Maria
Solange Portela Santarém
Maricélia Silva da Cruz
RESUMO: Este artigo tem por finalidade
refletir sobre o processo de avaliação
na Educação Infantil. Apresenta uma explanação
inicial a respeito do significado de avaliação,
conforme a visão dos autores e autoras consultados.
Verificamos como o processo formal de avaliação
é desenvolvido na escola, de acordo com as orientações
da LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação
- Nº 9.394 de 1996. Investigamos quais as metodologias
mais adequadas para acompanhar o desenvolvimento global
da criança e oportunizar a todos envolvidos/as,
a reflexão e transformação na sua
prática pedagógica, levando-os a pensar
e repensar na sua postura avaliativa. Sugerimos ainda
alguns modelos de avaliação, que podem
ser trabalhados na instituição responsável
pela educação de crianças pequenas.
PALAVRAS - CHAVE: Avaliação
Formativa. Educação Infantil. Portifólio.
INTRODUÇÃO
Brincar com a criança não
é perder tempo, é ganhá-lo. Se
é triste ver meninos sem escola, mas triste ainda
é vê-los enfileirados em salas sem ar,
com atividades estéreis sem importância
alguma para a formação humana.
Drumonnd
Partindo do pressuposto, que o trabalho
educativo deve estar voltado para o desenvolvimento
integral dos indivíduos, mediante a melhoria
da compreensão do meio em que vivem, maiores
percepções de si mesmo, elevação
sócio cultural das suas condições
de vida e desenvolvimento de valores próprios
de uma sociedade em mudança, enfocaremos a avaliação
formativa como instrumento mediador da ação
pedagógico-educativo podendo-se através
desta, diagnosticar, investigar informações
que viabilizam o rendimento desta ação.
Na medida em que tudo que avaliamos não é
visível a olho nu, isto quer dizer, que avaliar
vai além de olharmos para crianças como
seres meramente observados, ou seja, a intenção
pedagógica avaliativa dará condições
para o professor ou professora criar objetivos e planejar
atividades adequadas, dando assim um real ponto de partida
para esta observação, torna-se claro a
necessidade de se construir conhecimentos e reflexão
por parte de professores educadores acerca do processo
avaliativo formal na Educação Infantil.
Este trabalho oportunizará aos interessados e
participantes do curso de Psicopedagogia, reflexões
sobre o processo de avaliação formal na
Educação Infantil, propondo formas e metodologias
avaliativas, que efetivamente contribuam para o desenvolvimento
global da criança, bem como explicitar as etapas
ou desenvolvimento de uma metodologia avaliativa, que
particularmente consideramos fundamentais: o Portfólio.
Esta reflexão está fundamentada nas contribuições
de HOFFMANN (2002), KRAMER (1989) e no documento oficial
do Ministério da Educação: o Referencial
Curricular Nacional para Educação Infantil
(1998). A abordagem teórica baseia-se na perspectiva
construtivista de avaliação, na medida
em que a ação avaliativa exerce uma função
dialógica e interativa, promovendo os seres no
aspecto moral e intelectual.
De acordo com as leituras realizadas, a avaliação
se destina a obter informações e subsídios
capazes de favorecer o desenvolvimento das crianças
e ampliação de seus conhecimentos. Nesse
sentido, avaliar não é apenas medir, comparar
ou julgar. Muito mais do que isso, a avaliação
apresenta uma importância social e política
fundamental no fazer educativo. Explicitaremos as várias
visões a respeito da avaliação
com vistas a compreendermos melhor este processo.
As investigações de HOFFMANN (1998), sobre
avaliação sugerem fortemente que a contribuição
entre o discurso e a prática de alguns educadores
e educadoras, principalmente - a ação
classificatória e autoria - exercida pela maioria,
encontra explicação na concepção
de avaliação do educador/a, reflexo de
sua estória de vida como aluno/a e professor/a.
Para KRAMER (1989), comumente, não só
na Educação Infantil, mas também
nos demais níveis do sistema escolar, os avaliados
são única e exclusivamente os alunos e
alunas. Mas é preciso analisar criticamente essa
prática, pois o fato de os alunos/as serem o
único "objeto" da avaliação
revela a estrutura de poder e autoridade da grande maioria
das instituições escolares.
É necessário que a "clássica"
forma de avaliar, buscando os ''erros'' e os "culpados",
seja substituída por uma dinâmica de avaliação
capaz de trazer elementos de crítica e transformação
ativa para o trabalho. Nesse sentido, todos são
objetos e sujeitos de avaliação: professores/as,
equipe de orientação, supervisão
e direção, crianças e pais.
Ainda nesta linha, o documento oficial do MEC, preconiza
no Referencial Curricular de Educação
Infantil, que a diversidade de práticas pedagógicas
que caracterizam o universo da Educação
Infantil reflete diferentes concepções
quanto ao sentido e funções atribuídas
ao movimento no cotidiano das creches, pré-escolas,
instituições afins.
Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação,
na seção II, referente à Educação
Infantil, artigo 31, preconiza que: "(...) a avaliação
far-se-á mediante o acompanhamento e registro
do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção,
mesmo para o acesso ao ensino fundamental". A esse
respeito, julgamos oportuno as considerações
de HOFFMANN (2002), quando afirma que:
Quem procura um médico está em busca de
pelo menos duas coisas, um diagnóstico e um remédio
para seus males. Imagine sair do consultório
segurando nas mãos, em vez da receita, um boletim.
Estado geral de saúde nota seis, e ponto final.
Doente nenhum se contentaria com isso. E os alunos que
recebem apenas uma nota no final de um bimestre, será
que não se sentem igualmente insatisfeitos? Se
a escola existe para ensinar, de que vale uma avaliação
que só confirma "a doença",
sem identificá-la ou mostrar sua cura? Assim
como o médico, que ouve o relato de sintomas,
examina o doente e analisa radiografias, você
também tem a disposição diversos
recursos que podem ajudar a diagnosticar problemas de
sua turma. É preciso, no entanto, prescrever
o remédio. "A avaliação escolar,
hoje, só faz sentido se tiver o intuito de buscar
caminhos para a melhor aprendizagem''. ( p. 27).
Adotam-se ainda práticas na Educação
Infantil que possuem um entendimento equivocado da avaliação
nessa etapa da educação, o que vem gerando
sérios problemas, com conseqüências
preocupantes. A mais grave é a existência
das chamadas classes de alfabetização
que conferem à Educação Infantil
o caráter de terminalidade. São classes
que atendem crianças a partir de seis anos, retendo-as
até que estejam alfabetizadas.
As crianças que freqüentam essas classes
não ingressam na primeira série do ensino
fundamental, até que tenham atingindo os padrões
desejáveis de aprendizagem da leitura e escrita.
A essas crianças tem sido vedado, assim, o direito
constitucional de serem matriculadas na primeira série
do ensino fundamental aos sete anos de idade. A avaliação
nessa etapa deve ser processual e destinada a auxiliar
o processo de aprendizagem, fortalecendo a auto-estima
das crianças. No que se refere às crianças,
a avaliação deve permitir que elas acompanhem
suas conquistas, suas dificuldades e suas possibilidades
ao longo de seu processo de aprendizagem.
Para que isso ocorra, o professor deve compartilhar
com elas aquelas observações que sinalizam
seus avanços e suas possibilidades de superação
das dificuldades. São várias as situações
cotidianas nas quais isso já ocorre, como por
exemplo, quando o professor diz: "Olhe que bom
você já está conseguindo se servir
sozinho", ou quando torna observável para
as crianças o que elas sabiam fazer quando chegaram
na instituição com o que sabem até
aquele momento. Nessas situações, o retorno
para as crianças se dá de forma contextualizada,
o que fortalece a função formativa que
deve ser atribuída à avaliação.
Não é de hoje que existe esse modelo de
avaliação formativa. A diferença
é que ele é visto como o melhor caminho
para garantir a evolução de todos os alunos
uma espécie de passo a frente em relação
à avaliação conhecida como somativa.
Um exemplo de mudança é o seguinte, o
professor deixa de ser aquele que passa informações
e começa a preparar para que elabore seus próprios
conhecimentos no seu dia-a-dia. A avaliação
formativa não tem como pressuposto a punição
ou premiação. Ela prevê que as crianças
possuem ritmos e processos de aprendizagem diferentes.
No desenvolvimento da criança, envolve as habilidades
de ordem física, afetivo, sexual, cognitiva,
ética, estética, de relação
intra e interpessoal. Constitui ainda suporte fundamental
para que a criança possa fazer a ''leitura do
mundo'', ressaltando a expressão corporal como
uma forma de interação social. Assim,
no espaço da Educação Infantil,
a escola deve oportunizar-lhe um ambiente físico
e social onde se sinta acolhida e segura para enfrentar
desafios; à medida que tais desafios se ampliam,
possibilitam-lhe aumentar o conhecimento de si mesma,
dos outros e do meio em que vive, ao mesmo tempo em
que contribuem para o desenvolvimento de habilidades
essenciais, como: autonomia, criatividade, expressividade
e solidariedade.
PIAGET (1989), destacou, entre outros, o aspecto cinético,
referente a expressividade e a mobilidade próprias
das crianças: saltar, pular, correr, escorregar,
rolar, dramatizar, dançar, contar... Assim, um
grupo disciplinado não é aquele em que
todos se mantenham quietos e calados, mas aquele em
que os vários participantes se encontram envolvidos
e mobilizados pelas atividades propostas.
Considerando os aspectos citados, que se vê a
importância de uma avaliação contínua,
onde valorize todos os aspectos do desenvolvimento da
criança, em especial na ''Educação
Infantil ". Daí destacamos o Portfólio
como uma alternativa para uma avaliação
formativa, numa perspectiva de progressão de
aprendizagem, que abre novas possibilidades de estímulo
à reflexão e ao desenvolvimento das habilidades
dos alunos, aspectos que, raramente são possíveis
da avaliação formal.
DOSSIÊS, PORTFÓLIOS E RELATÓRIOS
DE AVALIAÇÃO
Para avaliar, é preciso ter a
sensação de que as coisas valem.Eu não
poderia avaliar, bem se sabe, algo do qual não
esperasse nada. O ato de avaliação implica,
deste modo, uma relação não indiferente
com o mundo, pois capaz de responder, ou não,
a expectativas valorizadas. Foi o que denominamos impossível
indiferença. (HADJI, 1994, p.190)
Portfólio, dossiê, relatórios
de avaliação, todas essas nomenclaturas
se referem, no sentido básico, à organização
de uma coletânea de registros sobre aprendizagem
do aluno que ajuda o professor/professora, os próprios
alunos/as e as famílias uma visão evolutiva
do processo.
Embora não tenha sido possível localizar
um conceito apropriado do termo Portfólio, adotamos
o significado que os professores e professoras de Educação
Infantil utilizam na sua prática pedagógica,
que diz respeito ao registro de trajetória da
aprendizagem do aluno/a que se dar através da
seleção, ordenação de documentos
por ele/a produzidos, ou documentos externos, como fotos,
reportagens, textos, que de algum modo contribuíram
com o percurso de sua aprendizagem, colocando em evidência
seu patamar de desempenho, as hipóteses que levantou
e se os fins que alcançou foram realmente os
propostos no inicio do trabalho.
É importante que a cada dia, seja feito pelo
menos um registro, pois isso possibilita ao professor/a
e ao aluno/a um retrato dos passos percorridos na construção
das aprendizagens. Essa forma de registrar diariamente
a caminhada do aluno/a tem o objetivo de mostrar a importância
de cada aula, de cada passo, como uma situação
de aprendizagem.
É uma valorização de todas as etapas,
todo o processo de busca, indagação, elaboração
de hipóteses na resolução das situações-problema
apresentadas. Com isso é possível perceber
em que nível do processo o aluno se encontra,
ao mesmo tempo em que permite ao professor ressignificar
continuamente sua prática pedagógica.
A organização de um dossiê ou Portfólio
torna-se significativo pelas intenções
de quem o organiza. Não há sentido em
coletar trabalhos dos alunos e alunas para mostrá-los
aos pais/mães somente como instrumento burocrático.
Ele precisa constituir-se em um conjunto de dados que
expresse avanços, mudanças conceituais,
novos jeitos de pensar e de fazer, alusivos à
progressão do estudante.
Percebendo a ação avaliativa em sua complexidade,
HOFFMANN (2002) aponta alguns pontos referenciais estabelecidos
como indicadores de aprendizagem, como em primeiro lugar,
o diálogo entre professor e aluno, necessário
ao repensar das hipóteses, à reformulação
de alternativas de solução. Por outro
lado, dinamizam a reflexão do professor e professora
sobre seus próprios posicionamentos metodológicos,
na elaboração de questões e na
análise de respostas dos alunos/as.
Portanto, é a partir da análise de situações
vividas pelos professores e professoras no seu cotidiano,
através da expressão e manifestação
de suas dúvidas e análises, que podemos
estar verificando a prática na avaliação
formativa. Diante de diversas modalidades de avaliação
surgiu um interesse de conhecer e ainda verificar o
processo formal de avaliação formativa,
e como é aplicado na Educação Infantil,
acompanhado o desenvolvimento da criança.
AVALIANDO A AVALIAÇÃO
NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL
Borboletinha, ta na cozinha, fazendo
chocolate para a madrinha. Poti, Poti, perna de pau,
olho de vidro nariz de pica-pau.
(Parlenda Infantil)
Após o trabalho relativo ao
desenvolvimento das leituras, selecionamos uma Escola
de Educação Infantil, no município
de Porto Velho, da rede particular para realizarmos
as investigações no intuito de analisarmos
as aproximações e distanciamentos na relação
teoria e prática. De acordo com a direção
da referida escola, a referência pedagógica
adotada é a concepção construtivista.
Foi feita uma amostragem a partir da colaboração
de três docentes, mediante a aplicação
de questionários, de onde foi possível
verificar as suas idéias a respeito do processo
avaliativo.
Observamos no decorrer das investigações
que os professores/as afirmam ser necessária
a prática de avaliar seus alunos e alunas. Estão
avaliando as crianças de forma contínua
e sistemática, porque para elas a avaliação
é a fonte de coleta de informações
a respeito do desenvolvimento global do educando no
que se refere à sua socialização
e aprendizagem.
Avaliar, nesta perspectiva significa realizar ações,
tais como: organizando, fazendo análises mais
precisas sobre sua evolução, comparando
tarefas, estabelecendo relações entre
respostas apresentadas antes e depois, percebendo os
erros que se repetem, bem como a transição
das concepções prévias para os
conhecimentos científicos.
Verificamos que as professoras colaboradoras deste estudo
conhecem e trabalham com Portfólios, para elas:
"são instrumentos mediadores importantes
para o acompanhamento de uma criança de uma etapa
para outra, atuam na sua rotina de trabalho como mediadores
de um trabalho interdisciplinar".
Com relação, a prática pedagógica,
ficou claro, que todas as professoras da escola investigada,
preocupam-se em avaliar-se, tais como prestando atenção
nos alunos e alunas, registrando, pontos interessantes,
fazendo observações que o chama atenção,
seu comportamento, se está avançando,
de acordo com seus objetivos traçados, respeitando
o ritmo de cada um, a professora deverá ter presente
a consciência da relação existente
entre seu trabalho e o desenvolvimento de seus alunos
e alunas.
Destacamos ainda, que há uma busca constante,
por parte do corpo docente de um modelo de avaliação
que efetivamente corresponda às atividades propostas
em seu planejamento, que ao mesmo tempo se constitua
tanto como uma forma de avaliar os alunos, mas também
possibilite meios para avaliação do trabalho
da professora.
Verificamos ainda, conforme os relatos da pesquisa que
as professoras têm muito claro que na prática,
a avaliação deve permitir às crianças
que elas acompanhem suas conquistas, suas dificuldades
e suas possibilidades ao longo de seu processo de aprendizagem.
Para que isso ocorra, a professora deve compartilhar
com elas aquelas observações que sinalizam
seus avanços e suas possibilidades de superação
das dificuldades. Mostrar por exemplo, o que elas sabiam
fazer quando chegaram na instituição com
o que sabem até aquele momento. Nessas situações,
o retorno para as crianças se dá de forma
contextualizada, o que fortalece a função
formativa que deve ser atribuída à avaliação.
Constatamos pelo que foi exposto, que a avaliação
para se constituir como um instrumento voltado para
reorientar a prática educativa, e nesse sentido,
reafirmamos as falas das professoras de que a mesma
deve se dar de forma sistemática e contínua,
tendo como objetivo principal à melhoria da ação
educativa. Os pais e mães, também, têm
o direito de acompanhar o processo de aprendizagem de
suas crianças, se inteirando dos avanços
e conquistas, compreendendo os objetivos e as ações
desenvolvidas pela instituição.
O que analisamos na escola em pauta, infelizmente nem
sempre acontece em outras instituições
de Educação Infantil, cuja concepção
privilegia o processo e não o produto. É
comum se deixar para avaliar a criança apenas
por ocasião do seu ingresso na 1ª série.
Entendemos que não se pode deixar para "avaliar"
ou "verificar" se as crianças estão
preparadas para ingressarem na primeira série
do ensino fundamental, quando estiverem com seis anos
de idade nas chamadas "classes de alfabetização",
é quando se pergunta o que foi feito com essas
crianças da Educação Infantil?
Que memória a escola tem de suas avaliações?
Não podemos perder de vista que a LDB - Lei de
Diretrizes e Bases - Nº 9394/96 em seu art. 30
inciso II, preconiza que: "A educação
infantil será oferecida em (...) e pré-escolas,
para as crianças de quatro a seis anos de idade".
Questionamos, se não há nenhum tipo de
análise de como a criança chega na instituição,
como se comporta no decorrer dos dias, meses no que
avançou, o que ficou mais complicado de compreender,
de desenvolver, de criar, de experimentar, como fica
sua leitura de mundo, como fica os avanços no
que diz respeito à aprendizagem da leitura e
escrita?
No entanto, ainda perguntamos: não será
de grande contribuição está registrando
diariamente todos os aspectos acima citados, através
da avaliação formativa, particularmente
mediante o uso do Portfólio, para então
se verificar o desenvolvimento global da criança?
Temos conhecimento que há muitas perguntas a
serem respondidas, como por exemplo: como fica a escola
que ao longo da Educação Infantil avalia
valorizando o processo e que ao se deparar com o ensino
fundamental modifica completamente este modelo de avaliação,
exigindo apenas a nota e, negando desta forma os aspectos
qualitativos da avaliação expressos na
legislação educacional?
Finalmente, podemos relatar que são muitas as
alternativas possíveis para acompanhar a progressão
da criança, relacionando-a em diferentes aspectos
de sua realidade física e social, resgatando
as raízes culturais de seu meio e de outros.
Fica o desafio e o comprometimento de construirmos conhecimentos
que efetivamente ajudem as crianças da Educação
Infantil a avançarem um pouco mais em relação
ao ponto em que se encontram. Eu vi um menino correndo,
eu vi o tempo, brincando ao redor do caminho daquele
menino (3 )...
NOTAS EXPLICATIVAS
3 - Fragmento da música: Força
Estranha. Roberto Carlos e Caetano Veloso. 1984. Som
Livre. São Paulo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL.MEC - 1998. Referencial Curricular
Nacional para Educação Infantil. Conhecimento
de Mundo. Volume 3.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da
Educação. N.º 9.394, de 1996. Disposições
Constitucionais, Lei nº 9.424, de 24 de Dezembro
de 1996. Brasília, DF, 1998.
FORÇA ESTRANHA. Caetano Veloso
& Roberto Carlos. CD Coletânea 3. Faixa 8,
nº 52274-2. Som Livre, 1984.
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover.
2. ed. Porto Alegre: Editora Mediação,
2002
__________________ . Avaliação Mediadora:
educação e realidade. 17. ed. Porto Alegre:
Editora Mediação, 1998.
__________________ . Avaliar para ensinar,
não para dar nota. In: A Revista do Professor
Nova Escola, nº 159 jan/fev, 2003. p. 27.