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Fonoaudiologia cresceu |
Solange Dorfman Knijnik
Formada
em fonoaudiologia pela PUC/SP há 16 anos, palestrante
em escolas (Mackenzie, Biosfera) e sindicatos (SIEEESP,
Sinprosasco), especialista em Telemarketing, autora do
curso "Operador de telemarketing e Atendimento ao
Cliente" da rede de ensino Easycomp.
Telefone consultório: (011) 3661-8445/ 9337-4547
E-mail: solange_fono@bol.com.br
Site www.solangefono.hpg.com.br
A Fonoaudiologia é a área das ciências
que atua com a comunicação total do indivíduo.
Ciência muitas vezes conhecida pelo nome exótico
e pela juventude de seus profissionais, a Fonoaudiologia,
comemorou 21 anos de regulamentação em nosso
país com profundas mudanças.
Pode-se dizer que a Fonoaudiologia enfim entrou, em seu
21º ano de vida, na maioridade.
Até pouco tempo atrás, quando se pensava
na fonoaudióloga, carinhosamente apelidada de "fono",
vinha-nos à mente aquela garota jovem e paciente,
com um trabalho voltado quase que exclusivamente ao desenvolvimento
da linguagem infantil.
Quase não havia homens atuando nesse mercado, e
o trabalho restringia-se à prática clínica
de reabilitação.
Muito se falou (e se fala!) sobre hábitos orais,
amamentação, estimulação,
educação.
São conceitos que já estão incorporados
ao "fazer" fonoaudiológico e sua divulgação
entre pediatras, pais e professores é de comprovada
e inegável importância para o desenvolvimento
infantil saudável.
O que uma grande parcela da população desconhece,
no entanto, é o trabalho fonoaudiológico
com indivíduos de todas as idades.
Na verdade, o campo de atuação da Fonoaudiologia
é muito mais amplo. Ela atua nos processos de comunicação
do ser humano, seja na comunicação falada
(voz), seja na audição ou na linguagem das
pessoas. Assim, qualquer pessoa que necessite corrigir
a sua comunicação ou mesmo aperfeiçoá-la,
por motivos profissionais ou pessoais, pode-se beneficiar
com um profissional da área.
Professores, advogados, telefonistas, atores, cantores,
locutores, operadores de telemarketing, entre tantos outros,
são exemplos de ramos de atividade nos quais a
voz e a comunicação são os principais
instrumentos de trabalho.
Mesmo para cargos em que a voz não é o principal
veículo de seu trabalho, como executivos, administradores,
estatísticos, supervisores, a necessidade de comunicar-se
em público com correção e clareza
se tornou tão imperiosa que fez dos excelentes
livros dos Professores Reinaldo Politto e Pasquale Cipro
Neto, best sellers nacionais!
Junto à categoria dos professores, o acompanhamento
fonoaudiológico é de tal importância
que, desde 28 de setembro de 2.001, o projeto Saúde
Vocal do Professor da Deputada Maria Lúcia Prandi
(PT-Santos) _ que contou com a colaboração
da Fonoaudióloga Maria Cristina Jabbur _ tornou-se
lei estadual (nº 10.893), o que obriga o Governo
do Estado de São Paulo a desenvolver programas
visando à prevenção de problemas
vocais nos professores da rede estadual de ensino.
No campo empresarial, o advento do Código de
Defesa do Consumidor juntamente com o acirramento da
concorrência (e, conseqüentemente, o aumento
na oferta de produtos), fez com que as empresas iniciassem
uma "corrida" rumo ao diferencial estratégico
que significa oferecer qualidade no atendimento ao consumidor.
Este novo "exército" de profissionais
- os operadores de telemarketing - são os ouvidos
e a voz de grandes empresas e corporações
para aqueles que desejam obter informações
ou adquirir seus produtos, tirar dúvidas sobre
os serviços ou mesmo fazer algum questionamento
sobre determinado atendimento.
Nesse cenário, a Fonoaudiologia ampliou sua oferta
de serviços nos programas que visam à
manutenção da saúde vocal, o aperfeiçoamento
da linguagem e do papel comunicativo da voz.
Em estudos realizados em uma central de atendimento
telefônico ativo, onde o foco é a realizações
de vendas, concluiu-se que metade das ligações
não-efetivas, ou seja, nas quais a venda não
é realizada, era efetuada por operadores de telemarketing
que apresentavam algum grau de alteração
vocal como, por exemplo, vozes roucas, ásperas,
soprosas ou infantilizadas. Por outro lado, constatou-se
que, entre as ligações nas quais as vendas
eram efetivas, o porcentual de alteração
vocal cai para apenas 3%!
Num cenário destes, seria fundamental a intervenção
de um fonoaudiólogo para a localização
e correção destes problemas que impedem
inclusive as vendas!
Portanto, podemos concluir que a comunicação
humana é hoje, mais do que nunca, necessária
ao indivíduo e a sua inserção na
sociedade.
É imprescindível estarmos atentos, pois
algumas sensações constantes, queixas
freqüentes podem indicar problemas nas cordas vocais.
São eles:
- Rouquidão
(voz "suja"), aspereza (voz "espremida");
- Perda
de voz em determinados sons;
-
Sensação de cansaço vocal;
-
Falta de ar;
-
Necessidade de limpar a garganta (pigarrear);
-
Tosse freqüente;
-
Dor e ardência na região da laringe,
acompanhadas ou não de rouquidão após
uso intensivo da voz;
-
Sensação de "corpo estranho";
sensação de aperto ou tensão
na região da laringe;
-
Voz não compatível com a idade e o sexo
do indivíduo (voz infantilizada em adultos,
masculinizada em mulheres, entre outros);
-
Mudanças de tonalidade (falar fino e grosso
sem manter a estabilidade).
Da mesma forma, podemos encontrar alterações
na fala (dicção) de adultos.
Nunca é tarde para se corrigir um "S"
sibilante, um "R" distorcido (na emissão
de uma palavra como "Treino", por exemplo),
ou aquela saliva que teima em se depositar nos cantos
dos lábios durante a produção da
fala.
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