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A
inclusão escolar e a nossa realidade educacional |
Nívea
Carvalho Fabricio / Vânia Carvalho Bueno de Souza
Nívea
Maria de Carvalho Fabrício
Psicóloga; Psicopedagoga; membro da ABPp Associação
Brasileira de Psicopedagogia; Diretora dos colégios
Graphein e Brasil Canadá.
Vânia
Carvalho Bueno de Souza
Pedagoga,
Psicopedagoga, Diretora dos Colégios Graphein
e Brasil Canadá.
Colégio Graphein
Rua Cotoxó, 608 - Perdizes - CEP: 05021-000 - Tel:
3868-3850 - Fax: 3868-3015
Email: graphein@graphein.com.br
- www.graphein.com.br
O
Colégio Graphein é um colégio particular
de São Paulo especializado no atendimento de alunos
com dificuldade de aprendizagem. Da Educação
Infantil ao Ensino Médio, a proposta curricular
é realizada através de projetos psicopedagógicos
individualizados, respeitando o ritmo de aprendizagem,
habilidades e interesses de cada aluno.
A
Compartimentalização do nosso olhar sobre
o problema da aprendizagem, dividido entre saúde
e educação, inúmeras vezes apresenta
um desserviço do entendimento e tratamento do indivíduo
em questão (Pires, 1998). O
movimento pela inclusão no Brasil cresceu com o
aumento de crianças com inadequações
freqüentando escolas formais. Pais e educadores,
percebendo a problemática questão, preocuparam-se
em encontrar condições apropriadas para
o desenvolvimento de suas crianças. A
escola de ensino tradicional passou a desempenhar um
papel ambíguo frente à diversidade, pois
ao mesmo tempo em que acolheu os alunos com dificuldades,
não ofereceu as condições necessárias
para a educação desses alunos. As ações
tornaram-se excludentes.
O
sistema de ensino atual tem um currículo de conteúdos
programáticos rígidos, de acordo com o
desenvolvimento cognitivo e faixas etárias. Para
os alunos diferenciados (não estamos falando
em deficiências) a escola não oferece abertura
para uma programação específica.
Existe grande possibilidade de o aluno, que entra no
sistema escolar formal e estruturado sem estar preparado,
não se sentir à vontade, seguro, nem protegido;
e sofre discriminações na maioria das
vezes.
Valores
que contemplam a solidariedade, direitos iguais e atitudes
politicamente corretas não são suficientes
para a implantação da inclusão.
Inclusão pressupõe integração.
A
integração na escola só acontece
quando cuidamos de pensar em um projeto educacional
para cada candidato à inclusão, desde
a avaliação das competências até
uma reestruturação do projeto da escola,
pensando na adequação psicopedagógica
às necessidades do seu público alvo.
O
sujeito para o qual pensamos a inclusão é
aquele que possui dificuldade de interação;
é aquele que sente ameaçador estar dentro
do grupo. Ele tem dificuldade de articular o eu e
o outro, está sem autonomia de aprendizagem,
apresenta uma discrepância entre o corpo desenvolvido
do organismo, do pensamento e da emoção.
A
pessoa que sofre exclusão não consegue
lidar com o escondido, possui uma auto - imagem desarticulada
e a auto-estima rebaixada, acaba por desorganizar a
estrutura externa por estar desestruturado internamente.
O
estudante que se sente excluído necessita ser
visto de acordo com suas possibilidades, necessita uma
equipe estruturada para ajudá-lo no desenvolvimento
das questões cognitivas e também, sócio-afetivas.
É um sujeito que precisa que o professor o aceite
como seu aluno e não o rotule por suas dificuldades,
que o faça sentir-se seguro e precisa ter a garantia
de um compromisso com os encaminhamentos das suas necessidades.
Para
que a inclusão seja efetuada é importante
haver maturidade do profissional na busca de um trabalho
efetivo, de uma vivência para a construção
do conhecimento, com capacidade de desenvolver recursos
próprios para lidar com a frustração
das possibilidades de insucessos. Os funcionários
da escola devem conhecer a maneira como o aluno aprende
para ensiná-lo.
É
necessário que haja uma atitude ética que
proporcione o compromisso técnico-científico
com a aprendizagem, com a formação, com
a qualidade na aprendizagem. É fundamental promover
uma formação permanente, uma escuta adequada
de todos os setores, seja o clínico, o institucional,
o familiar e o diálogo com toda comunidade.
A
Experiência do Graphein O
Colégio Graphein possui experiência no atendimento
de alunos que são excluídos das escolas
convencionais por apresentarem dificuldades de aprendizagem;
dificuldades estas atribuídas, geralmente, a problemas
cognitivos, emocionais e comportamentais. Desde
o seu início, o Colégio Graphein contabiliza
inúmeros casos de sucesso na requalificação
de alunos para o sistema tradicional de ensino. A proposta
do colégio é preparar o aluno para a inclusão
e para o desafio em igualdade de condições.
Trata-se de uma maneira específica de ver o aluno,
não somente nas dificuldades, mas em sua totalidade.
É
o que nos diferencia da escola padrão que faz
a inclusão.
Com
uma grade curricular igual a dos colégios comuns,
o Colégio Graphein apresenta um programa pedagógico
para cada um dos seus alunos, respeitando o ritmo, interesse
e características, enfim, áreas cognitivas
personalizadas mais ou menos desenvolvidas.
Trabalhando
as competências, as diferentes inteligências,
as possibilidades e os interesses de cada um, temos
classes multi-seriadas formadas por um sociograma. Existe
o projeto grupal articulado ao projeto individual. A
aprendizagem é individual e a formação
acontece no trânsito grupal das inter-relações.
Nesta
visão institucional, o Colégio Graphein
possui uma função preventiva do que pode
ser considerado uma futura exclusão. Para nós
ser preventivo é ser inclusivo.
Percebemos
que é importante trabalhar a auto - imagem, pois
muitos dos novos alunos não acreditam em suas
capacidades e duvidam de si mesmos.
Nosso
movimento é o que busca o aluno, vamos até
ele. Não trabalhamos com diagnósticos.
Trabalhamos enfocando cada caso, cada história,
apostando em suas possibilidades e perspectivas. Trabalhamos
a descoberta do EU POSSO, para garantir uma significativa
descoberta do EU APRENDO.
O
real processo de inclusão preconiza uma verdadeira
relação ensino-aprendizagem, uma relação
circular e não linear, na qual o sujeito ora
é o chamado aprendente, ora é o chamado
ensinante. Um processo de aprendizagem onde o sócio
- construtivismo e o estruturalismo se complementem,
atendendo às diferentes necessidades.
O
Colégio Graphein visa garantir o acolhimento
e o desenvolvimento de seus alunos.
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