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Afinal,
educação pra quê? |
Alexsandro Rosa Soares
Graduando em Letras pelas Faculdades Integradas
Padre Humberto, Graduado em Normal Superior pelo Instituto
Superior de Educação de Itaperuna, Especialista
em Cerimonial e Protocolo, pela UNITEC.
Email: alexrsoares@yahoo.com.br
Somos mesmo um país fora de série, não?
Um dos maiores países da América do Sul,
com as mais maravilhosas paisagens do mundo; terra das
promissões, de árvores frutíferas,
de mulheres bonitas e sensuais.
País cheio de contradições, de grandes
histórias. País de um povo sofredor que,
apesar de todas as dificuldades, sorri com o batuque dos
tambores, com o molejo das passistas e a beleza encantadora
das baianas.
Somos um povo liberto!Somos o primeiro país a ter
um Presidente da República que veio do povo, para
o povo e pelo povo.Nossa economia vive estável
e as exportações sempre aumentando.
Contudo, é interessante observar que, apesar de
tudo isso, a cada século que se passa, continuamos
um país "sem educação".
Tentamos há séculos melhorar o ensino do
país, proporcionando às camadas populares,
as chamadas minorias sociais, uma educação
de qualidade e que atenda às necessidades cotidianas
de cada ser humano. O mais interessante ainda é
que nunca conseguimos isso. Estamos tentando há
tanto tempo e nada.
Já tivemos didática tradicional, renovada,
tecnicista, progressista, libertadora, crítico-social,
construtivista...
E as leis? Quantas Leis de Diretrizes e Bases?! 4.024/61,
5.540/68, 5.692/71, 7,004/82, 9.394/96.
Somos um povo há séculos enganado e subestimado
pela elite; continuamos sendo colonos de uma camada mais
favorecida que deseja realmente que a escola ideal seja
esta que estamos tendo há tanto tempo.
Construtivistas? Nós?! Quantas vezes ouvimos nossos
alunos dizerem: "Estudar, que bobeira, já
passei de ano mesmo, já tenho duzentos pontos".
Estamos ainda cercados por um universo de quantificação,
de notas que, neste mundo em que vivemos, significam valor
classificatório capaz de estabelecer conceitos.
A mesma nota que traz o poder de decidir trezentos e sessenta
e cinco dias de existência.Diagnósticos são
feitos, ditam-se conceitos e classifica-se em nota!
Notas! De papel, de plástico, de número
e conceito, para que servem?! Será que sem elas
nossos alunos se tornarão analfabetos?
Como diz Bertold Brecht: "O pior analfabeto não
é aquele que não sabe ler ou escrever, é
o analfabeto político..."
Vivemos, há muito tempo, "as eras do abandono",
em que a educação que oferecemos aos nossos
alunos escamoteia a realidade que cada um vive. Iludimos
a todos, com esperanças de uma educação
melhor, para um mundo melhor.
Será?!
Bibliografia:
BRECHT, Bertold. O analfabeto político. São
Paulo. 2003. Disponível em: http: www.comunismo.com.
br/brecht.html
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