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::. Atendimento escolar em hospitais e domicilio
Andréia Gomes da Silva
Pedagoga CACC Durval Paiva. Natal/RN
E-mail:
cacc_andreia@digizap.com.br

Essa modalidade de atendimento escolar hospitalar e domiciliar, é um seguimento específico da educação especial, no Brasil a primeira classe hospitalar surgiu em 1950, no Rio de Janeiro na Escola Hospital Menino Jesus, e funciona até hoje. Desde então o atendimento vem crescendo, mas de forma tímida. Existem em nosso país quase 7000 hospitais e apenas 90 classes hospitalares sendo que esse atendimento pedagógico atua nos hospitais e nas casas de apoio. Apesar de esta garantido na legislação brasileira o cesso a escola, o poder público se faz ausente na maioria dos casos, toda criança ou adolescente hospitalizado tem o direito ter continuidade nos estudos, cabe a ele garantir o processo de aprendizagem desses educandos criando alternativas para execução desse direito.

Em busca de um atendimento mais humanizado, algumas secretarias de saúde e de educação entraram em parceria para proporcionar o atendimento escolar hospitalar e domiciliar. Em 2002 o MEC/SEEP – Ministério da Educação publicou um documento de estratégias e orientações para Classe Hospitalar e Atendimento Pedagógico Domiciliar, com o objetivo de “ assegurar o acesso à educação básica e à atenção às necessidades educacionais especiais, de modo promover o desenvolvimento e contribuir para a construção do conhecimento desses educandos.”

Durante o tratamento nada impede que novos conhecimentos possam ser adquiridos pelo aluno/paciente que venham contribuir para o seu desenvolvimento escolar e pessoal, não ficando em defasagem nos conteúdos de seu grupo ou turma. Esse atendimento escolar no hospital ou domiciliar ocorre com a coordenação de uma pedagoga e em parceria com o corpo docente da escola de origem desse aluno/paciente, onde é aplicado atividades e conteúdos curriculares de forma flexível, de acordo com a condição e possibilidades do aluno/paciente.

Ao ficar afastado do aprendizado proporcionado pela vivencia escolar e tendo uma nova vivencia a hospitalar, o aluno/paciente se priva não apenas de perder o ano letivo, mas de ficar desmotivado a continuar os estudos.

O atendimento escolar hospitalar e domiciliar serve como resgate da criança para escola dando oportunidade para que ele possa exercer seu direito de cidadão em aprender.
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