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Nova Educação Profissional no Brasil
- Ensino Baseado em Competências |
Cíntia
Beatriz da Silva Girardello
Acadêmica do curso de Psicologia na Universidade
do Contestado
Núcleo de Porto União.
E-mail:
cgirardello@uol.com.br
Resumo
A nova maneira de educar para o trabalho com base no
desenvolvimento de competências vem causando polêmica
entre os profissionais da educação. O
artigo que segue explora esse tema e sua relação
com o mercado de trabalho.
Abstract
The new way of education for the work is based in the
development of competences. This theme has been causing
controversy among the education professionals. The article
is related to this theme and its connection with the
work market.
Palavras-chave:
Educação, trabalho, competências,
mudanças, habilidades.
Introdução
Uma mudança profunda no paradigma tradicional
da educação profissional está acontecendo.
Trata-se da introdução do conceito de
competências profissionais, segundo o qual, às
qualificações técnicas específicas
próprias de cada ocupação se integrariam
aquelas do tipo geral (lógico-matemáticas,
de linguagem, culturais, etc), estratégicas,
relacionais e instrumentais.
Cada trabalhador, em função das características
do trabalho a ser realizado em sua ocupação,
deveria possuir, além das qualificações
técnicas específicas necessárias
para realizar esse trabalho, o nível adequado
de competências.
O caminho a ser trilhado para se alcançar o desenvolvimento
das competências profissionais começa a
ser traçado no Brasil, pela "nova"
Legislação, em vigor desde o final do
século XX, que estabelece as diretrizes e bases
da educação nacional.
Como toda novidade, o ensino baseado em competências
gera polêmicas, alguns educadores relutam em aceitar
as mudanças que o novo traz, mas a grande maioria
se esforça para se adaptar à nova situação,
pois as mudanças impulsionam a aprendizagem.
Baseado nesse contexto, esse artigo expõe alguns
temas que protagonizaram grandes discussões,
nos últimos anos, no meio educacional.
A
Evolução da Educação Profissional
no Brasil
A Educação para o trabalho não
tem sido tradicionalmente discutida no Brasil. Segundo
Educação Profissional - Legislação
Básica (MEC 2001), o não entendimento
da abrangência da educação profissional
na ótica do direito à educação
e ao trabalho, associando-o unicamente à "formação
de mão-de-obra", tem reproduzido o dualismo
existente na sociedade brasileira entre as "elites
condutoras" e a maioria da população,
levando inclusive, a se considerar o ensino normal e
a educação superior como não tendo
nenhuma relação com educação
profissional.
A formação profissional, desde suas origens,
sempre foi reservada às classes menos favorecidas
estabelecendo-se uma nítida distinção
entre aqueles que detinham o saber (ensino secundário,
normal e superior) e os que executavam tarefas manuais
(ensino profissionalizante). Ao trabalho, freqüentemente
associado ao esforço manual e físico,
acabou por se agregar a idéia de sofrimento,
aliás, etimologicamente o termo trabalho tem
sua origem associada ao "tripalium" , instrumento
usado para tortura.
No Brasil a escravidão reforçou essa distinção
e deixou marcas profundas e preconceituosas com relação
à categoria social de quem executava trabalhos
manuais, que sempre tiveram uma condição
social inferior.
A herança colonial escravista influenciou as
relações sociais e a visão da sociedade
sobre educação e a formação
profissional. O saber transmitido de forma sistemática
através da escola, e sua universalização,
só foi incorporado aos direitos sociais dos cidadãos
bem recentemente, no século XX, quando se passou
a considerar como condições básicas
para o exercício da cidadania a educação,
a saúde, o bem-estar econômico e a profissionalização.
Até meados da década de 70, do século
XX, a formação profissional limitava-se
ao treinamento para produção em série
e padronizada, com a incorporação maciça
de operários semiqualificados. A partir da década
de 80, as novas formas de organização
e de gestão modificaram estruturalmente o mundo
do trabalho. Um novo cenário econômico
se estabeleceu e por conseqüência, passou-se
a requerer sólida base de educação
geral para todos os trabalhadores; educação
básica para os menos qualificados; qualificação
profissional de técnicos; e educação
continuada, para atualização, aperfeiçoamento,
especialização e requalificação
dos trabalhadores. As empresas passaram a exigir trabalhadores
cada vez mais qualificados, à destreza manual
se agregaram novas competências relacionadas com
a inovação, a criatividade, o trabalho
em equipe e a autonomia na tomada de decisões,
mediadas por novas tecnologias da informação.
Não se concebe, atualmente, a educação
profissional como simples instrumento de política
assistencialista ou linear ajustamento às demandas
do mercado de trabalho, mas sim, como importante estratégia
para que os cidadãos tenham efetivo acesso às
conquistas científicas e tecnológicas
da sociedade. Impõe-se a superação
do enfoque tradicional da formação profissional
baseado apenas na preparação para execução
de um determinado conjunto de tarefas.
A educação profissional requer, além
do domínio operacional de um determinado fazer,
a compreensão global do processo produtivo, com
a compreensão do saber tecnológico, a
valorização da cultura do trabalho e a
mobilização dos valores necessários
à tomada de decisões.
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Profissional de Nível Técnico regem-se
por um conjunto de princípios referentes aos
valores estéticos, políticos e éticos,
e os que definem sua identidade e especificidade, e
se referem ao desenvolvimento de competências
para laborabilidade, à flexibilidade, à
interdisciplinaridade, à contextualização
na organização curricular e à identidade
dos perfis profissionais de conclusão.
Definindo
Ensino por Competências
"A educação profissional está
centrada no conceito de competências. Do profissional
será exigido tanto uma escolaridade básica
sólida, quanto uma educação profissional
mais ampla e polivalente. A revolução
tecnologia e o processo de reorganização
do trabalho demandam uma completa revisão dos
currículos, tanto da educação básica,
quanto da educação profissional, uma vez
que é exigido dos trabalhadores, em doses crescentes,
maior capacidade de raciocínio, autonomia intelectual,
pensamento crítico, iniciativa própria
e espírito empreendedor, bem como a capacidade
de visualização e resolução
de problemas." (Educação Profissional
- Legislação Básica - MEC 2001).
O conceito de competência vem recebendo diferentes
significados, às vezes contraditórios
e nem sempre suficientemente claros para orientar os
educadores. Segundo Deisi Deffune e Lea Despresbiteris
(Competências, Habilidades e Currículos
de Educação Profissional - crônicas
e reflexões - editora Senac 2000), para alguns
competência é a capacidade de uma pessoa
para desenvolver atividades de maneira autônoma,
planejando, implementando e avaliando. Para outros,
competência profissional é a capacidade
de utilizar os conhecimentos e as habilidades adquiridos
para o exercício de uma situação
profissional. Outras definições mostram
a competência como a capacidade para usar habilidades,
conhecimentos e atitudes em tarefas específicas
ou em combinações de tarefas profissionais.
Percebe-se que dependendo do campo de estudo, existem
diferentes interpretações de competências.
O cientistas sociais, por exemplo, empregam o termo
para designar conteúdos particulares de cada
qualificação em uma organização
de trabalho determinado. Já os psicólogos
utilizam o termo, às vezes como aptidões,
outras como habilidades, outras vezes como capacidade.
Cumpre ressaltar também, a visão crítica
que alguns estudiosos têm sobre competências.
Gallart e Jacinto (Gonzáles, 1996), por exemplo,
dizem que a competência é inseparável
da ação, mas que ela requer um determinado
conhecimento que a oriente. A competência não
é assegurada pelo diploma, no contexto do trabalho,
ela está sempre associada ao nível e ao
domínio das atividades desempenhadas.
De acordo com Ivo Steffen, coordenador do Programa Regional
para a América Latina e o Caribe do Centro Internacional
de Formação da OIT - Turim, o conceito
de competência surge em contextos distintos e
seu significado não é o mesmo em todos
os países. Apresenta matizes diferentes segundo
as diferenciadas concepções filosóficas
e os modelos específicos de competências
profissionais implementados em cada país. Não
existe um conceito único sobre competências,
mas diversos enfoques que não são contraditórios,
mas se intercomplementam.
Sintetizando todos os enfoques de competência
profissional usado em diferentes países, poderia-se
afirmar que a competência é a capacidade
de um indivíduo, definida e mensurada, em termos
de desempenho e não somente de conhecimentos,
habilidades, destrezas e atitudes, as quais são
necessárias, mas insuficientes para o desempenho
efetivo em um contexto profissional.
Para Philippe Perrenoud, sociólogo suíço
especialista em práticas pedagógicas e
instituições de ensino, competência
em educação é a faculdade de mobilizar
um conjunto de recursos cognitivos - como saberes, habilidades
e informações - para encontrar soluções
com pertinência e eficácia. "Os seres
humanos não vivem todos as mesmas situações
e as competências devem estar adaptadas ao seu
mundo", teoriza Perrenoud, "viver na selva
das cidades exige dominar algumas delas; na floresta
virgem outras. Da mesma forma, os pobres têm problemas
diferentes dos ricos para resolver."
Segundo o Relator do Parecer CNE/CEB nº 16/99,
entende-se por competência profissional a capacidade
de articular, mobilizar e colocar em ação
valores, conhecimentos e habilidades necessários
para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas
pela natureza do trabalho.
O conhecimento é entendido como o que muitos
denominam simplesmente saber. A habilidade refere-se
ao saber fazer relacionado com a prática do trabalho,
transcendendo a mera ação motora. O valor
se expressa no saber ser, na atitude relacionada com
o julgamento da pertinência da ação,
com a qualidade do trabalho, a ética do comportamento,
a convivência participativa e solidária
e outros atributos humanos, tais como a iniciativa e
a criatividade.
Ensino
Baseado em Competências além da Fronteira
Nacional
Segundo Léa Depresbiteris, pedagoga, mestre em
Tecnologia Educacional e doutora em Ciências da
Educação, a idéia de competências
surgiu inicialmente na Alemanha por volta dos anos setenta.
As competências diziam respeito aos conhecimentos,
habilidades e atividades do campo profissional do futuro
trabalhador, depois a educação geral incorporou
essa idéia aos seu processo pedagógico.
Assim, ambas educação profissional e educação
geral partiam de competências definidas por um
conjunto de representantes da sociedade, empresários,
sindicatos e educadores, o que ainda hoje acontece.
Embora, na Alemanha, na Suíça e na Áustria
esse movimento seja antigo, no Japão, a integração
entre educação e trabalho se dava até
1944, com o intensivo aprendizado do trabalhador, na
empresa, após sua saída do sistema escolar.
Somente a partir daquele ano que o Japão começou
uma efetiva integração entre escola profissionalizante
e educação geral. A principal contribuição
japonesa foi o foco no trabalho em equipe, como fator
de modernização na organização
do trabalho.
Nos Estados Unidos, somente a partir de 1992 foram desencadeados
programas a fim de articular a educação
e o mundo do trabalho, esboçando sistemas padronizados
de qualificações. Um desses programas,
Secretary's Commission on Achieving Necessary Skills,
conhecido como Scans, definiu três grandes categorias
de habilidades para o mundo pedagógico e cinco
categorias de competências do mundo do trabalho.
Apesar do esforço de integração
da educação geral com a educação
profissional, que vem sendo feita pelos Scans, seu ponto
crucial é a metodologia de descrição
das competências.
Na França, o modelo é um pouco mais amplo,
lá existe o Rome, que significa o Repertório
Operacional de Ofícios e Empregos e que agrega
o trabalho do país em menos de 500 famílias
profissionais. Esse repertório foi gerado a partir
de um inventário de atividades por função,
transformadas em competências, o que levou à
superação do problema da justaposição
de atividades.
Outros países desenvolveram sistemas que tornam
mais suaves e eficientes a transição entre
a escola e o trabalho. Entre esses países os
que estão mais à frente são a Alemanha,
Suíça, Áustria e o Japão.
Há ainda esforços similares em países
como Inglaterra, Escócia, Dinamarca, Noruega,
Austrália, Nova Zelândia, Canadá,
entre outros. Cada qual cria seu modelo de coletar dados
do mundo do trabalho e traduzi-los, juntamente com outros
referenciais, em padrões de qualidade, todos
eles com objetivo de aumentar a competência da
população.
É interessante observar que, apesar da diversidade
entre os países, no que tange à reforma
de suas instituições educacionais, profissionais
e do trabalho, de alguma maneira, todos eles estão
sendo influenciados pelo avanço das Ciências
da Cognição. Por isso eles estão
dando ênfase na formação profissional
para além do saber-fazer, que estava fortemente
presente na noção de qualificação.
A esse saber se agregam os saberes, o saber-ser, o saber-agir
e as capacidades e as habilidades, que só podem
ser adquiridas na integração entre educação
geral e educação profissional.
De acordo com Ivo Steffen, em A Construção
da Proposta Pedagógica do Senac Rio - editora
Senac Rio 2000, entre os países que mais acentuam
a importância do modelo de competência profissional,
sem dúvida, se encontram os seguintes: Alemanha,
Austrália, Canadá, Estados Unidos, México
e Grã-Bretanha. Em cada um deles encontramos
conotações diferentes sobre o conceito
de competência e sua forma de classificação.
Conceitos
Adotados em Países Pioneiros na Implementação
de Modelos de Competências
Segundo Ivo Steffen, em A Construção da
Proposta Pedagógica do Senac Rio - editora Senac
Rio 2000:
Alemanha - lá é competente a pessoa que
é capaz de solucionar seu problema. As competências
podem ser classificadas em (Bunck 1994:10):
" Competência Técnica: quem a possui
é aquele que domina como especialista as tarefas
e conteúdos de seu âmbito de trabalho e
os conhecimentos e habilidades necessários para
isto;
" Competência Metodológica: quem a
possui é aquele que sabe reagir aplicando o procedimento
adequado às tarefas encomendadas e às
incorreções que se apresentem;
" Competência Social: quem a possui é
aquele que sabe colaborar com outras pessoas de forma
comunicativa e construtiva, e mostra um comportamento
voltado ao grupo e um entendimento interpessoal;
" Competência Participativa: quem a possui
é aquele que sabe participar na organização
de seu lugar de trabalho e também de seu entorno
profissional, sendo capaz de organizar e decidir e aceitar
responsabilidades.
O conjunto das competências acima descritas, segundo
Bunck, origina a competência de ação,
que em rigor é indivisível.
Austrália - competente é a pessoa que
possui os atributos necessários para o desempenho
do trabalho de acordo com a norma apropriada. De acordo
com o National Training Board (1992:29), competência
é a habilidade de desempenhar as atividades próprias
de uma ocupação ou função
a partir do padrão requerido ou esperado pelo
emprego.
No contexto das competências australianas (Australian
Standars Framework - ASF), estas estão classificadas
em:
" Competências Industriais: referem-se a
uma área ocupacional específica;
" Competências que Ultrapassam a Indústria:
comuns a várias áreas ocupacionais;
" Competências Gerais: têm como propósito
assinalar o desempenho do trabalhador, entre elas se
incluem as de higiene e segurança;
" Competências-chave: essenciais não
somente para a participação efetiva do
trabalhador ante novas situações, mas
também como qualidades essenciais na vida adulta
em geral, como por exemplo, comunicação
de idéias e informação e trabalho
em equipe.
Canadá - a educação se inicia com
a identificação do que se espera que o
estudante seja capaz de fazer ao final do programa.
As competências ou qualificações
requeridas pelos trabalhadores no Canadá são
as seguintes (CLFDB, 1994):
" Qualificações Acadêmicas:
a habilidade de comunicar-se de maneira efetiva no lugar
de trabalho, resolver problemas de maneira analítica,
aprender de forma contínua durante toda vida
profissional;
" Qualificações de Desenvolvimento
Pessoal: demonstrar motivação para progredir
na empresa mediante atitudes e comportamentos positivos,
auto-estima e confiança e aceitar desafios;
" Qualificação para Trabalhar em
Equipe: habilidade para trabalhar como membro de uma
equipe por objetivos, entender a importância do
trabalho em um contexto amplo da organização,
fazer planos e tomar decisões de forma conjunta.
Estados Unidos - "as competências são
atributos que o empresário de alto rendimento
de hoje busca nos empregados de amanhã".
A partir dos lineamentos estabelecidos pela "Scans",
as competências podem ser classificadas em:
" Competências Práticas: existem cinco
categorias para o saber fazer: recursos, interpessoais,
informação, sistemas, tecnologia;
" Competências Fundamentais: são classificadas
seguindo três elementos:
- Habilidades básicas: saber ler, escrever, realizar
cálculos, expressar-se;
- Habilidades racionais: capacidade de pensar criativamente,
tomar decisões, resolver problemas, saber aprender
e raciocinar;
- Qualidades pessoais: capacidade de demonstrar responsabilidade,
auto-estima, sociabilidade, autocontrole, integridade
e honradez.
Não se pode falar de um único modelo de
compet6encias nos Estados Unidos, pois cada estado é
autônomo e não existe um sistema nacional
unificado.
México - competente é a pessoa que possui
um repertório de habilidades, conhecimentos e
destrezas e a capacidade para aplica-lo em uma variedade
de contextos e organizações trabalhistas.
As competências são classificadas em (Conocer
1997:18):
" Competências Básicas: referentes
aos comportamentos elementares que deverão demonstrar
os trabalhadores e estão associadas a conhecimentos
de índole formativa, como a leitura;
" Competências Genéricas: referem-se
a comportamentos associados com desempenhos comuns a
diversas ocupações e áreas de atividade
produtiva;
" Competências Específicas: são
as que identificam comportamentos associados a conhecimentos
de índole técnica.
Grã-Bretanha - competência é o conjunto
de conhecimentos e habilidades que se aplicam no desempenho
de uma função ocupacional, a partir dos
requerimentos impostos pelo emprego.
As competências na Grã-Bretanha se dividem
em:
" Competências Específicas de Setor:
referem-se aos conhecimentos, destrezas e atitudes requeridas
para o desempenho numa atividade profissional específica;
" Competências Genéricas: são
comuns ao conjunto de setores, mas correspondentes à
mesma ocupação;
" Competências ou Habilidades Essenciais:
se dividem competências de solução
de problemas, comunicação e atitudes pessoais
e as competências aritméticas, uso de informação
tecnológica e uso da linguagem moderna.
Considerações
Finais
Pode-se dizer que alguém tem competência
profissional quando constitui, articula e mobiliza valores,
conhecimentos e habilidades para a resolução
de problemas não só rotineiros, mas também
inusitados em seu campo de atuação profissional.
Assim, age eficazmente diante do inesperado, superando
a experiência acumulada transformada em hábito
e liberando o profissional para a criatividade e a atuação
transformadora.
O desenvolvimento de competências profissionais
deve proporcionar condições de laborabilidade,
de forma que o trabalhador possa manter-se em atividade
produtiva e geradora de renda em contextos socioeconômicos
cambiantes e instáveis.
Para o funcionamento do modelo de competências
é de fundamental importância o papel do
governo, dos empresários e dos trabalhadores.
A fim de que os objetivos propostos por essa nova maneira
de ensinar sejam efetivamente atingidos é necessário
envolver toda a sociedade, pois cada setor exerce um
papel diferente em um sistema nacional de competências
profissionais.
Enfim, o ensino baseado no desenvolvimento de competências
é o embrião de um trabalhador completo,
de um verdadeiro cidadão que tem em suas mãos
o futuro do mundo do trabalho, que é a mola propulsora
do país. Quando o Brasil atingir seu lugar de
direito perante o mundo, será também,
graças ao Novo Trabalhador Brasileiro.
Referências
Bibliográficas
Educação Profissional Legislação
Básica (2001). Brasília,DF, Ministério
da Educação.
Léa Depresbiteris e Deisi Deffune. Competências,
Habilidades e Currículos de Educação
Profissional Crônicas e Reflexões. São
Paulo: Editora SENAC, 2000.
A Construção da Proposta Pedagógica
do SENAC Rio. Rio de Janeiro: Editora SENAC, 2000.
Marco A. Oliveira. O Novo Mercado de Trabalho - Guia para
Iniciantes e Sobreviventes.Rio de Janeiro: Editora SENAC,
2000.
Formação e Trabalho - Uma Viagem pela História
do Trabalho. Rio de Janeiro: Editora SENAC Nacional, 1997.
Revista Nova Escola., setembro 2000. http://www.uol.com.br/novaescola/ |