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Cuidando
da voz dos professores |
Fga. Ana Paula d'Oliveira Gheti Kao - CRFa. 6854-SP
Um dos principais instrumentos de trabalho do professor
é a VOZ. O período de trabalho, as condições
ambientais, fatores como o pó de giz, postura ao
falar e ao escrever no
quadro negro, a competição sonora devido
aos ruídos externos ou às conversas na sala
de aula, levam o professor a utilizar a voz excessivamente,
muitas vezes com grande tensão na musculatura do
pescoço, o que os torna candidatos às disfonias,
cujo sintoma mais freqüente é a rouquidão.
Na seqüência, isso afeta a comunicação
do professor com os alunos ou sua própria saúde
vocal.
A disfonia pode acarretar alterações nas
pregas vocais que independem do uso da voz - disfonias
orgânicas; ou também as decorrentes do próprio
uso da voz - disfonias funcionais. Por outro lado, o mau
uso vocal pode até causar o aparecimento de alterações
orgânicas, agravando ainda mais o quadro - disfonias
orgânico - funcionais.
O uso correto da voz deveria ser matéria integrante
do currículo do professor durante sua formação,
mas isso não ocorre. Sem os cuidados necessários
para evitar/minimizar os efeitos do abuso vocal na voz
ou a disfonia, temos como resultado alterações
vocais e a necessidade de tratamento se faz presente.
O exame otorrinolaringológico é preciso
para avaliação do aspecto da laringe e condições
de mobilidade das pregas vocais. A partir dos resultados
de tal exame, o encaminhamento para realização
de terapia fonoaudiológica pode ser necessário
visando à orientação e treinamento
vocal, para adequar qualidade da voz ou reduzir/eliminar
possíveis lesões que possam estar presentes.
Na orientação são dadas noções
sobre o mecanismo de produção da voz e procedimentos
que auxiliem a preservar a saúde vocal. Além
disso, no treinamento vocal são realizados exercícios
e técnicas vocais para prevenção
ou tratamento de alterações da voz. Com
isso, o professor terá condições
de se conscientizar de partes do corpo, dos graus de tensão
muscular, do controle do seu próprio corpo, relaxando
os músculos, facilitando a respiração
e fonação, o que tornará a comunicação
mais efetiva, sem tensão nem comprometimento das
estruturas do aparelho fonador. |
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