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::. Avaliar o Educador: Metas e Princípios
Poeta Professor Silas Correa Leite
Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm
E-mail - poesilas@terra.com.br
Poeta Prof. Silas Corrêa Leite, Educador, Jornalista, Escritor Premiado De Itararé-SP
Membro da UBE-União Brasileira de Escritores
Educador da Rede Pública e Particular de Ensino. Pós-graduado em Educação, Literatura, Relações Raciais e Inteligência Emocional. Autor do Romance Virtual de sucesso ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, no site: www.hotbook.com.br/rom01scl.htm


O Educador deve se auto-avaliar? Sempre, constantemente. O Educador pode ser avaliado? Claro e com consciência cristalina de sua importância sócio-pedagógica. Auditar as partes, no contexto do processo ensino-aprendizagem, será o primeiro passo altamente funcional entre a teoria e a práxis, dentro da tão atacada reforma do ensino público, principalmente nesses estranhos tempos às vezes insanos de bem açodada (e pouco ético-humanitária) globalização neoliberal e seu mercenário neoescravismo terceirizado.

Quando eu pegava uma (antiga) Quinta Série e ia fazer uma aula introdutória de apresentação avaliativa com a classe toda, em análise de habilidades básicas, aptidões essenciais, conteúdos de letramentos (de toda a sorte) e conhecimentos hábeis para o elo seqüencial do planejado conteúdo da série/ciclo avante, eu já sabia da “competência”, ou não, da colega pedagoga que me antecedeu em ano letivo anterior no comando da classe que me chegava de atribuição.

Claro que há mestres bons e mestres com carências de todos os tipos, de problemas como manejos a espirituais, de técnicas e limitações, de conteúdos ou alienações, de didáticas a distanciamentos, e o pior que notei foi o de falta de atualizações funcionais do meio e objetivos do meio educativo; alguma falta de parâmetros, paralelos analíticos ou mesmo grandes falhas no que deveria ser o profundo e necessário estágio avaliativo do processo ensino-aprendizagem da escola pública até como uma rede sócio-comunitária.

Aluno lendo, escrevendo, somando, a partir inclusive de sua bagagem: professores dando conta do recado. Aprovei. Fazendo por merecer o crédito de profissional da educação. Sorte nossa. Classe em processo de ciclo seqüencial. Campo lavrado.

O mestre deve humanizar o letramento. Fornecer diferentes tipos de linguagens dentro do processo ensino-aprendizagem, para que o aluno se reconheça e se aproprie devidamente disso, e com isso também reforce a construção paulatina de sua autonomia social, no contexto sócio-educacional que, certamente o levará a ser crítico e a ter uma evolutiva consciência cidadã.

Classe com problemas de déficit educacional: grito de alerta. Professor, em tese, não passou na “lição” de passar a lição da classe que é mesmo, sempre, a devida inter-relação professor/aluno, metodologia e resultantes. Pipocou o efeito seguinte da somatória de apreendências. Falha técnico-educacional.

Claro que, os mestres aprovados, por assim dizer, estão sempre atuantes, graciosamente atualizados, mudando sistemáticas e refinos de meio. Atentos. Informatizados. Lendo muito. Parar de estudar é estacar a visão, o limite, o sentido de busca em comum, em conjunto (da equipe) até. Professores reprovados, normalmente são reclamões, atrasados, desconfiam de tudo, quando não enrolam aulas; sempre com um pé atrás contra o “novo” e o moderno, quando não problematizados dentro do que preconiza o próprio psicossomático, alguns estranhamente ranzinzas, vários quizilentos, sacrificando assim (também pudera) todo o processo de ensino (tempo e espaço físico também) que é abrangente e, avalia sim - na cobrança da reciprocidade - o lado afetivo do educador.

Com os alunos carentes sondados, de alguma forma se manifestando, com o mestre ouvindo sim os tácitos reclamos dos teens cidadãos, e saca-se o emergente. O professor é chato. O professor é nervoso. O professor é lento, devagar quase parando. O professor enrola. Lê jornal em sala de aula. Faz tricô. Fuma desesperadamente. Alerta. O profissional que não gosta de lecionar, que profissional é? Pior: quando o aluno detecta que professor não ama, não demonstra isso no toque, no cotidiano, no dia-a-dia. Não deve ser amado, portanto, aludem alguns. Tristes, chutam outros. Amar-se a si mesmo, para repassar esse amor serviçal de produtor de conhecimento faz parte, rio e canoa no mesmo fluxo da viagem margem e remanso. Será o impossível?

Como compor situações assim, desse feitio, como nódoa num trabalho em equipe escolar? Contemporanizar para valorar colegas defasados? Cursos. Reavaliações de percursos. Trocas. Amabilidades. Readaptações. Dicas. Tratamentos. Alertas, diálogos. Conversar e estudar juntos, revendo conteúdos, métodos, metas, conceitos e princípios.

Mudar o regime, a sistemática, o modus operandi em classe. Alunos não devem ser cobaias de neuras sublimadas. Aprender, reaprender. Alunos não são alvos. São metas a serem atingidas, por princípios metodológicos funcionais de alfabetização, letramentos, conteúdos, avaliações contínuas, conceitos (revisão dos) e mesmo mudanças radicais de posturas, linguagens e inter-relações.

Avaliado o educador, com uma boa visão e disposição para evoluir, podemos sim, dar de dez a zero na auditoria funcional. Não devemos é passar recibo pra estagnação, nem darmos diploma pra ignorância, antes, revermos conceitos e estarmos pronto para mudanças radicais, infovias, evoluções, somas. Quem for bom profissional no ensino público, vai ser bem avaliado e, assim, quem sabe, até mesmo valorado e então poder continuar estudando, mudando o ensino para muito melhor. Essa é a idéia. Esse é o sonho. Metas e princípios no mesmo contexto. Professor com prazo e validade vencido? Reciclagem nele. Os seres humanos não têm peças de reposição. O educador, se auto-avaliando, pode estar sempre na vanguarda, na dianteira. Assim é que se faz. Começar de novo, como diz a balada de Ivan Lins, pois vai valer a pena, então, ter esse exercício de sonho, de luta e trabalho profissional. Vai valer a pena ter se reconhecido inteiro e pleno nessa profissão magna de Educador!
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