Marlei de Fátima Schneider
Este estudo foi realizado tomando como base a perspectiva
histórico-cultural e a prática do cotidiano
escolar, isto é, a "práxis".
Nosso objetivo foi discutir o papel da motivação
para o aprendizado da leitura e escrita em crianças
deficientes mentais no contexto de sala de aula. Para
isso acompanhamos situações de leitura
e escrita em classe especial - deficientes mentais,
de uma Escola Estadual, usando como atividade modelo
a montagem de um livro de história de dois alunos.
Percebemos que ao valorizar o que a criança sabe
fazer, auxiliando quando necessário ou solicitado,
ela consegue superar as suas dificuldades, podendo adquirir
novos conhecimentos.
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INICIANDO NOSSA CONVERSA...
A prática educativa envolve
uma constante busca de procedimentos para desenvolver
nos alunos o interesse pelas atividades pedagógicas,
fazendo com que adquiram o gosto pela leitura e escrita,
envolvendo a produção textual, tanto
nos aspectos de coerência como de coesão.
Este estudo visa a refletir sobre
o trabalho realizado em uma classe especial - deficientes
mentais - e, para tanto, buscamos um aprofundamento
da questão teórica sobre o desenvolvimento
e aprendizagem à luz da teoria histórico-cultural
vygotskyana que acreditamos ser relevante para entender
a postura do professor de classe especial ou mesmo
em classe comum.
Vygotsky (1989) dá destaque
às condições que o indivíduo
possui para, a partir do ambiente em que vive, ter
acesso aos "instrumentos físicos e simbólicos"
desenvolvidos pelas gerações que o precederam.
O instrumento amplia os modos de ação
do homem. Assim, da mesma forma que atua sobre a natureza
fazendo uso dos instrumentos físicos, transformando-a,
o homem atua sobre si próprio através
dos instrumentos simbólicos, transformando
suas formas de agir. O desenvolvimento do pensamento
a partir da experiência da criança, constrói
internamente os hábitos culturais de seu grupo
e do sistema lingüístico.
Sobre o desenvolvimento e aprendizado,
Vygotsky considera como processos não coincidentes,
embora esteja o aprendizado diretamente relacionado
ao curso de desenvolvimento da criança, tomando
como concepção que o desenvolvimento
é a apropriação de formas cada
vez mais elaboradas de atividade humana e, ressaltando
o papel da educação escolar como ambiente
específico para promover o desenvolvimento
do aluno. A partir daquilo que a criança já
sabe, de sua capacidade de equacionar problemas sem
ajuda (desenvolvimento real), poderão ser criadas
mais possibilidades de aprendizagem através
da elaboração compartilhada, ou seja,
o que ela ainda não realiza sozinha, poderá
ter condições de realizá-lo sob
a orientação dos adultos ou com a colaboração
das crianças mais velhas (desenvolvimento proximal).
Ao professor cabe provocar avanços na aprendizagem
dos alunos que não ocorreriam espontaneamente.
Após essa breve explanação
sobre desenvolvimento e aprendizado e as repercussões
na escola a partir da teoria histórico-cultural,
cabe esclarecer o tema do trabalho. Tentando buscar
uma melhor compreensão da questão do
desejo de aprender, tivemos como objetivo neste estudo
discutir o papel da motivação em indivíduos
deficientes mentais. Percebemos que nas atividades
de ensino orientadas por processos coletivos há,
no decorrer das mesmas, maior interesse e motivação.
O aluno se predispõe a solicitar e receber
auxílio do Outro, ouvindo sua opinião.
No texto O desenvolvimento dos conceitos científicos
na infância, Vygotsky (1991) afirma "que
quando começamos a ensinar uma criança
a escrever, deparamo-nos com uma fraca motivação
por parte dela. (...) Os motivos para escrever são
mais abstratos, mais intelectualizados, mais distantes
das necessidades imediatas. Na escrita, somos obrigados
a criar a situação, ou a representá-la
para nós mesmos. Isso exige um distanciamento
da situação real."( p 125)
Conforme a opção do
professor em relação à teoria
do desenvolvimento, torna-se transparente a sua postura
e a escolha das atividades que serão propostas
para que os alunos aprendam. No nosso caso foi a opção
histórico-cultural, coerente com este referencial.
A hipótese de que a motivação
é fruto das relações intersubjetivas
que se estabelecem na sala de aula é baseada
na explicação de Werstch (apud ECHEITA
e MARTÍN, 1995). Para ele, o adulto e a criança,
ao realizarem uma tarefa comum, partem cada um de
uma definição diferente da situação,
isto é, cada pessoa representa do seu modo
o contexto no qual está atuando. Para que haja
aprendizagem, é preciso que compartilhem da
mesma definição da situação,
ou ao menos de uma aproximada. A essa comunicação
Werstch usa o termo intersubjetividade, pois é
a conseqüência do processo de negociação
entre ambas as definições, essa nova
aquisição já não é
de um, nem do outro.
Neste processo de negociação
tanto o professor como os pares podem assumir a função
de mediador. Echeita e Martín (1995) colocam
a relevância da participação dos
alunos nas tarefas de aprendizagem; as atitudes e/ou
sentimentos que alguns têm a respeito de seus
colegas; o autoconceito acadêmico que cada aluno
tem de si mesmo e a motivação com que
cada um encara as atividades que lhe são propostas
são fatores que se relacionam ente si e encadeiam-se
com os processos cognoscitivos, que irão medir
as possibilidades e o alcance das aprendizagens.
Enfatizamos que o aluno com necessidades
especiais pode ser o sujeito do processo de aprendizagem
e será papel do professor mediar a interação
dos alunos com os objetos de conhecimentos através
da socialização.
Segundo Vygotsky, devemos olhar as
possibilidades da criança e não apenas
as suas dificuldades. "O que temos que buscar
são as forças positivas do defeito,
dirigindo-nos para alcançar o que é
socialmente valorizado, construindo assim a auto-estima
perdida ou não estabelecida" (PADILHA,
1997, p.33).
A perspectiva que devemos ter na área
de educação de crianças com retardo
mental severo está baseada na cooperação,
na ajuda social de outro ser humano, que num primeiro
momento é seu pensamento, sua vontade, sua
atividade. A saída está nas relações
sociais e de cooperação, através
de outros seres humanos. (VYGOTSKY,1995). Para isso,
descrevemos o desenrolar de um processo, a partir
da realização de uma atividade em que
envolveu os alunos e despertou o seu interesse e a
sua motivação.
OLHANDO A PRÁTICA
Tomando como referencial os aspectos
teóricos apontados, estamos valorizando o cotidiano
que "está impregnado de conteúdo
histórico", pois não concebemos
nenhuma análise que seja neutra, que não
leve em conta os aspectos das relações
pessoais, da instituição em si, da sociedade
que está incluída e da cultura desta,
bem como da situação histórica
determinada. (PADILHA, 1997)
Para este estudo foram escolhidos
dois alunos da classe especial de deficientes mentais
de uma escola da rede Estadual de Ensino do Município
de Ribeirão Preto. A escolha dos dois casos
aconteceu, principalmente, pela diferença de
postura e o tipo de relação que mantinham
com a professora e com os colegas desde o início
da atividade. Descrevemos aqui resumidamente os dados
colhidos dos dois alunos. Para não citar os
casos de maneira impessoal (aluno A ou sujeito A)
criamos nomes fictícios: Paulo e Joana.
Paulo tem l6 anos, teve meningite
aos oito meses, causando hemiplegia dos membros inferior
e superior esquerdo. Melhorou bastante com os remédios
e fisioterapia (fala da mãe), anda normalmente,
embora o membro superior apresente atrofia. Teve convulsões
até 11 anos de idade, mesmo com medicação
(Tegretol) e que faz uso até hoje. Neste ano
completa 5 anos na Classe Especial. Na última
avaliação psicológica realizada
em outubro/97, em relação ao "nível
mental é confirmado seu potencial intelectual
correspondente ao nível de deficiência
metal leve, educável, com comprometimento maior
do que o esperado em função do distúrbio
neurológico".
Joana tem 10 anos, nível sócio-econômico
baixo, mora com a avó. A mãe teve problemas
no parto, indicando pelo relato da avó que
Joana teve anóxia, apresentando convulsões
após os 10 meses, o que exigiu o uso de medicamento
(Gardenal) até os 5 anos de idade. A aluna
freqüentou o ciclo básico inicial com
8 anos, tendo, segundo a professora ,"apresentado
fraquíssimo rendimento e dificuldade na coordenação
motora e na aprendizagem." Iniciou o atendimento
em classe especial a partir de maio. A avaliação
psicológica diz que "Joana apresenta rebaixamento
intelectual discutível e passível de
maiores investigações. (...) Pode vir
a superar suas dificuldades de aprendizagem, visto
não apresentar comprometimento acentuado, se
for atendida com atenção especial, recebendo
estímulo e incentivo necessários ao
resgate de sua auto-estima e conseqüente desenvolvimento
de seu equilíbrio afetivo".
A atividade enfocada - montagem de
um livro sobre sua história pessoal - foi realizada
por todos os alunos da classe e ensejou que cada criança,
conforme seu potencial, montasse seu trabalho, desenhado,
ditando o que queria que fosse escrito, escrevendo
com apoio ou sozinho para, posteriormente, reescrever
seu texto.
Complementamos as informações
sobre este cenário dizendo que a professora
manteve em sala de aula a postura de incentivar os
alunos, proporcionar vivências diversas (grupos
na sala, educação física com
outras salas, passeios,...); sempre considerando que
a partir dessas novas experiências os alunos
poderão alcançar níveis mais
complexos e abstratos do pensamento. Por isso buscou
criar situações de partilha em que ocorressem
as trocas entre colegas e, também, com a ajuda
do professor para realizar as tarefas daqueles que
não conseguissem realizar sozinhos, bem como
buscou usar material para consulta como: cartazes
de rótulos, números, painéis
com sílabas e palavras expostos pela sala,
livros, revistas, etc..
Na sala em que realizamos o estudo
percebeu-se desde o início do ano letivo que
os alunos não possuíam hábitos
de leitura, muitos não conheciam a biblioteca
e demonstravam pouco interesse por livros. Incentivamos
a freqüência à biblioteca, o manuseio
de livros, leituras coletivas em sala, interpretação
oral, desenhos a partir de frases, descrição
de gravuras e completar de histórias.
Na atividade da montagem do livro
de histórias, a professora, para esclarecer
melhor os objetivos do trabalho, montou seu próprio
livro, fazendo na lousa um "rascunho" com
desenho e escrita sobre os lugares nos quais morou.
Na aula seguinte trouxe o livro já montado,
o que despertou, na maioria, a curiosidade em olhar
as gravuras e saber o que estava escrito.
Já no primeiro dia, ao comentar
sobre a montagem do livro, Joana empolgou-se e queria
um caderno para escrever. Paulo, irritado, falou que
não iria escrever nada, pois não gostava
da escola nem da professora. Após todos iniciarem
os seus trabalhos, Paulo pediu um caderno, mas enfatizou
que iria só desenhar. Foi sugerido que desenhasse
e que depois escreveria, com a professora. Como não
tinha escolhido o tema sobre o qual iria escrever,
foram feitos alguns questionamentos sobre sua vida:
se queria escrever do nascimento até hoje ou
quando foi para a escola. Falou que iria desenhar
a professora Dilma (professora anterior), rindo ao
lembrar de um fato que ocorrera em sala. Nesse estudo
de caso, ao dar oportunidade à expressão
pessoal, ao "jeito próprio" do aluno
para expor seu conhecimento por menor que fosse, encorajou-se-lhe
para que assumisse suas vontades e desejos, expressando
seus sentimentos.
A professora explicou que poderia
estar desenhando a capa e dando o título depois
de ter montado o seu livro, mas Paulo preferiu iniciar
pela capa (autor, editora, título e desenho)
baseando-se na capa do trabalho do colega, inclusive
com o mesmo título. Sugeriu-se que seria interessante
fazer uma apresentação sobre si mesmo,
com nome completo, endereço, escola... Após
esta conversa, ele ficou sozinho para que realizasse
a atividade. O aluno olhava os desenhos dos colegas
e mostrava os seus, mas na hora da escrita perguntava
para professora ou para Joana como escrever tal ou
tal palavra. Exemplo disso foi a palavra professora
que Paulo perguntou como deveria escrever; a professora
sugeriu que pedisse auxílio a Joana, pois ela
acabara de escrever essa palavra. Para Joana, a professora
havia mostrado no painel a sílaba pro e falado
para que escrevesse o resto da palavra sozinha, ela
fez o mesmo com Paulo. Ele escreveu apenas pro e deu-se
por satisfeito. Consideramos, aqui, que a postura
da professora deve ser de valorizar o potencial, as
condições de uso dos instrumentos mediadores
que cada um possui para realizar a atividade proposta.
Joana fez o desenho e começou
a escrever solicitando, a todo momento, auxílio
para as palavras cuja grafia correta desconhecia.
Algumas a professora escrevia na lousa, outras ditava
silabicamente (pa/ da/ ria) e apontava para que ela
mesma pesquisasse no painel de sílabas. Na
fase da reescritura, Joana aceitou intervenções
da professora, mudando algumas contradições
e permitindo que seu texto fosse colocado na lousa
para leitura coletiva. A partir dessa construção
inicial e após leitura - interpretação
do aluno - individual ou coletiva, foram ocorrendo
as intervenções com o objetivo de apontar,
demonstrar ou estruturar a linguagem escrita.
Com Paulo o processo ocorreu de maneira
diferenciada. Por não aceitar intervenções
e correções no texto, a professora auxiliava-o
quando solicitada. Se fosse feito algum comentário,
imediatamente tornava-se agressivo e desistia da atividade.
Nessas situações, geralmente ignoravam-se
suas atitudes, pois contrariá-lo fazia com
que sua irritação aumentasse, chegando
a rasgar seu trabalho. Como Paulo não se propunha
a fazer a leitura do que escrevera, a professora leu
e apontou o que poderia ser mudado ou acrescentado.
Esse tipo de atividade exigiu muitas
intervenções da professora, ora para
discutir o que desenhar ou escrever; ora para estruturar
a frase ou parágrafo; ora porque os alunos
necessitavam ter "escriba" junto de si,
por não se sentirem seguros para expor sua
grafia espontânea.
Na reescritura do texto, tanto Paulo
como Joana mudaram algumas frases que tinham escrito
na montagem original. Ex.: Joana escreveu que os meninos
mexiam com ela e a prima e na transcrição
decidiu não escrever isso, pois seu pai iria
ler e poderia brigar com ela. A proposta de expor
os trabalhos na Feira Cultural da escola serviu de
estímulo para os alunos concluírem seu
livro de história, apenas Paulo não
concordou, mas depois que viu os colegas levando os
livros, não demonstrou nenhuma objeção,
levando ele mesmo seu trabalho.
Percebeu-se que ao desafiar as crianças
e adolescentes a buscar novas aprendizagens, cada
uma, a partir do que sabe, foi criando novas possibilidades
para aprender na interação com o Outro.
PENSANDO A MOTIVAÇÃO...
O objetivo deste trabalho foi estudar
a motivação do deficiente mental no
processo de aprendizado da leitura e escrita. Considera-se
que o mero contato com os objetos ou a simples presença
em ambientes informadores não promove necessariamente
o desenvolvimento sócio-cultural da pessoa,
mas sim as intervenções, orientações
e auxílios que são dados.
A principal preocupação
que tivemos ao propor essa atividade aos alunos foi
que a mesma despertasse interesse e entusiasmo para
sua realização, que o objetivo central
não fosse apenas o domínio da linguagem
escrita, mas que houvesse um envolvimento mais amplo
da subjetividade de cada indivíduo (sua história
e identidade pessoal).
Produzir textos é um processo
que envolve várias etapas a serem percorridas.
É uma atividade trabalhosa, que exige persistência
para refazer e aperfeiçoar a sua produção.
Para que este processo ocorra é
fundamental o papel do mediador. Cabe a ele buscar
formas de ensinar, tentar descobrir quais são
os meios, estratégias para se chegar a uma
aprendizagem real. Dar liberdade de expressão
e criação pode auxiliar os alunos, cada
um em seu nível de conhecimento, a estarem
construindo novos conhecimentos, percebendo a função
da leitura e escrita para suas vidas, aprendendo novas
palavras e estruturando frases ou textos. Ao planejarmos
uma atividade, devemos questionar: Que função
exerce? Qual seu significado? E para a criança:
Que sentido pessoal ela pode ter? Nos nossos casos
estudados, Joana estava num processo avançado
de aquisição da leitura e escrita, estimulada
a produzir textos, cartas e sua coleção
de livros confeccionados na sala de aula para mostrar
a seu pai.
Por outro lado, Paulo necessitou ser
encorajado para participar da atividade, sendo 'exigida'
a conclusão de sua tarefa para a exposição
na feira cultural, fato que o motivou a dar coerência
e coesão ao seu texto.
É importante ressaltar que
a atividade proposta - construção do
livro - exige algumas regras, mas nenhuma norma fechada
que impeça a expressão e criação
do aluno. Durante o fazer da atividade, tais regras,
foram-se "aperfeiçoando", isto é,
aceitaram-se as opiniões e idéias dos
alunos, que estariam impedidas, bloqueadas, caso a
atividade fosse realizada passo a passo e com todas
as possibilidades de alterações e o
uso de instrumentos auxiliares negados ou pré
determinados.
As mudanças de atitudes no
decorrer do trabalho, desde copiar do colega, olhar
livros de histórias, copiar desenhos e as brigas
no grupo, não aceitando a opinião do
outro, demonstraram que cada um tem condições
de efetuar o trabalho, dentro do seu potencial e acrescentando
o que lhe é ensinado. Percebemos que a motivação
ocorreu basicamente a partir das relações,
primeiro em torno da atividade e, depois, na ajuda
e trocas que foram acontecendo. A motivação
ocorreu como processo coletivo.
A possibilidade de estar, ao longo
da tarefa, criando meios para facilitar a aprendizagem
e deixando que cada aluno usasse seus próprios
meios para estruturar seu trabalho, proporcionou diversos
momentos de troca com os colegas, professora e estagiárias
e o uso de instrumentos como: painel de sílabas,
alfabeto exposto, dentre outros. Esse processo não
deve ser estancado neste patamar , mas sim continuar
nesse caminho, pois tanto o professor como o aluno
poderão ter oportunidades de aprofundar a relação
e adquirir novos conhecimentos a partir das trocas.
Nessa abordagem, o fator motivacional
não envolve apenas a questão intelectual,
mas estão presentes, também, componentes
afetivos. Os alunos com necessidades educacionais
especiais tendem a atribuir os seus fracassos ou seus
êxitos a razões externas a eles mesmos.
Deve o professor reunir algumas condições,
de maneira que ajude os alunos a serem capazes de
aprender sem a necessidade de que, em todo momento,
outra pessoa realize por eles todos os passos do processo.
A intersubjetividade não diz
respeito apenas ao aluno, mas também ao professor
. Um processo que envolve os dois requer o conhecimento
e a sensibilidade do professor para prever a forma
e o momento para intervir, isto é, dar auxílio
sem fazer pelo aluno. É de suma importância
fazer uma avaliação clara do interesse
e níveis de aprendizagem do aluno, das suas
condições de realizar sozinho uma tarefa
ou se necessita de apoio verbal ou mesmo apoio físico
para tal.
Essa experiência demostrou que
precisamos pensar o processo de leitura e escrita,
tanto do deficiente mental como de todo aluno, a partir
de atividades coletivas na perspectiva da criação
de um estado motivacional adequado. A motivação
"nasce" da intersubjetividade, transparente
nas relações entre o aluno, o professor
e/ou colega.
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