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Fonoaudiologia Hospitalar - Atuação
junto ao paciente em uso de sonda nasogástrica |
Elizabeth
Luz
Fonoaudióloga do Nucleo de Atividades do Fonoaudiólogo
- NAF
CRFa 2725/RJ
Fone: (21) 3274-1824 / 3274-1706 / Fax: (21) 2259-6893
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Reabilitação
I
O Fonoaudiólogo Hospitalar, em sua pratica diária,
lida freqüentemente com pacientes em uso de sondas,
tanto enterais quanto parenterais.
A
necessidade de uso e tipo de sonda. cabe ao médico
assistente, enquanto que ao fonoaudiólogo a possibilidade
terapêutica de restabelecer a alimentação
por via oral.
Estes
pacientes, geralmente, não apresentam alterações
na rota gastrointestinal estando estruturalmente bem,
mas com alterações nas funções
dos órgãos responsáveis por esta
tarefa.
Entendendo
que todas as funções do ser humano são
controladas pelo sistema nervoso e que dele depende
as respostas qualificadas às respectivas funções,
nada melhor para ser utilizado em terapia do que enviar
estímulos, armazenados na memória do individuo,
para que esta conexão funcione plenamente.
O
trabalho com a estimulação dos órgãos
dos sentidos, viabiliza a atuação fonoaudiológica
mais segura e eficiente, estando o profissional resguardado
quanto aos riscos de rota para ingestão indevida,
promovendo possível bronco-aspiração.
O
estímulo da córtex através de estímulos
sensoriais, provoca reações tanto cognitivas
quanto motoras, permitindo esta funcionalidade dos órgãos
responsáveis pelo mecanismo da deglutição.
Sem
que se entenda a fisiologia, fica difícil entender
a patologia e os processos de reabilitação.
Reabilitação II
Continuando o pensamento do que foi anteriormente colocado,
no artigo REABILITAÇÃO I, verifica-se
que pacientes em uso de sonda nasogástrica, geralmente
tornam-se ansiosos, principalmente pela incapacidade
de alimentação por via oral e muitas vezes
por fazerem uso de traqueostomias , podendo ou não,
estarem sem possibilidade de respiração
ao ar ambiente.
Estes
pacientes, mantém freqüentemente a boca
e lábios ressecados, falta de estímulos
gustativos e conseqüente via olfatória com
prejuízo.
A
coordenação fono-respiratória falha,
mantendo a abertura freqüente da boca, junto à
impossibilidade da respiração por vias
aéreas superiores, reforça o conceito
do distúrbio da deglutição, chamado
disfagia
O
uso de sonda não impossibilita o fonoaudiólogo
hospitalar de reabilitação. Há
necessidade de entrosamento junto à equipe multiprofissional,
para que seja explicada pelo médico, a indicação
desta forma de alimentação, o tempo previsto
par sua retirada e as possibilidades terapêuticas
existentes e previstas.
O
conhecimento das estruturas e sua funcionalidade, a
manutenção adequada dos esfíncteres,
podem ser vistas através de exames adequados
como a videofluoroscopia (ainda pouco difundido na rede
hospitalar) e até mesmo o raioX contrastado.
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