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Eliane
Pisani Leite
Psicóloga - Psicopedagoga - Assessoria Escolar
Especialista em Dislexia
e-mail: pisani.leite@terra.com.br
Muito me preocupa, a falta de preparo das escolas ao atender
as necessidades individuais de seus alunos.
Na população como um todo, temos vários
tipos de necessidades especiais relativas aos grupos.
Por exemplo, temos estatisticamente comprovado que 10
a 15% da população mundial são dislexos,
outra porcentagem deve pertencer as comorbidades das Dificuldades
de Aprendizagem, como: dixalculia, desortografia, déficit
de atenção, entre outras. Sem falar do problema
que acomete a sociedade atualmente que é a Depressão.
Tendo em vista tantos problemas , me pergunto se existe
alguma escala onde não existem esses casos, onde
não existe a necessidade de escola se preparar
para atender sua clientela.
O que tenho em vista é que muitas escolas preferem
ter vistas grossa a toda essa demanda, porque na verdade
esse empreendimento requer tempo e recursos financeiros,
sendo mais fácil "imaginar" que podemos
ter uma clientela homogênea. Peço desculpas
a alguns, porém certa de estar levando alívio
a tantos outros, ao dizer que isto não existe.
A homogeneidade entre as pessoas se refere apenas a alguns
dados normativos, como idade, altura, peso, etc. No que
diz respeito ao desempenho, capacidades individuais, precisaríamos
inúmeras sessões com testes e outras ferramentas
das quais nos habilitaríamos em tentar promover
algumas características parecidas entre as pessoas,
a fim de homogeneizar um grupo.
Portanto está mais do que na hora, das escolas
se preparem para receber, e de fato, educar não
só indivíduos como também as diferentes
formas de aprendizagem que cada individuo trás
dentro de si.
É reconhecendo e identificando as diferenças,
bem como as dificuldades, que realmente exercemos o papel
de educador.
Educar não implica em selecionar, mas sim utilizar
todo seu conhecimento e ferramentas de trabalho para atender
às necessidades do educando.
Aqui no Brasil já estamos começando a caminhar
nesse sentido, com o atual sistema de inclusão,
mas nosso caminho ainda é longo.
Nos Estados Unidos já existem além das leis
específicas, projetos escolares estabelecidos para
atender aos problemas mais comuns. Aqui em São
Paulo, algumas escolas já estão se mobilizando
para isso, mesmo porque perceberam que ficarão
ultrapassadas se não o fizerem.
Nos próximos artigos trarei exemplos de como um
bom profissional, poderá colaborar no planejamento
escolar. Todo esse esforço só trará
acréscimo e desenvolvimento à nossa sociedade. |
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