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A
Prevenção Fonoaudiológica Das
Alterações Da Linguagem Oral E Escrita
Em
Escolas De Ensino Fundamental |
Magali
de Lourdes Caldana
Especialização em Patologias da
Comunicação – Universidade do Sagrado Coração
– Bauru/SP.
Mestre
em Distúrbios da Comunicação – Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo
Doutoranda em Lingüística pela Universidade
Estadual
Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP
Email: mcaldana@zaz.com.br
Endereço:
Rua – Professor José Ranieri, 5-41 , apto 63, Ed.
Belle Epoque, Centro – CEP – 17015-360 – BAURU-SP
Introdução
A atuação fonoaudiológica , em
sua história, tem recebido fortes influências
de ciências da àrea da saúde e,
portanto, direcionado o seu “fazer clínico” para
uma prática a serviço da “doença”,
caracterizando-se no sentido da avaliação
e terapia fonoaudiológica que buscam a normatização
das alterações da comunicação
oral e escrita. Tal fato é compreensível,
pois a fonoaudiologia “surgiu em resposta a uma necessidade
de atendimento a pessoas que apresentam uma série
de problemas ligados à comunicação
humana” (Zorzi, 1999). Porém, a fonoaudiologia
clínica, vem se interligando com a fonoaudiologia
educacional, através de pesquisas e atuações
que enfocam os aspectos preventivos da comunicação.
A atuação fonoaudiológica na área
educacional objetiva não somente detectar as
alterações da linguagem oral e escrita,
mas sim, de dar possibilidades para a otimização
do desenvolvimento , ou seja, “criar condições
favoráveis e eficazes para que as capacidades
de cada um possam ser exploradas ao máximo, não
no sentido de eliminar problemas, mas sim baseado na
crença de que determinadas situações
e experiências podem facilitar e incrementar o
desenvolvimento e a aprendizagem” (Zorzi, 1999).
Desenvolvimento
Considerando estes pressupostos teóricos, o trabalho
fonoaudiológico em escolas, não limita-se
somente na realização de triagens, mas
em propiciar situações favorecedoras para
o desenvolvimento da comunicação oral
e escrita. Assim, a atuação com os alunos
consiste preferencialmente no desenvolvimento de programas
para a otimização do desenvolvimento.
Faz parte do trabalho preventivo fonoaudiológico,
do estágio supervisionado em Fonoaudiologia Preventiva
e Escolar do Curso de Fonoaudiologia da Universidade
de Ribeirão Preto, os grupos de promoção
da linguagem oral e escrita, que são compostos
por 5 crianças e 2 estagiarias e assim se caracterizam:
-
Grupo de fala: crianças com dificuldades na apropriação
dos aspectos fonético-fonológico, porém
sem caracterizar uma alteração articulatória;
que apresentam hábitos de sucção
não-nutritiva; respiração bucal;
-
Grupo de linguagem: crianças com história
familiar, ambiental e emocional que não favoressem
o processo de aquisição e desenvolvimento
da linguagem oral;
-
Grupo de leitura e escrita: composto por crianças
que apresentam dificuldades na apropriação
da língua escrita;
Conclusão
O trabalho em grupo tem por objetivo favorecer o processo
interacional entre criança-criança e criança-adulto
e proporcionar situações que otimizam
o desenvolvimento da linguagem oral e o processo de
aprendizagem da escrita. Os grupos podem acontecer no
espaço físico da escola, desde que haja
disponibilidade, e no período de permanência
dos alunos nas mesmas.
Desta
forma, o fonoaudiólogo neste trabalho preventivo
proposto atua no sentido de desenvolver potencialidades,
não enfatizando somente os aspectos patológicos.
Bibliografia
Consultada
DE
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1995, 110p.
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instituições. São Paulo: Lovise,
1997. 204p.
MINA,
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Paulo: Memnon, 1998. 93p.
ZORZI,
J.L. Possibilidades de trabalho do fonoaudiólogo
no âmbito escolar-educacional. Jornal do Conselho
Federal de Fonoaudiologia. Brasília, ano IV, n°
2, p.: 1417, julho 1999. |