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A
precária estrutura física da escola
como objeto de queixa dos professores
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Juracy
Machado Pacífico
Mestre
em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano. Professora
do Curso de Pedagogia da UNIPEC - Faculdade de Porto
Velho - Rondônia, ministra as disciplinas Teorias
da Aprendizagem e Metodologia da Alfabetização.
Coordenadora de um Grupo de Formação Continuada
de Professoras Alfabetizadoras pela Rede Pública
Municipal de Porto Velho - Rondônia - Email:jmp@osite.com.br
Resumo: Este artigo tem por objetivo refletir sobre
a queixa docente vinculada a estrutura física
e conservação das escolas. Apresenta falas
de professores (e professoras) queixando-se da estrutura
física da escola em que trabalham, depositando
em tais aspectos a culpa pelo insucesso pedagógico,
possibilitando-nos levantar muitas reflexões
sobre tal fenômeno.
Estamos imersos em um mundo totalmente interligado por
meio de tecnologias super avançadas. As informações
são passados para o mundo todo em tempo real,
sejam elas de qualquer natureza. Coisas são criadas
de tal forma que nos espantamos com tanta tecnologia.
Estamos, portanto falando de um mundo globalizado, interligado,
avançadíssimo e, de tal forma, que nossa
"mortal" imaginação já
não o acompanha mais.
Mudanças bruscas e rápidas acontecem constantemente.
O que hoje olhamos, procuramos entender e julgamos super
moderno, amanhã já estará ultrapassado.
Tudo se renova com muita velocidade e precisão
no mundo atual. E, no entanto, em meio a todo essa corrida
ao progresso, podemos dizer que a escola seja responsável
por parte desse desenvolvimento todo? Que a escola,
digo, as nossas escolas públicas, esfaceladas
e sucateadas, têm contribuído para esse
tão acelerado progresso científico e tecnológico?
Não vamos entrar nessa discussão agora.
Vamos primeiramente nos adentrar no que nos revelam
as queixas relacionadas à estrutura da escola
e, posteriormente, podemos ousar alguns comentários.
Vejamos as queixas relacionadas à estrutura física
e conservação da escola.
O que não me agrada é a parte física
da escola. As salas de aula são muito sujas.
( PA )
A infra-estrutura, tirando como parâmetro a escola
Rio Branco (...). Ou seja, uma escola que já
tem ar condicionado em cada sala, tem um circuito interno
para poder modernizar os serviços de inspeção.
(...) Porque a câmera filma e se pode até
controlar o fluxo de alunos no corredor. (...) Com a
infra-estrutura do Rio Branco, até dá
ânimo para ensinar. Agora, fica difícil
criar coisas novas onde não tem um mínimo.
(...) Vale salientar o esforço que tem sido feito
para amenizar esta dificuldade. ( PB)
Falta de garagem para o carro dos professores. A escola
precisa preservar os bens que os professores adquirem
com tanto sacrifício. (PC)
Quando os professores se queixam da estrutura física
da escola e da sujeira, eles não estão
inventando. Realmente existem escolas estaduais, bem
como municipais, muito depredadas. Como eles mesmos
dizem, são espaços sem nenhuma beleza,
sujos, cheio de mato, com vidros quebrados, portas que
não fecham, janelas que não abrem, ventiladores
quando há, quebrados, banheiros mal-cheirosos,
quadros brancos quebrados e riscados. Disso os professores
se queixam diariamente.
Outro problema enfrentado pelos professores é
a falta de garagem para os seus veículos - daqueles
que os têm, é claro. Acontece que alguns
alunos, sentindo-se ameaçados, ou humilhados
por seus professores, demonstram isso e, talvez, joguem
esse sentimento para fora, danificando os bens materiais
dos professores. Desta forma, riscam e quebram carros,
furam pneus, tiram retrovisores, calotas, etc. Isso
é motivo de angústia para o professor.
É interessante observar o que diz o professor
B, quando fala da infra-estrutura. Ele usa como parâmetro
comparativo uma outra escola estadual. O que ela tem
a mais que esta? Ar condicionado em todas as salas e
um circuito interno. E ele super valoriza esse circuito
interno, dizendo: "...Com a infra-estrutura do
Rio Branco, até dá ânimo para ensinar".
A questão é que, em conversa com professores
dessa escola, ficamos sabendo que não gostam
desse sistema de vigilância do espaço de
sala de aula, pois isso, segundo eles, tira a liberdade
do professor quando sabe que tudo o que faz está
sendo vigiado por alguém. Acusam a direção
de controlar demasiadamente o trabalho docente. Ao que
parece, essas situações fazem com que
o professor sinta-se invadido, sem um mínimo
de privacidade. Porém, o que faz com que tal
professor inveje essa estrutura? Esse é realmente
um aspecto que necessariamente precisa ser analisado,
pois vejamos: será que a tecnologia que chegou
mais próximo daquela escola está contribuindo
de alguma forma com o processo educativo? Ao que parece,
serve mais para vigiar e punir, no dizer de Foucault
(1977).
Mas o que se pode observar nas falas queixosas, de modo
geral, é que a falta de espaços físicos
agradáveis e adequados dificulta o trabalho docente
e o desanima no desenvolvimento de sua tarefa dentro
da instituição escolar. Porém,
junto a essa queixa está a tensão sentida
cotidianamente pelo professor. A tensão que o
faz queixar-se.
Também, refletindo com Cordié (1998),
quando analisa a situação em que as professoras
que participavam de um grupo terapêutico só
percebiam nos outros as causas de seus próprios
problemas, sendo estes sempre vindos do exterior, algumas
interrogações nos surgem. Vejamos: de
que forma a questão curricular se articula com
o fato da escola estar suja? Qual a relação
entre conteúdos ensinados e a conservação
da escola? Qual o grau de envolvimento dos professores
com os problemas por eles apontados?
Pensar que tais problemas possam ser resolvidos por
alguém e que não é de sua responsabilidade
buscar meios para amenizá-los pode ser um indicativo
de alienação. Ao que parece, o professor
angustia-se com tais problemas e possivelmente sofra,
sentindo-se vítima, embora pareça não
querer sair dessa condição.
Fazendo esta leitura, podemos supor, por exemplo, que
o funcionamento físico da escola talvez esteja
funcionando como bode expiatório. Assim, em que
medida tais queixas não velam aquilo que realmente
é vivido como obstáculo à atividade
de ensino na escola?
Percebemos que no dia-a-dia da escola havia queixa dos
professores quanto ao funcionamento, no que se refere
à gestão escolar.
... Os professores já deveriam iniciar com o
diário na mão (...). Deveria ter uma ficha
de desenvolvimento do aluno, e então ter uma
ficha e os professores fazem esta ficha, bem... então
é mais trabalho para o professor. Então,
deixa a ficha. Eu já acho, que quarenta e cinco
minutos de aula, é um tempo curto para fazer
a chamada, desenvolver trabalhos, o tempo é muito
curto. Quando começa o ano letivo, essa parte
burocrática sempre está atrasada e prejudica
o trabalho do professor. (...) nas escolas está
faltando disciplina, porque o aluno não assiste
quase aula, ele só fica transitando. Essa democracia
toda dentro da escola por um lado é bom, por
outro prejudica o desenvolvimento do próprio
aluno (...) (PE).
... mas eu acho assim que quando a gente vai precisar
da sala de vídeo tudo é com muita antecedência,
às vezes... você vê, o professor,
ele tem que ser criativo, o professor tem que ... é...
na hora bolar alguma coisa. Então, assim, uma
semana é difícil você prever, assim
para uma semana. (PE)
O professor dá 45 minutos de aula, faz chamada,
faz isso, registra, e ainda tem que trabalhar os casos
com os alunos, então eu acho que é muito
pesado para um professor administrar tudo isso (...)
(PE)
A rigorosidade por parte de alguns membros que fazem
parte da direção. (PB)
Alguns professores acreditavam que a direção,
enquanto gestora das atividades e ações
escolares, não correspondia as suas expectativas.
Para eles, a rotina de trabalho acabava por tornar-se
muito estressante.
A questão da gestão democrática
na escola não era tema discutido nem sugerido
pelo poder executivo estadual até 2002. Não
se falava em eleição de diretores das
escolas públicas e, por isso, os gestores eram
nomeados e, como escreve Romão e Padilha (1997),
o que acaba pesando nesse tipo de definição
e escolha de diretores são os critérios
políticos clientelistas, onde o diretor assume
um cargo e torna-se basicamente o representante do poder
executivo na escola.
É evidente que a eleição de diretores
representa apenas um dos componentes da gestão
democrática da escola pública, mas já
é um grande começo se quisermos falar
em gestão participativa da escola.
Podemos inferir que os professores queixam-se, estando
à distancia do que está acontecendo, como
se o que é de responsabilidade do outro (a direção)
não estivesse sendo exercido e, ao mesmo tempo,
não incluindo-se nessa responsabilidade de gerenciamento
da escola onde, geralmente, esse "não participar"
poderia ser explicado pela falta de possibilidade de
participação nas decisões e nos
planos da vida escolar.
Quando o professor queixa-se da rigorosidade por parte
de alguns membros que fazem parte da direção
(PB), ele está reclamando de questões,
por nós vivenciadas e observadas, tais como:
cumprimento do planejamento de aula, registro do controle
de freqüência do aluno, definição
de um sistema de avaliação com os alunos,
respeito ao horário de chegada e saída
na escola, etc. Estas queixas também são
comuns entre os outros professores e, fica difícil
aceitar que esses fatores possam ser desconsiderados,
uma vez que em muitas situações esses
instrumentos burocráticos ainda são os
únicos que muitos professores utilizam para o
acompanhamento das atividades educativas de seus alunos,
e que o tempo que o professor dispensa ao trabalho é
apenas aquele em que está em sala de aula e,
isso, por inúmeros fatores que vão desde
a falta de compromisso docente até a falta de
tempo, etc. A queixa de um professor revela isso:
Eu não participo de nada mesmo. Todo ano é
a mesma coisa. Tem que fazer planejamento, tem que isso,
tem que aquilo. Esses encontros... lá vem: diários,
avaliação. Esse tal de planejamento anual!
Eu já sei disso. Já tenho o meu jeito
de avaliar. Aluno comigo só passa se aprender
mesmo! Avalio direitinho. Faço duas avaliações
todo bimestre. Mas estes alunos só tiram notas
baixas. Não aprendem nada e... vão reprovar!
(QDAD6)
Essas situações nos reportam ao Artigo
13 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional Nº 9394/96 onde apresenta a seguinte redação:
"Os docentes incumbir-se-ão de:
I - participar da elaboração da proposta
pedagógica do estabelecimento de ensino;
II - elaborara e cumprir plano de trabalho, segundo
a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
III - zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV - estabelecer estratégias de recuperação
para os alunos de menor rendimento;
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos,
além de participar integralmente dos períodos
dedicados ao planejamento, à avaliação
e ao desenvolvimento profissional;
VI - colaborar com as atividades de articulação
da escola com as famílias e a comunidade."
Pensamos que essas queixas representam ou uma falta
de esclarecimentos por parte do docente sobre suas incumbências
ou o seu despreparo para enfrentar as situações
cotidianas de sala de aula e da escola como um todo,
pois tais atribuições são inerentes
a sua profissão.
Outro aspecto que aparece presente nas queixas é
a questão das relações humanas,
no sentido de conhecer o outro, de saber "o que
pensa o outro sobre mim."
Precisa-se investir mais nas relações
humanas no trabalho até mesmo para poder cobrar
desse profissional um melhor trabalho.(...) Será
que vai deixar de gostar de mim, por que é erro
de percurso? (PB).
Nota-se na fala desse professor a preocupação
com "o que o outro vai pensar", pois a ausência
de boas relações no trabalho, em seu entender,
tanto impedirá a instituição de
cumprir sua tarefa de educar, como o deixará
angustiado por não saber "o que vai pensar
o outro sobre mim" quando, por alguma razão,
vier a cometer qualquer erro ou falha.
É interessante analisar mais algumas frases da
fala desse mesmo professor.
...Então penso que, se a direção
da escola ou, a própria escola como um todo,
investir mais nas relações junto com os
profissionais que têm dentro dela, poderá
obter bons resultados. E o resto não é
culpa da direção ou dos funcionários
da escola. (PB)
Assim sendo, para este professor, o importante é
que todos os funcionários sejam amigos, que se
relacionem bem, pois se não existirem conflitos
entre os próprios profissionais da escola então
está ótimo! Essa postura poderá,
contudo, ser lida de outro ângulo. Se considerarmos
o que diz Agnes Heller (1972) a respeito da cotidianidade,
poderemos interpretar as queixas miúdas dos professores
como um traço de ingenuidade. Estão mergulhados
na alienação da vida cotidiana, pois certamente
um bom relacionamento entre todos os membros da escola
seria um bom começo para se desenvolver bons
projetos e não, como nos parece pensar o professor,
para servir apenas à camaradagem.
De um ponto de vista materialista dialético,
poderíamos ainda dizer que essas pequenas disputas
revelam uma ingenuidade docente, no sentido de que o
professor se deixa levar por ideologias opressoras.
Enquanto briga com seu igual (funcionário público,
igualmente mal pago, etc.), por questões mínimas
de trabalho e, ainda mais, inerentes a sua profissão,
o professor não percebe quem realmente é
seu inimigo. Desse ponto de vista, a mobilização
deveria estar direcionada para questões como
melhores salários, autonomia da escola para escolher
seus representantes, seus gestores, etc. (Romão
e Padilha, 1997).
O docente encontra-se/sente-se muito só. Situado
num contexto social que lhe pede muito e sentindo-se
incapaz de responder a tudo o que lhe é pedido,
procura como ou, em quem se defender. A instituição,
com sua hierarquia, possibilita em parte essa defesa.
Na instituição o docente também
tem um superior a quem culpar pelos fracassos. A falta
de comunicação entre professores e demais
os impede de saber que quase todos passam por dificuldades
semelhantes. Essa falta de comunicação,
muitas vezes, é estimulada pela própria
escola quando não possibilita momentos de reflexão
entre todos os atores escolares. Não havendo
estes momentos e o docente sentindo-se o único
afetado e impotente frente a tudo, evitando ser desmascarado,
se põe a queixar-se de uns e de outros, culpa
uns, culpa outros. Encontra em pequenas dificuldades
grandes obstáculos frente a realização
de seu trabalho.
O docente também se queixa pela falta de muitas
coisas. Falta esta que também o impede de realizar
com qualidade seu papel de educador na instituição
escolar, razão pela qual lá está.
As instituições escolares, hoje, estão
sendo estruturadas e mantidas com alguns programas nacionais3
onde são destinadas verbas à escola com
objetivos específicos tais como: pequenas reformas,
aquisição de materiais de consumo, equipamentos
e material permanente como mobiliários, além
da própria merenda escolar, etc.
Estes programas, quando bem aplicados pelos gestores
escolares, têm contribuído para amenizar
as condições de trabalho na escola. Porém,
mesmo em uma escola onde aparentemente os recursos destinados
são bem aplicados, a falta ainda é um
imperativo grave.
Na escola Castelo Branco, no período de 1997
e 1998, a falta dos recursos mínimos, como pincéis
para quadro branco, apagadores, aparelhos eletrônicos,
etc foi uma constante. Como dizem alguns professores:
Leciono inglês e aqui não tem aparelho
de som. O pessoal conhece muita música e eu não
tenho como fazer nada. (P.A.)
A gente precisa de computador melhor, de um sistema
para publicar provas e até textos criados pelos
professores para os alunos trabalharem nas salas de
aula. (P.B.)
A queixa desse professor representa a de muitos outros.
Vários professores reclamam a falta de um sistema
de informatização na escola, principalmente
para o serviço de secretaria, pois sem esse serviço
tudo tem que ser entregue com muita antecedência
para que possa ser trabalhado. Só para citar
um exemplo, o lançamento de notas ainda é
um trabalho mecânico em muitas escolas.
Desta forma, não perceber que essas queixas representam
uma vontade por parte do docente de que se tenha uma
escola equipada seria uma falha grave. Porém
compreender até onde tais equipamentos iriam
efetivamente contribuir com as atividades de ensino,
na dinamização das aulas, com professores
que queixam-se de suas próprias incumbências
é sem dúvida uma tarefa que só
o dia-a-dia poderá responder.
O que se percebe é que os professores apresentam
queixas relacionadas a problemas geralmente periféricos.
Suas queixas revelam o imediato. Dizer que a escola
precisa de um computador para digitar textos criados
pelos professores para que os alunos possam trabalhá-los
em sala de aula (PB), não seria apenas uma fuga,
um jeito delicado e moderado de se livrar da culpa de
talvez trabalhar pouco com seus alunos a produção
e leitura de seus próprios textos, entre outras
coisas? Não existem outros recursos como mural,
xerox, etc., para se fazer uma divulgação?
Até onde tais recursos iriam contribuir efetivamente
com o processo educativo ou, principalmente, com a redução
do fracasso escolar?
Parece que a busca por responsáveis para justificar
aquilo que não se faz é realmente forte
entre os docentes. Será também que não
seria conveniente pensar um pouco sobre a formação
e capacitação docente? Ma, também
podemos simplesmente pensar que não há
uma real preocupação do professor com
tais problemas?
Finalizamos esse texto apontando Esteve (1999), quando
afirma que a crise de identidade docente passa por contradições
entre seu "eu real" e seu "eu ideal".
Assim, o docente poderá passar realmente por
uma grande ansiedade ao dar-se conta de que necessita
de recursos para levar adiante seus ideais. Porém,
o problema, aqui, consiste no fato dele não ir
buscar meios de se resolver ou, pelo menos, amenizar
as dificuldades, pois apenas queixando-se, lamentando-se
dificilmente encontrará saídas aos problemas
do cotidiano escolar.
Referências
Bibliográficas
CORDIÉ,
Anny. Malestar en el docente: La educación confrontada
com el psicoanálisis. Buenos Aires: Ediciones
Nueva Visión, 1998.
ESTEVE, J. M. O mal-estar docente: a sala-de-aula e
a saúde dos professores. Trad. Durley de Carvalho
Cavicchia. Bauru, SP: EDUSC, 1999.
FOUCAULT, M. Vigiar e Punir: o nascimento da prisão.
Petrópolis: Vozes, 1979.
GADOTTI, M.; ROMÃO, J. E. orgs. Autonomia da
escola: princípios e propostas. São Paulo:
Cortez, 1997.
HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. Trad.
Carlos Nelson Coutinho e Leandro Konder. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1972.
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