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::. Desenvolvendo habilidades básicas de pensamento: possibilidades
de reflexão e pensar correto
Zuleide Blanco Rodrigues
Graduada em Pedagogia (PUC-SP), pós-graduada em Educação (PUC-SP) e leciona no Colégio FMU.
E-mail:
zuleide.blanco@bol.com.br

Este artigo pretende expor parte do trabalho do educador e professor de filosofia Mattew Lipman, que desenvolveu um programa de ensino revolucionário - o Filosofia para Crianças - para aprimorar no aluno a capacidade de analisar conceitos, tomar decisões equilibradas e relacionar-se eticamente com a comunidade. Dentre suas obras, encontra-se o estudo do desenvolvimento das habilidades básicas do pensamento, um programa metodológico, igualmente revolucionário que serve como guia para o professor, interessado em fundamentar sua ação pedagógica à luz dos ensinamentos deste notável estudioso.

O que Lipman nos ensina, na verdade, através dessa prática, é que existe a possibilidade de os alunos terem um pensar reflexivo e autônomo, diante das questões que lhes são apresentadas, seja através das disciplinas do currículo em si ou nos conflitos vividos pela sociedade.
O método de Mattew Lipman, quando aplicado de forma intencional, sistematizada e com competência, nos permite visualizar uma transformação no ensino: mais aptas em raciocinar, formar juízos e conceitos, as crianças melhoram seu desempenho escolar em todas as disciplinas.
Segundo Lipman (1995), as pessoas já nascem com habilidades que permitem o pensar. Por isso todos pensam. Mas, nem todos pensam bem.
Para o desenvolvimento do "pensar bem", Lipman sugere a estimulação através da educação escolar, das habilidades cognitivas de pensamento, alertando para o fato de que estas sempre ocorrem de forma integrada a cada contexto ou situação problemática em que são exigidas. O professor precisa apropriar-se do conhecimento de cada uma das habilidades para identificá-las com presteza.

OS QUATRO GRUPOS DE HABILIDADES COGNITIVAS
Nós ensinamos as nossas crianças como os outros pensam. Exemplificando temos o como se introduz na sala de aula uma interpretação de texto. O professor, quase sempre, inicia assim: "o que o autor pensa sobre isto ou aquilo; o que o autor quis dizer ao usar determinadas expressões e assim por diante. Precisamos ensinar nossas crianças a pensar por si próprias. Começamos apresentando síntese dos quatro grupos de habilidades cognitivas do pensamento.

1º grupo - HABILIDADES DE INVESTIGAÇÃO
Investigação é busca por soluções para se resolver uma questão. Essa busca deve ser minuciosa, criteriosa e, se necessário, transformada em algo melhor. A ação da investigação é investigar, buscar, pesquisar minuciosamente algo. Uma vez encontrados os dados, procura-se estabelecer as relações que os envolvem, melhorando-os ou transformando-os em outros fatos. Não podemos deixar de dar à investigação, como nos diz Lipman, o caráter do pensar bem, do pensar ético, otimizando, desta forma, a investigação e facilitando a resolução da questão apresentada.
Para ter competência no processo da investigação, são necessárias, minimamente, as habilidades que passo a expor.

A habilidade de saber observar bem
Observar é olhar com atenção, notar, reparar. Observação é ação de observar, de fazer um exame acurado de algo, atendo-se aos mínimos detalhes. Usamos os sentidos externos e a sensibilidade interna na realização da observação. Aproveitando-nos de conceitos e pré-conceitos culturais formados, produzimos percepções e conhecimentos.
Observar é uma habilidade que todos temos e que podemos melhorar. Para começar, podemos observar usando nossos sentidos, o trajeto de nossa casa ao trabalho, à escola, ou mesmo, de um passeio. Quanta coisa há nesses trajetos, rotineiros ou não, que não nos damos conta, provavelmente coisas que nos trariam grande satisfação se observadas com qualidade.
Desenvolvendo nossa habilidade de observar bem, tornamos mais fácil o trabalho de orientar nossos alunos em sala de aula, para observarem bem os conteúdos das disciplinas a serem estudadas.


A habilidade de saber formular questões ou perguntas substantivas

Perguntar é indagar, querer respostas a algo que nos desperta a curiosidade. Perguntar por perguntar, não leva a nada. O importante é que ao serem explicitadas, as perguntas gerem um movimento interno, que nos leve a ir em busca das respostas que as resolvam.
Perguntas tidas como "bobas", não nos parecem merecer crédito, são vistas com indiferença, não nos mobilizam a nada. Ao formular perguntas, devemos nos certificar de sua relevância e da verdadeira necessidade de respostas que resolvam o problema em questão.
Numa aplicação prática é dado um texto aos alunos para que façam, primeiramente, leitura silenciosa para se inteirarem do conteúdo. Findo este tempo, solicita-se que os alunos façam perguntas com respeito ao texto, coisas que lhes tenham despertado interesse. As perguntas feitas vão sendo escritas no quadro de giz, uma a uma, identificadas pelo autor, procedimento este que estimula outras perguntas, mesmo dos alunos mais reservados. O próximo passo é trabalhar coletivamente essas perguntas, montando um quadro com os temas que forem sendo gerados, como por exemplo a moral, a ética, a cultura, discriminação, preconceito e outros. Escolhe-se, então, com o aceite de todos, um dos temas para aprofundar estudo.
Esta habilidade pode ser desenvolvida em todas as disciplinas do currículo com retorno bastante positivo.
Não são todos os alunos que têm facilidade para formular "boas perguntas". Nesse caso, entra o professor, como mediador e orientador do processo, que com a sutileza necessária, verte a pergunta feita em outra que seja pertinente ao texto trabalhado. Com o tempo, os próprios alunos avaliam suas perguntas e as tornam inteligentes, substantivas e coerentes.
O esforço posto na investigação advém de boas perguntas, precedidas de observação, além de abrir caminho para uma boa pesquisa.

A habilidade de saber formular hipótese

As hipóteses, segundo Aristóteles, "estabelecem sua existência, para deduzir as conclusões". Saber formular hipóteses é antever as soluções possíveis ou viáveis.
As repostas desejáveis são aquelas que realmente possam resolver as questões postas à discussão. A validade das hipóteses, crê-se, vem da necessidade de serem resolvidas.
A instabilidade do mundo de hoje clama pelo desenvolvimento do pensamento criativo, prática que nos orienta no enfrentamento dos muitos desafios que aparecem. Elabora hipóteses plausíveis quem é capaz de imaginar, de supor, de inventar, de criar alternativas, ou seja, usar e abusar do pensamento criativo.
Se a escola propõe um trabalho no qual os alunos aprendam a fazer boas perguntas, é interessante que os encaminhe também a encontrar respostas plausíveis (hipóteses), não fragmentando o processo do pensar bem, que tem a continuidade no próximo passo, a comprovação.
No contexto de sala de aula, os jogos, as brincadeiras, a diversificação das atividades devem estar voltadas ao emprego dessas habilidades, com a supervisão do professor que, continuamente atento, avalia e intervém educacionalmente quando necessário, facilitando o desenvolvimento do processo.
O aprendizado do pensar bem é um processo e como tal deve ser tratado. O professor que, ao intervir, vem com as respostas prontas, tira de seu aluno a possibilidade de, ele mesmo, encontrar as respostas aos desafios que lhes foram propostos.
O processo educacional ganha vida quando é criativo, induz à imaginação, à criação e, quando surge o desafio é necessário que os interventores tenham a paciência e disposição para atender às diferenças individuais, respeitando o ritmo de cada aluno.

A habilidade de saber buscar comprovações

Tenho a pergunta, tenho a possível resposta (hipótese), mas não tenho ainda, a comprovação. A confirmação ou não de uma hipótese é fundamental no direcionamento da forma de agir.
O professor deve ser o cobrador dos argumentos que comprovem uma hipótese. Saber buscar comprovação é uma habilidade aprendida através de estímulos para a averiguação, para a medição, para a argumentação, para a verificação, para a constatação etc..
Os desafios a serem comprovados pedem as mesmas habilidades que as utilizadas nas situações anteriormente vistas. Os professores, nessa etapa, devem pedir aos alunos que busquem as possibilidades de as hipóteses se confirmarem ou não, alertando-os para as possíveis transformações nas respostas dadas em função de sua plausibilidade.
A atenção é condição "sine qua non" para se chegar a uma prática de acerto.
A comprovação surge também, nos diz Lipman, de bons argumentos, de boas razões. Promover esse aprendizado através da mostra de vários autores, buscando-se nos textos os argumentos usados e submetendo-os à avaliação necessária.
A comprovação, através de análise de argumentos, é um procedimento válido aos maiores, dado seu grau de dificuldade. Com as crianças pequenas é possível desenvolver essa comprovação, por exemplo, identificando argumentos de personagens de histórias e, na troca de idéias, avaliar se os argumentos ou as razões, de um ou de outro personagem foram bons ou não, e por quê.

A habilidade, ou melhor, a disposição à auto-correção

A probabilidade de que o erro pode nos levar ao acerto, dá importância fundamental a esta habilidade. Avaliar o porquê da não comprovação da hipótese, assumir que houve equívocos ou enganos e disponibilizar-se à auto-correção é uma atitude que mostra sabedoria naquele que a pratica.
Os alunos se habituarão a buscar erros e fazer auto-correção, se esta for uma prática realizada através procedimento de atividade lúdica. Um trabalho gostoso que leve à percepção do erro e à necessidade de transformá-lo em acerto.
Podemos praticar a auto-correção numa conversa organizada em torno de um tema (diálogos investigativos). Um círculo é formado pelos alunos, tendo o professor entre eles, onde se lê um texto, previamente selecionado pelo professor, e parte-se para a argumentação individual com justificativa. Os alunos, um a um, vão dando sua opinião, acompanhada dos porquês de seu pensamento nessa linha. Argumentos irrelevantes podem surgir. Nesse caso, o aluno será alertado a repensar sua argumentação, fazer-lhe a correção e re-apresentar seu argumento e justificação.
Coisas concomitantes acontecem com esse procedimento, os alunos passam a não aceitar qualquer resposta, argumento ou justificativa, tornam-se críticos, exigentes de uma coesão e coerência nas falas dos colegas e nas próprias, vão aos poucos, sem perceber, se transformando em seres pensantes com qualidade.

2º grupo: HABILIDADES DE RACIOCÍNIO

Raciocínio é qualquer procedimento de inferência ou prova, portanto qualquer argumento, conclusão, inferência, indução, dedução, analogia, etc., é tirar de dentro das relações novas informações ou conhecimentos.
Raciocínio é o processo que se dá ao movimento que parte de algo conhecido, para chegar a algo novo, através da dedução, indução, prova, demonstração, inferência, silogismo, argumento, analogia.
Premissa, diz o verbete do dicionário, é a teoria que serve de base ao raciocínio.
Exemplo (tirado do livro Filosofia: Fundamento e Métodos, de Marcos Antônio Lorieri, 2002): relato de uma professora sobre o diálogo de uma menina de 4 anos com sua avó, por telefone.

Menina: - Vovó, meu irmão está muito triste porque minha mãe jogou todos os seus brinquedos no lixo.
Avó: - Mas que coisa! Está bem! Quando seu avô chegar, iremos até aí e vamos trazer seu irmão para morar conosco.
Menina: - Vovó, sabe de uma coisa também? A minha mãe jogou todas as minhas bonecas no lixo!...

Percebe-se nesse relato, a rapidez com que a menina inferiu, com base na resposta da avó. Claro está para a menina que se a avó vai levar o irmão para morar com ela, porque a mãe jogou seus brinquedos no lixo, então, se as suas bonecas forem para o lixo também, por obra da mãe, também ela irá morar com a avó.
Raciocínio é um processo mental e argumento é processo enquanto falado. As palavras "então, portanto, por conseguinte, e outras similares" se reportam ao raciocínio/argumento.
O intervir do educador aqui deve ser o de avaliar se o raciocínio/argumento é válido ou não, se a conclusão procede ou não; analisados todos os pontos, deve o professor provocar os alunos, auxiliando-os na compreensão e no correto desenvolvimento desta habilidade.
Raciocinar bem ou argumentar bem pressupõe o conhecimento de algumas habilidades de relevante importância. Dentre as várias habilidades educacionais necessárias, as prioritárias, que nos apresenta Marcos Antônio Lorieri são:
" A capacidade de produzir bons juízos, interligada à capacidade de se chegar a boas afirmações e boas investigações. Processo de desenvolvimento já apresentado.
" A capacidade de estabelecer relações adequadas entre idéias e, principalmente, entre juízos. Esta é uma importante habilidade, pois envolve a maneira pela qual estabelecem-se as relações entre coisas, objetos, seres de qualquer espécie, situações; relações sociais desportivas, de igualdade, de semelhança, de diferença, etc..

É de Mattew Lipman a assertiva - "Pensar é fazer associações e pensar criativamente é fazer associações novas e diferentes". Isto deve ser estimulado.
Associar palavras a palavras, frases a frases e perguntar o porquê das associações, estimula o relacionamento. Em atividades pedagógicas, aplica-se o relacionamento entre fatos, personagens e suas qualificações, textos e outras relações. O importante é diversificar, ininterruptamente, para que os alunos se afinem com os mais variados tipos relacionais.

" A capacidade de inferir ou tirar conclusões. Esta habilidade, de igual importância às demais, está diretamente relacionada ao raciocínio, por conferir-lhe um fechamento, deve, portanto, ser alvo de nossa disposição em estabelecer o seu amplo desenvolvimento. A habilidade de tirar conclusões não está somente inserida nas disciplinas pedagógicas, mas nos acontecimentos da rotina diária. Chegar a boas conclusões é um dos meios de se conseguir bons resultados em nossos afazeres, em nossas relações, em nosso aprendizado ou conhecimento.
" A capacidade de identificar ou perceber pressuposições subjacentes é tão importante quanto a capacidade de inferir para o desenvolvimento correto do raciocínio. Esta capacidade desenvolvem-na personagens como Sherlock Holms, por exemplo, que percebe o que não se vê, o que está por trás das cortinas, nas entrelinhas, no oculto. É a capacidade que, quando bem desenvolvida, possibilita o desvendar dos mistérios.

Usando da diversificação de textos e abordagem de assuntos variados é possível fazer muitos exercícios, buscando emergir o que está implícito.
O Professor Marcos A. Lorieri é muito feliz quando afirma que "O importante é que todo professor se convença de que, hoje, não basta "dar conta do conteúdo" de sua área ou que é suficiente realizar alguma atividade programada: ele precisa estar atento aos desempenhos cognitivos de seus alunos e precisa saber ajudá-los a melhorar tal desempenho."

3º grupo: HABILIDADES DE FORMAÇÃO DE CONCEITOS

Conceito exprime o que uma coisa é. Para Lipman: "Conceito é o resultado final de um conjunto de informações e as relações que lhes são pertinentes."
Pensemos, para exemplificar, em uma cadeira. O produto final cadeira expressa um conjunto de informações que se relacionam entre si e nos dão a definição universal de cadeira. Uma cadeira, portanto, é um objeto que tem assento, espaldar e pés que a sustentam, serve para sentar. Os diferentes designers de cadeira dependem da arquitetura que lhes foi imposta, permitindo-nos afirmar, também que conceito é uma explicação intelectual de algo.
Da relação direta ou não com os objetos, situações, fatos, contextos diversos formam-se os conceitos. Os conceitos históricos, matemáticos, lingüísticos, científicos, espaciais vão sendo construídos a partir da diversidade estratégica com que as informações vão chegando e sendo articuladas.
A posse de conceitos articulados passa a integrar o processo de pensar, seja na forma de juízos, encadeamento de juízos, no raciocínio/argumentação ou explanações discursivas.
Quando pensamos, estabelecemos relações entre idéias, confirmando ou transformando-as em novas relações. O processo do pensar acontece ao se articular idéias ou conceitos.
Idéias ou conceitos articulados configuram a essência do pensar.
Compete à educação dos jovens ou das crianças a tarefa de fornecer ampla formação de conceitos que irão alicerçar o desenvolvimento mental, capacitando-os a compreender a realidade com a qual interagem, e a ratificar ou transformar essa realidade.
Um universo de palavras colocado à disposição dos educandos sem o entendimento de seu significado, transforma-se em algo vazio, não formador de mentes intelectuais, capazes de articular esse universo em conceitos vários. Agora não falamos em tarefa, mas na disposição que deve ter o educador para estimular o aluno a perguntar pelo significado das palavras.
As habilidades essenciais na formação de conceitos são:
" Habilidade de explicar ou desdobrar o significado das palavras.
" Habilidade de construir e reconstruir os elementos que compõem um conceito.
" Habilidade no uso dos dicionários, enciclopédias ou perguntando o significado das palavras e sua melhor aplicação, diretamente a pessoas intelectualmente mais preparadas.
" Habilidade de observação da essência da coisa estudada, qualificando-a verdadeiramente como tal.
" Habilidade de definir, dizer com segurança que algo é, impossibilitando a colocação de dúvidas.

As brincadeiras ou jogos com as perguntas "o que é; o que é que é", direcionam os educandos a aplicar a habilidade de definir, essa muito útil à formação de conceitos.
Por mais que demande tempo, por ser a formação de conceitos uma tarefa lenta, não deve ser confundida com "perda de tempo", pois é um trabalho enriquecedor que trará excelente retorno ao processo ensino-aprendizagem.

4º grupo: HABILIDADE DE TRADUÇÃO

Traduzir é ser capaz de dizer algo que já está dito, com suas próprias palavras. É expressar a mesma coisa de outra forma, garantindo a sua essência - de acordo com Lipman: "O que ocorre nas boas traduções de uma língua para outra". Pode-se dizer de outras formas a mesma coisa, não alterando sua autenticidade, usando de recursos como mímica, iconografia, expressão corporal e outros.
O desempenho em traduzir envolve as habilidades de interpretar, parafrasear, analisar, buscar significados corretos e formar conceitos.
Na escola, nas brincadeiras, nas relações interpessoais, na feitura de provas vestibulares ou na vida, a habilidade de traduzir é de suma importância e deve garantir a fidelidade à essência do original. Verificamos que são várias as situações nas quais a habilidade de tradução aparece, portanto deve ser dado ao educando o direito de aprendê-la.

Conclusão

Aos educadores, interessados em uma Educação para o Pensar, cabe o estudo acurado das habilidades cognitivas, e, o transferir esse conhecimento com propriedade e competência, propiciando aos alunos compreender e incorporar ao seu saber a aplicação dessas habilidades com entusiasmo, prazerosamente ou não, porém certos da validade nos resultados finais, ou seja, a aplicação desse conhecimento na vida, facilitando a tomada de decisões com autonomia e segurança. Afinal, o mundo de hoje pede pensadores com qualidade no pensar as urgências educacionais, sociais ou morais que emergem no dia-a-dia.
Voltamos a afirmar que o uso das habilidades, no contexto escolar, não acontece isoladamente, ao contrário, é um trabalho integrado cujo objetivo final é dar consistência ao processo reflexivo do pensar bem.

Bibliografia

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970.

LIPMAN, Mattew. A filosofia vai à escola. São Paulo: Summus, 1990.

________ et al. A filosofia na sala de aula. São Paulo: Nova Alexandria, 1994.

________. O pensar na educação. Petrópolis: Vozes, 1995.

LORIERI, Marcos Antônio. Filosofia no Ensino Fundamental. São Paulo: Cortez, 2002.

SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez, 1980.
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