna; rubéola; toxoplasmose; trauma de parto; subnutrição; outras.

Hemiplegias: por acidente vascular cerebral; aneurisma cerebral; tumor cerebral e outras.

Lesão medular: por ferimento por arma de fogo; ferimento por arma branca; acidentes de trânsito; mergulho em águas rasas. Traumatismos diretos; quedas; processos infecciosos; processos degenerativos e outros.

Amputações: causas vasculares; traumas; malformações congênitas; causas metabólicas e outras.

Mal formações congênitas: por exposição à radiação; uso de drogas; causas desconhecidas.

Artropatias: por processos inflamatórios; processos degenerativos; alterações biomecânicas; hemofilia; distúrbios metabólicos e outros.

5. FATORES DE RISCO

Violência urbana

Acidentes desportivos

Acidentes do trabalho

Tabagismo

Maus hábitos alimentares

Uso de drogas

Sedentarismo

Epidemias/endemias

Agentes tóxicos

Falta de saneamento básico

6. PARA FAZER A IDENTIFICAÇÃO

Observação quanto ao atraso no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê (não firmar a cabeça, não sentar, não falar, no tempo esperado).

Atenção para perda ou alterações dos movimentos, da força muscular ou da sensibilidade para membros superiores ou membros inferiores.

Identificação de erros inatos do metabolismo.

Identificação de doenças infecto-contagiosas e crônico-degenerativas.

Controle de gestação de alto-risco.

A Identificação precoce pela família seguida de exame clínico especializado favorecem a prevenção primária e secundária e o agravamento do quadro de incapacidade.

7. EXAMES PARA TER UM DIAGNÓSTICO CORRETO

Barositometria (Lesados Medulares)
Avaliações Complementares por Especialidades Afins
Avaliação Isocinética
Eletroneuromiografia
Potencial Evocado
Urodinâmica
Ergoespirometria
Baropodometria
Avaliação Clínica Fisiátrica
Teste de Propriocepção - Reactor
Avaliações Complementares por Equipe Multiprofissional
Laboratório de Análise Tridimensional do Movimento
Fonte:

Site "Entre Amigos - Rede de Informações sobre Deficiências"

Deficiência Física - Sugestões Pedagógicas

Apoio ao aluno com deficiência física

O acesso físico é a preocupação fundamental no que diz respeito a estes estudantes, devido a dificuldades de locomoção ou ao uso de cadeira de rodas. Isto implica a existência, e aprendizagem, de percursos em que o aluno se possa movimentar mais facilmente de umas aulas para as outras, ou seja, em que não tenha de se defrontar com barreiras arquitetônicas.

Estes estudantes podem eventualmente atrasar-se ao deslocar-se de uma sala para outra, principalmente quando as aulas não são todas no mesmo complexo. Pode também haver a necessidade de se efetuarem alguns ajustes que permitam ao aluno freqüentar aulas laboratoriais.

As aulas em laboratórios podem requerer alguns ajustes do material e local de trabalho (altura do balcão, mesa, cadeiras entre outros). Se estiver em posição de proporcionar estas modificações, trabalhe diretamente com o aluno para criar um local o mais acessível possível, promovendo a participação do aluno em todas as tarefas;

Quando conversar com um estudante em cadeira de rodas lembre-se que é extremamente incomodo conversar com a cabeça levantada. Sente-se ou coloque-se ao lado da cadeira; lembre-se que uma pessoa sentada, tem um ângulo de visão diferente. Se lhe quiser mostrar qualquer coisa, baixe-se para que ela efetivamente a veja;

Na elaboração de viagens de estudo o aluno deverá assistir à seleção dos locais a visitar e à seleção dos meios de transporte;

Sempre que haja muita gente (corredores, bares, restaurantes) e estiver a ajudar um colega em cadeira de rodas avance a cadeira com prudência; o aluno poder-se-á sentir incomodado se magoar as outras pessoas.


Bibliografia:
Gabinete de Apoio ao Estudante com Deficiência - Sugestões de apoio - Universidade do Minho


Deficiência Visual - Noções Básicas

1. CONCEITO

O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira). Segundo a OMS (Bangkok, 1992), o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ou execução de uma tarefa.

2. CLASSIFICAÇÃO

Há vários tipos de classificação. De acordo com a intensidade da deficiência, temos a deficiência visual leve, moderada, profunda, severa e perda total da visão. De acordo com comprometimento de campo visual, temos o comprometimento central, periférico e sem alteração. De acordo com a idade de início, a deficiência pode ser congênita ou adquirida. Se está associada a outro tipo, como surdez, por exemplo, a deficiência pode ser múltipla ou não.

3. DADOS ESTATÍSTICOS

Segundo a OMS-Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundial apresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é composta por cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente. Dados oficiais de cada país não estão disponíveis.

4. CAUSAS

De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como as cataratas. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas. As causas podem ser divididas também em: congênitas ou adquiridas.

Causas congênitas: amaurose congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita.

Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.

5. FATORES DE RISCO

Histórico familiar de deficiência visual por doenças de caráter hereditário: por exemplo glaucoma.

Histórico pessoal de diabetes, hipertensão arterial e outras doenças sistêmicas que podem levar a comprometimento visual, por exemplo: esclerose múltipla.

Senilidade, por exemplo: catarata, degeneração senil de mácula.

Não realização de cuidados pré-natais e prematuridade.

Não utilização de óculos de proteção durante a realização de determinadas tarefas (por exemplo durante o uso de solda elétrica).

Não imunização contra rubéola da população feminina em idade reprodutiva, o que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita e conseqüente acometimento visual.

6. IDENTIFICAÇÃO

Alguns sinais característicos da presença da deficiência visual na criança são desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares, baixa aproveitamento escolar, atraso de desenvolvimento. No adulto, pode ser o borramento súbito ou paulatino da visão. Em ambos os casos, são vermelhidão, mancha branca nos olhos, dor, lacrimejamento, flashes, retração do campo de visão que pode provocar esbarrões e tropeços em móveis.

Em todos os casos, deve ser realizada avaliação oftalmológica para diagnóstico do processo e possíveis tratamentos, em caráter de urgência.

7. DIAGNÓSTICO

Obtido através do exame realizado pelo oftalmologista que pode lançar mão de exames subsidiários. Nos casos em que a deficiência visual está caracterizada, deve ser realizada avaliação por oftatmologista especializado em baixa visão, que fará a indicação de auxílios ópticos especiais e orientará a sua adaptação.

Fonte:

Site "Entre Amigos - Rede de Informações sobre Deficiências"

Deficiência Visual - Sugestões Pedagógicas


Apoio ao aluno com deficiência visual


Os estudantes e professores devem ter o cuidado de não criarem baixas expectativas, apenas com base na deficiência;

A incapacidade gerada pela deficiência provoca desvantagens face ao aluno com que a não tem. A mobilização de recursos para o apoio ao aluno com deficiência não deverá se considerado como um benefício;

O apoio ao aluno com deficiência não deverá se considerado como um trabalho exclusivo de um núcleo específico, mas como um trabalho de todos. A sua colaboração é também um importante tributo.

Sugestões Pedagógicas

Disponibilizar com antecedência os textos e livros para o curso devido ao possível atraso originado pelo uso de material de estudo especial, e pela transcrição de material de estudo em formato convencional (impresso a negro) para formatos alternativos (por exemplo, a transcrição de textos para audio, braille ou disquete);
material de estudo deverá ser fornecido sob a forma de textos em ampliado, textos em braille, textos e aulas gravadas (o que implica a utilização de cassetes e gravadores) ou textos em disquete, de acordo com as necessidades do aluno. Este poderá ainda precisar de utilizar auxiliares ópticos e equipamento informático adaptado, assim como de assistentes para trabalho de laboratório, e de apoio por parte do pessoal da biblioteca, nomeadamente para executar uma pesquisa bibliográfica;
Durante as aulas é útil identificar os conteúdos de uma figura e descrever a imagem e a sua posição relativa a itens importantes;
Substituição dos gráficos fluxogramas e tabelas por outras questões; ou utilização de gráficos simples em relevo;
Transcrição em Braille das provas e outros materiais;
Possibilidade de alternativas na forma de realização das provas: lida transcrita Braille, gravada em fita K-7 ou ampliada para o portador de visão subnormal;
Ampliação do tempo disponível para a realização das provas;
Realização de provas orais, caso necessário recorrendo-se a assessorias legais em provas de longos textos;
F@le-lhe diretamente e não por intermédio de outra pessoa; empregue um tom de voz natural e não pense que o aluno tem algum grau de surdez;
Evitar dar um exame diferente pois pode ser considerado discriminatório e dificulta a avaliação comparativa com os outros estudantes;
Ajude só na medida do necessário.
O docente deverá ter um comportamento o mais natural possível, não devendo super proteger o aluno, ou pelo contrário, ignora-lo;
O papel do professor assume importância primordial no que respeita à sensibilização que este poderá desenvolver junto dos outros colegas.

Bibliografia:

Gabinete de Apoio ao Estudante com Deficiência - Sugestões de apoio - Universidade do Minho

Ministério da Educação e do Desporto - Secretaria de Educação Especial - Sugestões de Estratégias que poderão se adotadas pelas instituições de ensino superior de modo a garantir o ingresso e a permanência dos portadores de necessidades especiais em seus cursos.

Deficiência Auditiva - Noções Básicas


1. DEFINIÇÃO

Deficiência auditiva é considerada genericamente como a diferença existente entre a performance do indivíduo e a habilidade normal para a detecção sonora de acordo com padrões estabelecidos pela American National Standards Institute (ANSI - 1989).

Zero audiométrico (0 dB N.A) refere-se aos valores de níveis de audição que correspondem à média de detecção de sons em várias freqüências, por exemplo: 500 Hz, 1000 Hz, 2000 Hz, etc.

Considera-se, em geral, que a audição normal corresponde à habilidade para detecção de sons até 20 dB N.A (decibéis, nível de audição).

2. SIGNIFICADO DE TERMOS

Hipoacusia - refere-se a uma redução na sensitividade da audição, sem qualquer alteração da qualidade de audição. O aumento da intensidade da fonte sonora, possibilita uma audição bastante adequada.

Disacusia - refere-se a um distúrbio na audição, expresso em qualidade e não em intensidade sonora. O aumento da intensidade da fonte sonora não garante o perfeito entendimento do significado das palavras

3. TIPOS DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA

DEFICIÊNCIA AUDITIVA CONDUTIVA: Qualquer interferência na transmissão do som desde o conduto auditivo externo até a orelha interna (cóclea). A orelha interna tem capacidade de funcionamento normal mas não é estimulada pela vibração sonora. Esta estimulação poderá ocorrer com o aumento da intensidade do estímulo sonoro. A grande maioria das deficiências auditivas condutivas pode ser corrigida através de tratamento clínico ou cirúrgico.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA SENSÓRIO-NEURAL: Ocorre quando há uma impossibilidade de recepção do som por lesão das células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo. Os limiares por condução óssea e por condução aérea, alterados, são aproximadamente iguais. A diferenciação entre as lesões das células ciliadas da cóclea e do nervo auditivo só pode ser feita através de métodos especiais de avaliação auditiva. Este tipo de deficiência auditiva é irreversível.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA MISTA: Ocorre quando há uma alteração na condução do som até o órgão terminal sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou do nervo auditivo. O audiograma mostra geralmente limiares de condução óssea abaixo dos níveis normais, embora com comprometimento menos intenso do que nos limiares de condução aérea.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA CENTRAL, DISFUNÇÃO AUDITIVA CENTRAL OU SURDEZ CENTRAL: Este tipo de deficiência auditiva não é, necessariamente, acompanhado de diminuição da sensitividade auditiva, mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na compreensão das informações sonoras. Decorre de alterações nos mecanismos de processamento da informação sonora no tronco cerebral (Sistema Nervoso Central).

4. GRAUS DE SEVERIDADE DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA

Os níveis de limiares utilizados para caracterizar os graus de severidade da deficiência auditiva podem ter algumas variações entre os diferentes autores. Segundo critério de Davis e Silverman, 1966:

Audição Normal - Limiares entre 0 a 24 dB nível de audição.

Deficiência Auditiva Leve - Limiares entre 25 a 40 dB nível de audição.

Deficiência Auditiva Moderna - Limiares entre 41 e 70 dB nível de audição.

Deficiência Auditiva Severa - Limiares entre 71 e 90 dB nível de audição.

Deficiência Auditiva Profunda - Limiares acima de 90 dB.

Indivíduos com níveis de perda auditiva leve, moderada e severa são mais freqüentemente chamados de deficientes auditivos, enquanto os indivíduos com níveis de perda auditiva profunda são chamados surdos.

5. CAUSAS DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA CONDUTIVA

Cerume ou corpos estranhos do conduto auditivo externo.

Otite externa: infecção bacteriana da pele do conduto auditivo externo.

Otite média: processo infeccioso e/ou inflamatório da orelha média, que divide-se em: otite média secretora; otite média aguda; otite média crônica

supurada e otite média crônica colesteatomatosa.

Estenose ou atresia do conduto auditivo externo (redução de calibre ou ausência do conduto auditivo externo). Atresia é geralmente uma malformação congênita e a estenose pode ser congênita ou ocorrer por trauma, agressão cirúrgica ou infecções graves.

Miringite Bolhosa (termo miringite refere-se a inflamação da membrana timpânica). Acúmulo de fluido entre as camadas da membrana timpânica, em geral associado a infecções das vias respiratórias superiores.

Perfurações da membrana timpânica: podem ocorrer por traumas externos, variações bruscas da pressão atmosférica ou otite média crônica supurada. A perda auditiva decorre de alterações da vibração da membrana timpânica. É variável de acordo com a extensão e localização da perfuração.

Obstrução da tuba auditiva

Fissuras Palatinas

Otosclerose

6. CAUSAS DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA SENSÓRIO-NEURAL

Causas pré-natais:

de origem hereditárias (surdez herdada monogênica, que pode ser uma surdez isolada da orelha interna por mecanismo recessivo ou dominante ou uma síndrome com surdez); e uma surdez associada a aberrações cromossômicas.

de origem não hereditárias (causas exógenas), que podem ser:

Infecções maternas por rubéola, citomegalovírus, sífilis, herpes, toxoplasmose.

Drogas ototóxicas e outras, alcoolismo materno

Irradiações, por exemplo Raios X

Toxemia, diabetes e outras doenças maternais graves

Causas perinatais

Prematuridade e/ou baixo peso ao nascimento

Trauma de Parto - Fator traumático / Fator anóxico

Doença hemolítica do recém-nascido ( ictericia grave do recém-nascido)


Causas pós-natais

Infecções - meningite, encefalite, parotidite epidêmica (caxumba), sarampo

Drogas ototóxicas

Perda auditiva induzida por ruído (PAIR)

Traumas físicos que afetam o osso temporal


7. DADOS ESTATÍSTICOS

Estima-se que 42 milhões de pessoas acima de 3 anos de idade são portadoras de algum tipo de deficiência auditiva, de moderada a profunda (OMS). Há expectativa que o número de perdas auditivas na população mundial chegue a 57 milhões no ano 2000.

Aproximadamente 0,1% das crianças nascem com deficiência auditiva severa e profunda (Northern e Downs, 1991). Este tipo de deficiência auditiva é suficientemente severa para impedir a aquisição normal da linguagem através do sentido da audição

Mais de 4% das crianças consideradas de alto risco são diagnosticadas como portadoras de deficiência auditiva de graus moderado a profundo (ASHA)1

Aproximadamente 90% das crianças portadoras de deficiência auditiva de graus severo e profundo são filhos de pais ouvintes (Northern e Downs, 1991)2

Nos Estados Unidos pesquisas indicam que a prevalência de deficiências auditivas sensorioneurais é de 5,95 para cada 1000 nascidos vivos e nas deficiências auditivas por alterações do ouvido médio é de 20 para cada 1000 nascidos vivos

Segundo a O.M.S. (1994)3 estima-se que 1,5% da população brasileira, ou seja, cerca de 2.250.000 habitantes são portadores de deficiência auditiva, estando esta em terceiro lugar entre todas as deficiências do país

Aproximadamente 1.053.000 de crianças abaixo de 18 anos têm algum grau de deficiência auditiva, com índice de prevalência de 16,1 por 1000 (Bess e Humes 1995)4

8. FATORES DE RISCO

Baseados nos critérios do "Joint Committee on Infant Hearing" (1994) e na experiência clínica e científica de profissionais participantes do Fórum de Debates: Criança e Audição, realizado durante o X Encontro Internacional de Audiologia, Bauru, Estado de São Paulo, 8 a 11 de Abril de 1995, alguns fatores que podem causar deficiência auditiva são:

Antecedentes familiares de deficiência auditiva, levantando-se se há consangüinidade entre os pais e/ou hereditariedade.

Infecções congênitas suspeitadas ou confirmadas através de exame sorológico e/ou clínico (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes e sífilis)

Peso no nascimento inferior a 1500g e/ou crianças pequenas para a idade gestacional (PIG)

Asfixia severa no nascimento, com Apgar entre 0-4 no primeiro minuto e 0-6 no quinto minuto.

Hiperbilirrubinemia com índices que indiquem exanguíneo transfusão.

Ventilação mecânica por mais de dez dias

Alterações crânio-faciais, incluindo as síndromes que tenham como uma de suas características a deficiência auditiva.

Meningite, principalmente a bacteriana.

Uso de drogas ototóxicas por mais de cinco dias.

Permanência em incubadora por mais de sete dias.

Alcoolismo ou uso de drogas pelos pais, antes e durante a gestação.

9. IDENTIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO

O diagnóstico das deficiências de audição é realizado a partir da avaliação médica e audiológica. Em geral a primeira suspeita quanto à existência de uma alteração auditiva em crianças muito pequenas é feita pela própria família a partir da observação da ausência de reações a sons, comportamento diferente do usual (a criança que é muito quieta, dorme muito e em qualquer ambiente, não se assusta com sons intensos) e, um pouco mais velha, não desenvolve linguagem. A busca pelo diagnóstico também poderá ser originada a partir dos programas de prevenção das deficiências auditivas na infância como o registro de fatores de risco e triagens auditivas.

O profissional de saúde procurado em primeiro lugar é geralmente o pediatra, o qual encaminhará a criança ao otorrinolaringologista, quando se iniciará o diagnóstico. Este profissional fará um histórico do caso, observará o comportamento auditivo e procederá o exame físico das estruturas do ouvido, nariz e das diferentes partes da faringe. O passo seguinte é o encaminhamento para a avaliação audiológica.

No caso de adultos, em geral a queixa de alteração auditiva é do próprio indivíduo, e, no caso de trabalhadores expostos a situações de risco para audição o encaminhamento poderá advir de programas de conservação de audição.

1. ASHA - American Speech and Hearing Association

2. Northern, J., Downs, m.p. (1991) Hearing in children (4th ed.) Baltimore Williams & Wilkins

3. OMS - Organização Mundial de Saúde

4. Bess, F. H. e Humes, L. E. (1995) Audiology: The Fundamentals. Baltimore Williams & Wilkins

Site "Entre Amigos - Rede de Informações sobre Deficiências"

Deficiência Auditiva - Sugestões Pedagógicas


Apoio ao aluno com deficiência auditiva


O problema principal destes alunos é a comunicação.

Os alunos com deficiências auditivas devem ficar sempre na primeira fila na sala de aulas sendo preferível o aluno utilizar um auxiliar acústico (Prótese Auditiva e/ou Sistema de FM), quando possível, para amplificar o som da sala.

Há alunos que conseguem ler os movimentos dos lábios, o professor e os colegas devem falar o mais claro possível, evitando voltar-se de costas enquanto fala. É extremamente difícil para estes alunos fazerem apontamentos escritos nas aulas durante a exposição oral da matéria, principalmente aqueles que fazem leitura labial enquanto o docente a expõem.

É sempre útil fornecer uma cópia de meios visuais com antecedência, assim como uma lista da terminologia técnica utilizada na disciplina, para o aluno tomar conhecimento da terminologia e do conteúdo da aula a ser lecionada. Pode também justificar-se a utilização de um intérprete (uso de linguagem sinais).

Este estudante poderá necessitar de tempo extra para responder aos testes.

Com efeito, o texto apresentar-se-á ao aluno como tendo lacunas pela forma como podem ser colocadas as questões e pela utilização de terminologia técnica nem sempre dominada porque nem sempre é claramente ouvida. A utilização de terminologia própria e palavras chave de ligação podem eventualmente falhar, obrigando a um maior dispêndio de tempo na organização de idéias e reflexão sobre a resposta. Também o recurso à linguagem gestual é mais limitada que a linguagem falada daí que esta seja uma das razões pelas quais o aluno pode sentir lacunas na compreensão do texto.

Os esclarecimentos por parte dos docentes podem passar despercebidos durante a realização da prova.

Assim, é importante que:

Os alunos ocupem sempre a primeira fila da sala de aulas;
F@le com naturalidade e clareza, não exagerando no tom de voz;
Evite estar em frente à janela ou outras fontes de luz pois o reflexo pode obstruir a visão;
Quando falar não bloqueie de algum modo a área à volta da boca (ex: não fume enquanto fala);
Evite falar quando está virado de costas para o aluno ou para a turma. Sempre que possível dirija a conversa ao aluno ou F@le para a turma de frente para ele;
Quando utiliza o quadro ou outros materiais de apoio audiovisual, primeiro exponha os materiais e só depois explique ou vice-versa (ex: escreva o exercício no quadro ou no caderno e explique depois e não simultaneamente).
Se for utilizado um intérprete, dirija a conversa ao aluno;
Repita as questões ou comentários durante as discussões ou conversas e indique (por gestos) quem está a falar, para uma melhor compreensão por parte do aluno;
Escreva no quadro ou no caderno do aluno datas e informações importantes, para assegurar que foram entendidas (ex: datas, terminologia, símbolos, etc);
O fornecimento com antecedência de cópias dos meios visuais a utilizar durante as aulas, uma lista de terminologia e apontamentos da cadeira serão apoios preciosos para o melhor acompanhamento das matérias por parte do aluno e facilita o trabalho do intérprete (quando presente);
Durante os exames o aluno deverá ocupar um lugar na fila da frente para melhor ouvir esclarecimentos do docente. Um pequeno toque no ombro do aluno poderá ser um bom sistema para lhe chamar a atenção antes de fazer um esclarecimento;
A disponibilização de algum tempo para o atendimento individual deste aluno durante o horário de atendimento do docente é uma boa estratégia para este melhor acompanhar a matéria.


Bibliografia: Gabinete de Apoio ao Estudante com Deficiência - Sugestões de apoio - Universidade do Minho
   
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