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educação e a cibernética social |
Ivone Boechat
Bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes
– RJ.
Graduada em Pedagogia pela Universidade Augusto Mota –
RJ.
Pós-Graduada em Educação pela UERJ
(Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Pós-Graduada em Metodologia do Ensino Superior
pela Universidade Augusto Motta - Rio de Janeiro.
Mestre em Educação – Wisconsin International
University-USA
PhD – Psicologia da Educação - Wisconsin
International University – USA.
A
partir do aperfeiçoamento da comunicação,
a humanidade já não era a mesma, a linguagem
do poder econômico mudou definitivamente a comunicação
global. George Orwell, 1903 - 1950, Arthur Blair (seu
nome verdadeiro) descreveu em livro todas as suas vivências
como guarda na Birmânia ou como professor (A Filha
do Reverendo). Sua obra-prima é a distopia (utopia
negativa) de 1984, onde Orwell previu um mundo controlado
através da tecnologia, onde a novilíngua
e o duplipensar estariam presentes. A novilíngua
seria uma adaptação calculada do idioma
britânico. Cada um destes temas pode ser interpretado
em sentido oposto, dependendo do seu uso: "guerra
é paz, liberdade é escravidão, ignorância
é força. Crimidéia não acarreta
a morte, Crimidéia é a morte". A teletela
apregoada por Orwell é muito mais do que uma televisão
ou um computador, a teletela é um aparelho que
envia e capta voz e imagem, facilitando o controle dos
cidadãos.
O historiador Eric Hobsbawn que nasceu no dia 9 de junho
de 1917, em Alexandria, no Egito, contribuiu com sua análise
sobre este mundo cibernético e adverte: "Os
desatentos devem abrir os olhos. Urgente. Porque, pelo
menos quatro revoluções silenciosas estão
em curso. Sem estrondos, abalos ou explosões espetaculares,
este quarteto de revoluções - na comunicação,
na informação, nos transportes e na biologia
- afetará a vida de cada um dos habitantes do planeta.
Werner Heisenberg 1901 - 1976, afirmou que "Depois
da descoberta da física quântica, os átomos
não são objetos, são tendências.
Tudo é possibilidade subconscientemente",
abrindo espaço para estudo do princípio
das incertezas. Segundo ele "Os fenômenos não
podem ser previstos exatamente; só é possível
estabelecer a probabilidade de que algo aconteça".
James Lovelock - 1919, químico com doutorado em
medicina e biofísica, foi um dos primeiros ambientalistas
a falar do aquecimento global, num relatório elaborado,
em 1989, para o gabinete da primeira-ministra inglesa,
Margaret Thatcher. Ele diz que "O planeta Terra seria
um complexo sistema orgânico auto-regulável,
um ser vivo".
Lovelock tem mais de 50 inventos patenteados. O mais importante
deles é o Electron Capture Detector, uma caixinha
capaz de medir poluição.
O físico alemão W.O. Schumann constatou,
em 1952, que a Terra é cercada por um campo eletromagnético
poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior
da ionosfera, cerca de 100 km acima de nós. Esse
campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância
Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações
por segundo. A partir de 1980, a freqüência
passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz.
O Universo é infinito, indecifrável: está
em expansão. Plutão não é
mais planeta, o dia encurtou, o eixo da Terra mudou e
ela tenta se reorganizar, porque além de outros
fenômenos profeticamente anunciados, suas "batidas
cardíacas" estão aceleradas. Os mapas
geográficos podem ser alterados a cada tsunami,
terremoto, ou eleições.
Diz-se que hoje é também a Era da nanotecnologia.
A nanotecnologia não é coisa nova, como
muita gente imagina. Cientistas franceses descobriram
que há uns três mil anos, egípcios,
gregos e romanos usavam nanocristais de sulfeto de chumbo
para tingir os cabelos com cristais que mediam cinco nanômetros.
Um nano, anão metro - é 1 milionésimo
de milímetro. Para atingir a grossura de um cabelo,
são necessários 100 mil deles.
A Escola virtual está definitiva e transitoriamente
consagrada. Ela não veio para educar, como todas
as escolas do universo, ela veio para confundir, desarrumar,
esculhambar e sacudir, e por isto é escola, porque
é capaz de sacudir. O aluno digital desorientado
e visível se instalou para desinstalar-se. Exatamente
ou equivocadamente como foi anunciado, a Era ultra-pós-moderna
desatualiza-se, de segundo em segundo. Nada do que é
científico é confiável, visto que
a ciência nunca foi normal, ela surta, a cada descoberta.
O cérebro global tem convulsões por excesso
de informações, mas, principalmente por
excesso de barulho. Tudo ficou barulhento, acima da capacidade
humana: a mídia, a escola, os mercados e as igrejas...
O
mundo evoluiu. Evoluiu? A ferocidade da expansão
da tecnologia, tão audaz e sedutora não
produziu, de imediato, efeitos colaterais sociais visíveis.
O homem, em ritmo de tartaruga, foi se deixando levar
pela máquina, em aceleração máxima,
para onde ela quisesse. Poucos tinham acesso à
modernidade, todavia, a ciência deu um salto significativo
e induziu o homem a uma profunda revolução
de consciência. A noção de eternidade
ficou muito clara. A Era on line vai empurrando todas
as eras para um kit de sobrevivência, onde se
armazena tudo o que já era. O educador deve estar
"ligado", informado, atualizado, atualizado?
Porque senão, ele também já era.
Quando um menino hoje se senta no banco de uma escola,
ele não quer saber quem descobriu o Brasil, até
porque ninguém sabe. Ele quer saber quem vai
ajudá-lo a descobrir-se. Ele não quer
saber somente o valor de X, ele têm a maior ansiedade
de descobrir o valor dele mesmo. Ele quer aprender a
viver e a conviver. Ele precisa aprender sobre o valor
do ser humano e assim amar a Deus e todo o Universo.
O menino implora para aprender a ler aeiou na cartilha
da preservação do Planeta. É tão
simples e tão complexo. Ele quer aprender a comunicar-se,
porque conectado já está.
A menor distância entre duas pessoas não
é uma senha, é a percepção
plena de si mesmo, continuação do outro.
"É o riso e a lágrima e, às
vezes, há determinados momentos onde o riso e
a lágrima transcorrem ao mesmo tempo". Carl
Gustav Jung (1875-1961), chamaria de "momentos
luminosos que constelam a luz e a sombra". Vive-se
na Era da luz e dos apagões. O educador ensina
a acender a luz, melhor ainda se ele for luz.
Publicado
em 17/08/2009
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