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Aulas
de reforço na disciplina de história:
Um projeto implantado e desenvolvido em uma escola
pública do município de Biguaçu
- Santa Catarina, em 2002 |
Janete
Leony Vitorino
Graduada em História pela Universidade
do Estado de Santa Catarina-UDESC, pós-graduada
em Psicopedagogia pela Universidade do Sul de Santa Catarina
- UNISUL, pós-graduanda em Educação
Infantil e Séries Iniciais pela Faculdade de Educação
de Joinville. Atualmente é Professora Mediadora
do Centro Integrado de Educação do SESI,
desenvolvendo trabalho com alunos que apresentam dificuldade
de aprendizagem.
Email: janetepsicopedagoga@yahoo.com.br.
Este relatório foi apresentado como requisito final
na disciplina de Epistemologia da Psicopedagogia do Curso
de Pós-Graduação em Psicopedagogia
da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, no
segundo semestre de 2002.
“
Eu venho para escola e os professores falam um monte
de coisas que eu ainda não sei para que serve”
M. 17 anos, 5a. série.
“
Eu não vejo sentido no que tentam me ensinar,
por isso, não aprendo”. C. 18 anos, 5a. série.
Dou início a este relatório com uma citação
de Veiss (2001), com relação ao modelo
de aprendizagem, que segundo a autora é:
“
o conjunto dinâmico que estrutura os conhecimentos
que o sujeito já possui, os estilos usados nessa
aprendizagem, o ritmo e áreas de expressão
da conduta, a mobilidade e o funcionamento cognitivo,
os hábitos adquiridos, as motivações
presentes, defesas e conflitos em relação
ao aprender, as relações vinculadas com
o conhecimento em geral e com os objetos de conhecimento
escolar, em particular, e o significado da aprendizagem
escolar para o sujeito, a família e a escola”.
Meu trabalho com aulas de reforço teve início
juntamente com minhas atividades como professora de
história numa escola pública no município
de Biguaçu, Santa Catarina, mas especificamente
na periferia de um bairro chamado Prado.
Esta escola atende cerca de 750 alunos matriculados
desde a educação infantil ao ensino fundamental.
Minha carga horária era de 30 h/a, possuindo
10 turmas distribuídas entre 5a., 6a., 7a. e
8a. séries.
Esta é uma comunidade carente e que convive com
os mais diversos problemas sociais da atualidade. Podemos
aqui relatar alguns deles e os mais observados: violência
gerada pelo uso de drogas e álcool, abandono,
desemprego, famílias separadas, filhos agregados,
gravidez na adolescência, fome, prostituição
entre outros.
Meu grande desafio nesta escola e com estes alunos é
a troca de conhecimentos, compartilhando e criando vínculos
que os auxiliem nos encaminhamentos de aprendizagem
e que transportam muito além dos muros da escola.
Logo que cheguei para lecionar (maio/2002), encontrei
alunos carentes em todos os sentidos e, principalmente,
desacreditados e sem esperança num futuro melhor,
sem perceber que a escola é um dos diversos caminhos
para alcançá-lo.
Encontrei alunos repetentes e salas de aula de 5a. série
com 43 alunos com idades que variavam de 11 a 18 anos.
As notas que encontrei do primeiro bimestre (as notas
nesta escola municipal são bimestrais), estavam
abaixo da média que é 7 (sete).
Iniciei minhas atividades nesta escola ao final do primeiro
bimestre de 2002 (a professora anterior desistiu e fez
um relatório assustador com relação
à escola e os alunos).
Comecei inicialmente preocupando-me em encontrar alternativas
para reverter o quadro a mim relatado. Era um trabalho
instigante e que provocava à reflexão
todos os dias.
Qual foi a primeira medida a ser tomada: “quem faz a
previsão, na realidade, tem um programa que quer
ver triunfar e a previsão é exatamente
um desses triunfos”, segundo o grande pensador Gramsci.
Dei então início, juntamente com autorização
da direção da escola, um projeto de oferecer
aos alunos que encontravam-se com dificuldades, aulas
de reforço(1).
Todo
professor possuía algum horário vago durante
a semana, onde surgiu-me a idéia desses horários
serem aproveitados para aulas de reforço aos
alunos que necessitassem.
Conversei com todos os professores e com todas as turmas,
porém, somente o professor de matemática
reconheceu e vestiu a camisa neste projeto(2).
Fiz reunião com todas as turmas, num total de
10, colocando em cada sala de aula cartazes que os próprios
alunos ajudaram a confeccionar no laboratório
de informática da escola(3).
Os cartazes foram distribuídos em lugares estratégicos
como: todas as salas de aula, murais, sala dos professores,
mural da direção. Foram também
distribuídos em forma de panfletagem na fila
da merenda e na entrada da escola. Os horários
eram acessíveis e abrangiam os dois turnos. Todos
os alunos que necessitassem de auxílio nas disciplinas
de história e matemática, poderiam nos
procurar, onde seriam atendidos individualmente e, dependendo
da demanda em grupos, distribuídos por turmas.
Estabeleci um caderno de freqüência e de
entrevistas, onde registraria o histórico de
vida escolar de cada aluno, suas dificuldades e queixas.
Na primeira semana nenhum aluno compareceu. Não
desanimei, pois sabia que muitos alunos necessitam daquele
momento e que aos poucos acabariam nos procurando.
Segundo Marx, “os homens fazem sua própria história,
mas não a fazem como querem, não a fazem
sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas
com as quais se defrontam diretamente, legadas e transmitidas
pelo passado”. É neste legado que acreditamos
em nossos alunos e que eles também construiriam
suas histórias de acordo com as oportunidades
e possibilidades que a vida e a escola os oferecessem.
Continuei aguardando a chegada de alunos e na semana
seguinte apareceu meu primeiro aluno: era um aluno que
possuía boas notas e muito interessado e que
veio somente para tirar algumas dúvidas sobre
um determinado tema, onde aproveitei o momento para
conversar com ele e com o auxílio do mapa mundi,
nos localizam em relação ao tempo e ao
nosso espaço.
Percebi
que ele ficou surpreso em saber onde se localizava o
Brasil, Santa Catarina e o município de Biguaçu,
onde ele residia. Se este aluno que possuía boas
notas possuía estas dúvidas, fique imaginando
o que se passava pela mente dos outros quando não
compreendiam um determinado assunto e não questionavam.
Acredito tanto quanto Heidegger, que a “condição
fundamental das possibilidades de um justo saber é
o saber das pressuposições fundamentais
de todo o saber”. Nisso eu via sentido e faria tudo
que estivesse ao meu alcance para ver prosperar meu
projeto, acompanhando meus alunos na construção
de seus próprios conhecimentos.
Concluímos o segundo bimestre e veio o conselho
de classe, onde pela primeira vez um representante de
cada turma pode participar.
Foi
a grande oportunidade de expor meu projeto, pois raramente
os professores desta escola se reúnem.
Comentei
sobre as dificuldades de aprendizagens dos alunos da
escola e, sendo isso de conhecimento de todos, aproveitei
o momento para expor os andamentos de meu projeto com
relação às aulas de reforço
nas disciplinas de história e matemática.
Mais
uma vez sugeri que os professores que possuíam
horários vagos durante a semana, que também
colaborarem e assim, estariam contribuindo para conhecerem
seus alunos e suas reais dificuldades.
Como
resposta recebi um silêncio mórbido e depois
de alguns segundos começaram a surgir as mais
diversas justificativas de indisposição
em se comprometerem.
Somente o professor de matemática, que já
estava participando do projeto se dispôs a continuar
e relatou avanços de seus alunos em relação
à disciplina.
Não desanimei e contei com isso para dar mais
ênfase ao que pretendia e acreditava nos desafios
e nas pedras que encontraria pelo caminho.
Isso somente me encorajou ainda mais.
Finalmente chegou o dia da “entrega de boletins”, Neste
dia eu fiquei na escola durante todo dia mesmo não
havendo dia letivo para os professores.
Conversei
com cada pessoa responsável pelos alunos, ajudei
na entrega dos boletins e já observava como o
aluno estava de notas e solicitava para procurarem as
aulas de reforço em matemática ou história
e nas demais para que os responsáveis viessem
falar diretamente com o professor bem antes do término
do ano letivo.
Com tudo isso poucos alunos compareciam as aulas de
reforço, geralmente compareciam para sanar alguma
dúvida sobre o conteúdo ou para as aulas
de reforço em matemática.
Montei uma nova estratégia: redigi um impresso,
onde comunicava aos responsáveis pelo aluno às
notas dos dois primeiros bimestres e convidando o aluno
para as aulas. O impresso continha também os
horários e os locais da realização
das aulas de reforço.
Esta estratégia deu significante resultado, pois
inclusive pais, mães, avós ou responsáveis
começaram a nos procurar, e até mesmo
a telefonar em busca de informações e
que encaminhariam seus filhos.
Os
alunos começaram a comparecer. Na primeira entrevista
a conversa era bem formal, e acompanhada de um agradecimento
por terem vindo e sem anotações mais profundas,
apenas o nome, idade e a série.
Nas entrevistas seguintes eu conduzia de forma que o
aluno não percebesse as informações
que eu buscava. A conversa seguia em torno de quanto
tempo morava no bairro, se viera de outra localidade
(recebíamos muitos alunos do interior do estado),
como era a escola, seus amigos, sua família e
o que ele mais gostava e não de fazer durante
o dia.
Ao questionar sobres as médias(notas) anteriores,
os alunos sentiam-se constrangidos e preferiam dizer
que não lembravam e que só sabiam que
estavam no “vermelho”.
Ao estudar a obra de Scoz (2001), relembro um momento
que muito tem a ver com este meu relato “ a partir do
momento em que respeitar a etapa de desenvolvimento
no qual os alunos se encontram e souber trabalhar esse
limite, introduzindo propostas de trabalho ricas e desafiadoras,
as escolas poderão transformar os erros dos alunos
em algo construtivo”. E na escola onde leciono em alguns
momentos deixa a desejar, até mesmo por falta
de um acompanhamento psicopedagógico e, principalmente
pela falta de comprometimento com o outro que é
nosso aluno e que vê em nós um espelho
onde o reflexo deverá ser construtivo e não
um desestimulador de conhecimento desde a tenra infância.
A grande maioria das pessoas que compõem a equipe
pedagógica acaba por aceitar a idéias
desestimuladoras de alguns que insistem em dizer que
“esta escola não tem mais jeito e que esses alunos
são fraquinhos e que não vão a
lugar algum além do bairro”.
Conhecer os alunos individualmente na conversa(entrevista)
inicial, me fez perceber o que pode estar acontecendo
no universo das crianças e que não podemos
contemplar em sala de aula.
Lembro-me sempre da história de J., um aluno
de 13 anos que está na 5a. série e possui
dificuldades na fala e o que mais me impressionou foi
o motivo pelo qual o mesmo possui um dente(da frete)
quebrado. Seu pai quando ele ainda vivia com sua mãe
batia-lhe muito em cima da cabeça chegando à
quebra-lhe um dos dentes principais. Este aluno possui
uma carência afetiva relevante que de certa forma
compensava em mim durante as aulas de reforço,
se mostrando um excelente leitor e produtor de textos
reflexivos sobre os mais variados temas.
Em
conversa com sua mãe sugeri um acompanhamento
fonoaudiológico e odontológico, pois a
escola, apesar de possuir uma orientadora educacional,
não fazia este tipo de encaminhamentos.
Porém,
a mãe de J. me relatou que ele estava sendo acompanhado
por estes serviços oferecidos gratuitamente na
Universidade Federal de Santa Catarina, porém
tinha dias que ele não comparecia às consultas
porque não possuía dinheiro para a passagem.
Com a orientadora educacional obtive alguma resistência,
porém J. continuou o tratamento e está
se recuperando.
Que universo amplo de pesquisa me encontro inserida.
Meu papel enquanto educadora coloca-me como parte integrante
e envolvida, sabendo que o pouco que eu possa contribuir
com esses alunos possa os auxiliar nas descobertas da
vida através das portas do conhecimento.
Mediante Polity (2002), “o professor se sente como um
espelho que reflete as emoções dos alunos”
e, nós muitas vezes ainda não sentimos
a dimensão disso em nossa prática diária
em sala de aula.
Reportando-me ainda as aulas de reforço, estas
aulas são sempre acompanhadas de livros diversos
e outros materiais didáticos como os mapas, o
globo terrestre, canetas hidrocor, folhas brancas, canetas
e lápis para escrita, revistas, filmes. Quanto
à utilização dos filmes, geralmente
são documentários, que os alunos discutem
em grupos, seguidos de texto, onde a opinião
pessoal é imprescindível para verificação
de opinião própria e da organização
do pensamento crítico.
Uma outra estratégia pedagógica que utilizo
é a formulação da “linha de tempo”,
muito utilizada em história quando estamos tratando
de cronologia.
Esta
linha é bastante aceita pelos alunos que montam
sua própria linha de vida. Estes acontecimentos,
geralmente os mais marcantes como o início da
vida escolar.
Sempre estou trocando informações com
o professor de matemática, onde ele prefere não
anotar seus dados em forma de estatística, porém
me relatou que atende cerca de 25 alunos e que as notas
destes tiveram significante melhora após procurarem
o reforço.
Para Veiss (2001, p.18) “Triste é a escola que
não acompanha o mundo de hoje, ignorando aquilo
que seu aluno já vivencia fora dela”.
Concordo
com esta autora, pois sei que muitos dos problemas de
aprendizagem estão diretamente relacionados com
a estrutura escolar. Possuímos ainda nos dias
de hoje professores que rotulam alunos, que utilizam
a autoridade e o poder da “nota”, para “marcarem” certos
alunos e, conseqüentemente com uma provável
reprovação no final do ano.
Estes
profissionais não possuem a humildade para parar
e questionar sua prática e suas atitudes enquanto
educadores. Acredito que o “medo” de não darem
conta da sala (dos alunos) de forma disciplinar, utilizam
o autoritarismo para isso. É uma grande perda
tanto para o professor, quanto para o aluno.
A prova deste tipo de profissional eu presenciei na
pessoa do aluno D. de 12 anos que está na 5a.série
e que freqüenta as aulas de reforço comigo
e em matemática. Este aluno possui história
de indisciplina e, mediante nossos encontros venho conscientizando-o
a amenizar suas atitudes em sala de aula com alguns
professores.
Um dia, encontrei o D. sentado num “banquinho” em frente
à sala da direção. Fui até
ele e questionei o motivo de estar ali em horário
de aula. Ele me relatou: “Fui expulso da sala professora!”.
Questionei novamente os motivos e ele me respondeu:
“É que o professor de inglês fez a chamada
dos alunos pelo número e eu tenho nome. Daí
eu não respondi, levei falta e ele me colocou
para fora”. Respondi que conversaria com o professor
de inglês. Conversei com a diretora, que, segundo
ela, já havia conversado com o professor e que
ao bater o sinal ele voltaria para sala.
Voltei aquele dia para casa pensando na razão
que D. tinha em questionar a chamada, pois cada aluno
possuía um nome e um número seqüencial
na chamada, porém, acima de tudo o nome da pessoa
é único e ela tem o direito de ser chamada
pelo tal. O que este aluno estava questionando era uma
situação que necessitava de uma revisão
urgente na prática diária da escola. O
assunto foi levantado na sala dos professores pela direção
a meu pedido e diante de argumentos contrários
e favoráveis chegamos à conclusão
que os alunos tinham o direito de serem chamados pelo
nome.
O caso de D. é, segundo Weiss, “o aluno que questiona
e que a escola, muitas vezes, ignora”.
Como
eu havia prometido ao D. que conversaria com o professor
de inglês, questionei sobre o ocorrido com este
aluno. Ele me respondeu que não sabia quem era
esse aluno e foi muito taxativo: “quem se recusa a responder
a chamada ganha falta e se achar ruim é expulso
da sala”. Acrescentou ainda:
“estou
aqui para ensinar e não para aturar marmanjos”.
Relatei
ainda que este aluno está mudando e crescendo
enquanto pessoa gradativamente e que as constantes expulsões
em suas aulas estavam prejudicando o andamento dos encontros
e da vida escolar dele.
Solicitei
mais uma vez que a chamada fosse realizada pelos nomes
dos alunos e ele disse que iria pensar no assunto. Questionando
com D. nos dias seguintes, me relatou que as chamadas
nas aulas de inglês estavam sendo realizadas pelos
nomes dos alunos. Mais um passo vitorioso de minha parte
em benefício dos alunos.
Nesta escola todo o trabalho fica limitado e cheio de
restrições. Temos pouco tempo para conversar,
pois a carga horária é grande e o salário
é limitado também. Muitos professores
dobram sua carga horária ou trabalham em duas
ou três escolas ao mesmo tempo para complementarem
a renda familiar. Não é o meu caso em
particular, porém sei que parte da motivação
também perpassa a valorização profissional
através que um salário digno e de aperfeiçoamento
constante. Talvez os limites de relacionamento não
possuam culpados e nem é minha intenção
acusar ninguém, porém acredito que cada
um pode doar-se em função do outro, neste
caso os alunos.
A conscientização e a persistência
são minhas metas nesta escola e, talvez por conta
disso tenha recebido tantos elogios por parte dos líderes
de classe e de alguns professores pela iniciativa e
otimismo com que realizo meu trabalho.
Recebi também o apoio da direção
desta escola, uma vez que meu contrato era por tempo
determinado (com término em dezembro), nunca
desisti e sempre acreditei que estava apenas semeando
e que os frutos, aqueles que conviveram comigo colheriam
futuramente.
Numa escola, desafios são uma constante, e a
cada dia avançamos com os resultados que são
lentos, porém significantes em termos de ensino-aprendizagem
e crescimento pessoal.
Os resultados deste projeto foram projetados nos índices
de aprovação que chegaram a 90%.
Fico muito satisfeita com este resultado e creio que
nesta escola participei, como em tantas outras que passei,
da vida cotidiana dos alunos.
Pude
vivenciar na hora do recreio, servindo a merenda e lanchando
com eles, na mesma mesa, participando do desfile de
7 de setembro(fotografando tudo!) e mostrando na escola
depois em forma de murais. Levando estes alunos para
viagens de estudo e ao cinema, onde muitos deles nunca
tinham estado.
Foi
ao exército, marinha e aeronáutica com
os alunos da 8a. série para conhecerem profissões.
Fizemos as carteiras de identidade e C.P.F. dos alunos.
Conversei também com a dentista do posto do bairro,
onde encaminhei alguns alunos, obtendo significativos
resultados.
Acho que tenho muito mais a relatar, porém não
me conformo com professores desmotivados e que acham
que nada pode mudar.
O contrato com esta escola terminou em dezembro de 2002.
Porém estou sempre em contato e a visito constantemente.
Meus alunos que foram acompanhados continuam passando
de ano e isso me deixa muito feliz e realizada.
Encerro meu relato com uma frase, na qual muito acredito:
“A escola é uma grande porta de entrada de oportunidades,
tanto para o ensinante quanto para o aprendente”.
__________________
O
projeto inicial contemplava todas as disciplinas do
ensino fundamental.
A
disciplina de matemática foi à única
que se engajou ao projeto e continuou até o final
do ano letivo, com índice de aprovação
de 50%.
A
escola possui um laboratório de informática
com onze computadores, sendo que dois não funcionam.
Não possuímos uma linha telefônica
para utilização da Internet, apenas um
telefone público.Possuí também
quatro impressoras, onde apenas uma está funcionando
e em muitas vezes falta tinta e leva muito tempo para
ser encaminhado pedido e a prefeitura encaminhar.
REFERÊNCIAS:
BOSSA,
N.A. A Psicopedagogia no Brasil. Contribuições
a partir da prática. Porto Alegre: Artes Médicas,
200.
Weiss,
M. L. Psicopedagogia Clínica. Uma visão
diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar.
Rio de Janeiro: DP&A, 1997.
SCOZ,
B. Psicopedagogia e Realidade Escolar. O problema escolar
e de aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1999.
ANTUNES,
C. Como desenvolver as competências em sala de
aula.4a.ed.Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.
JAPIASSU,
H. Introdução à epistemologia da
psicologia. Rio de Janeiro: Imago, 1982.
MANACORDA,
M.A. História da Educação: Da antiguidade
aos nossos dias. São Paulo: Cortez, 1989.
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