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O
profissional e a voz |
Solange Dorfman Knijnik
Formada
em fonoaudiologia pela PUC/SP há 16 anos, palestrante
em escolas (Mackenzie, Biosfera) e sindicatos (SIEEESP,
Sinprosasco), especialista em Telemarketing, autora do
curso "Operador de telemarketing e Atendimento ao
Cliente" da rede de ensino Easycomp.
Telefone consultório: (011) 3661-8445/ 9337-4547
E-mail: solange_fono@bol.com.br
Site www.solangefono.hpg.com.br
"A
voz é o espelho da alma" é uma frase
que nunca foi tão precisa como nos tempos massificantes
atuais, nos quais a indústria da moda e o culto
obsessivo ao corpo reduzem o ser humano à "mera"
aparência.
Felizmente, a idéia do belo por inteiro cai por
terra quando ouvimos a voz e o que têm a dizer certos
(as) belíssimos (as) modelos e manequins. Mostram
o quanto a voz é reveladora da personalidade do
indivíduo, além de revelar toda a carga
emocional que depositamos em nossa laringe.
A laringe pode ser considerada uma "ponte, via expressa",
pelo fato de "transportar" muito mais do que
o conteúdo do enunciado. A voz de uma pessoa revela
diferentes aspectos de sua personalidade: saúde,
estado psíquico e emocional, deixando transparecer,
até mesmo, o seu lado cultural.
A voz é o nosso meio de comunicação
mais vivo e imediato. Podemos "tocar" uma pessoa
à distância com a nossa voz. Esse "toque"
pode ser suave e delicado, pode ser firme e seguro. E
pode mesmo ser áspero e agressivo.
Problemas de voz afetam a vida pessoal, social e, sobretudo,
a profissional. Qualquer alteração pode
ser motivo de ansiedade e angústia. A saúde
vocal preventiva, de aperfeiçoamento ou de reabilitação,
faz parte, hoje, de vários programas de capacitação
dos profissionais de rádio, vídeo e televisão
e, e mais recentemente, de telefone - os operadores de
telemarketing.
Conferencistas, políticos, professores, entre outros,
que usam a voz como instrumento de trabalho e necessitam
atingir grandes e variadas platéias, estão
cada dia mais atentos e sensíveis ao seu estado
vocal.
Devido à natureza de seu trabalho, a categoria
dos professores, é uma das classes de profissionais
que mais alterações vocais apresenta, principalmente
nódulos vocais de origem funcional (por mau uso
ou abuso da voz). Esse verdadeiro herói leciona
muitas vezes em condições desfavoráveis
como classes numerosas, ambientes ruidosos dentro e fora
das salas, falta de material de apoio, entre outras.
Aqui vão algumas dicas práticas que todo
professor, palestrante ou profissional da voz pode seguir:
- Beber bastante água enquanto estiver falando,
em temperatura ambiente, de preferência em pequenos
goles, beba no mínimo oito copos ao dia;
- Preocupar-se em manter uma alimentação
equilibrada, sem grande número de horas em jejum,
mastigando bem cada alimento a ser digerido;
- Ao sentir necessidade de tossir ou pigarrear forte,
tente evitar isto bebendo água ou deglutindo algumas
vezes;
- Fazer gargarejo suave, com água morna e uma pitadinha
de sal, pois isto ajudará na hidratação
da região da garganta;
- Aproveitar ao despertar para bocejar e espreguiçar,
ações que podem diminuir a tensão
da região do pescoço e dos ombros;
- Aproveitar a hora do banho para fazer alguns exercícios,
movimentando os ombros e o pescoço sob a água
morna, transformando isso em um momento de relaxamento;
- Ficar atento para os ruídos da sala tais como
os de ventilador, retroprojetor ou projetor de slides,
ou mesmo dos alunos. Procurar não competir com
o ruído externo e usar microfone se necessário;
- Lembrar que falar seguidamente durante muito tempo pode
levar a uma fadiga muscular; alternar assim períodos
de explanação com outras atividades;
- Prestar atenção na forma como apaga a
lousa; evitando movimentos bruscos e de limpeza do apagador,
principalmente os alérgicos; às vezes um
perfex ligeiramente úmido pode resolver esse problema;
- Explorar os recursos fônicos e corporais na tentativa
de encontrar formas de garantir a atenção
dos alunos;
- Enquanto estiver falando, manter a postura do corpo
ereta, no eixo, porém relaxada, principalmente
a cabeça.
Lembre-se de que essas dicas são preventivas. Caso
você apresente rouquidão, soprosidade ou
perda de voz há mais de duas semanas, procure um
médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo
para uma avaliação e orientação. |
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