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::. A psicopedagogia e o terceiro setor
Janete Leony Vitorino
Graduada em História pela Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC, pós-graduada em Psicopedagogia pela Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL, pós-graduanda em Educação Infantil e Séries Iniciais pela Faculdade de Educação de Joinville. Atualmente é Professora Mediadora do Centro Integrado de Educação do SESI, desenvolvendo trabalho com alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem.
Email: janetepsicopedagoga@yahoo.com.br.

Podemos definir como terceiro setor, o conjunto de atividades das organizações da sociedade civil, portanto das organizações criadas por iniciativas privadas de cidadãos, com o objetivo de prestação de serviços ao público como, saúde, educação, cultura, habitação, direitos civis, desenvolvimento do ser humano, proteção do meio ambiente e bem-estar social em geral.
Costuma-se dizer que não possui fins lucrativos, muito embora seja melhor defini-las como organizações em que o possível lucro é reaplicado na manutenção de suas atividades ou distribuídos entre seus colaboradores, jamais sendo apropriado por um dono ou proprietário.
Iluminado por um novo setor da economia em franca expansão, pode ser o equilírio buscado entre as atividades capitalistas, por gerarem empregos e as de assistência social, por não terem o lucro como meta principal, mas o bem-estar da sociedade, neste problemático final de milênio para as economias tradicionais.
É com a emergência do terceiro setor que a psicopedagogia pode fazer parte do tripé, que futuramente será o apoio invariável da sociedade: governo, setor privado e terceiro setor(social).
Em ambos os pilares a atuação do psicopedagogo será indispensável. Tanto em setores do governo, quanto em instituições privadas ou sociais, onde o objetivo seja o bem-estar do ser humano enquanto vivente da sociedade. Muitos caminhos serão abertos para a psicopedagogia. A presença do psicopedagogo como um profissional de função primordial e prioritária dento de uma organização, pois parte deste profissional o empenho quanto a prevenção, organização, planejamento, acessória e reflexão das atividades geradas em torno de uma estrutura educacional comprometida com o futuro.
Longe de ser uma utopia, o terceiro setor é uma surpreendente realidade nas economias modernas. Concordamos que é na geração de empregos que o terceiro setor ganha muito importância, tendo em vista a catástrofe que a terceira revolução industrial tem causado no nível de empregos em todos os países.
Enquanto os outros dois setores, governo e privado, vem praticando um processo de exclusão sem precedentes de trabalhadores, o terceiro setor vem apresentando taxas surpreendentes de criação de novos postos de trabalho.
Bem sabemos que a profissão de psicopedagogo é relativamente nova no Brasil e, juntamente com este embrião que é o terceiro setor, pode-se formar grandes parcerias de sucesso.
Nas pesquisas em relação à prevenção, organização e desempenho psicopedagógico das instituições educacionais, pode-se efetivar grandes avanços e abrir mais um campo de atuação do psicopedagogo, que pode contar como um patamar a mais no reconhecimento profissional.
Podemos concluir que nesse redesenho da sociedade, esse conjunto formado pelo governo, setor privado e terceiro setor, oferece os meios para trabalharmos pela diminuição das desigualdades sociais e econômicas a fim de construir uma sociedade mais justa.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

ARENDIT, Hannan, Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 1998.

BOSSA, Nádia A. A Psicopedagogia no Brasil. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

DIMENSTEIN, Gilberto. Aprendiz do futuro: Cidadania hoje e amanhã: Série discussão aberta, vol. 8 7a. ed. São Paulo: 1999.
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