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::. Dislexia: Uma dificuldade e não uma impossibilidade
Nívea Carvalho Fabricio / Vânia Carvalho Bueno de Souza
Colégio Graphein
Rua Cotoxó, 608 - Perdizes - CEP: 05021-000 - Tel: 3868-3850 - Fax: 3868-3015
Email: graphein@graphein.com.br - www.graphein.com.br


O Colégio Graphein é um colégio particular de São Paulo especializado no atendimento de alunos com dificuldade de aprendizagem. Da Educação Infantil ao Ensino Médio, a proposta curricular é realizada através de projetos psicopedagógicos individualizados, respeitando o ritmo de aprendizagem, habilidades e interesses de cada aluno.

“...precisamos de alunos ativos, que aprendam a descobrir por si mesmos, em parte através de sua própria atividade espontânea,em parte através do material que organizamos para eles... Jean Piaget”

A Dislexia é a mais comum das perturbações de aprendizagem, e se manifesta geralmente no ambiente escolar. Caracteriza-se pela dificuldade em reconhecer e ler palavras, mas em nada está relacionada com a inteligência. Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a Dislexia ocorre com maior freqüência nas salas de aula entre os alunos com dificuldades genéricas de aprendizagem. Pesquisas revelam que cerca de 15% da população mundial é disléxica.

A dislexia não é o resultado de má alfabetização, falta de estímulo, não é relacionada à condição sócio-econômica ou à baixa inteligência do aluno. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas no padrão neurológico e em hipótese alguma o disléxico tem comprometimento intelectual.

Para os professores é um aluno desatento; para os pais, preguiçoso; ele mesmo considera-se “burro”. Estes são alguns dos adjetivos que costumam qualificar o disléxico, que também é desligado, desorganizado, “boa-vida”. São nomes aos quais ele se acostuma e fazem parte de seu dia-a-dia. É com uma vivência de múltiplos insucessos e com a auto-estima abalada, que eles geralmente chegam ao Colégio.

A forma de lidar com o disléxico deve ter como base uma correção adequada dos erros inconscientes, percebidos ou não. Inicialmente uma nova maneira de posicionar-se durante o seu dia-a-dia, que consiste na introdução de uma reprogramação postural e respaldo afetivo para que o indivíduo possa ter consciência de seus erros. É necessário entender suas constantes recusas aos conteúdos pedagógicos, “falta de limites” e agitação perante as propostas escolares. Praticar esta observação e aprender a corrigir-se é o melhor caminho.

No Colégio Graphein, buscamos caminhos para que o aluno que não desenvolveu autonomia suficiente efetive o processo e comece a construção de sua aprendizagem.Geralmente a criança apresenta vários sintomas, tais como:

· Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;

· Desatenção e dispersão;

· Dificuldade em copiar de livros ou da lousa;

· Desorganização geral (constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares ou a desordem com seu material escolar);

· Dificuldades em manusear mapas, dicionários, etc...

· Vocabulário pobre;

· Dificuldade na matemática;

· Problemas de conduta;

· Grande desempenho na oralidade;

· Escrita com muitos erros ortográficos;

· Qualidade da caligrafia bastante deficiente;

· A velocidade da leitura é inadequada para a idade;

· Utiliza estratégias e truques para não ler, parece que sonha acordado;

· É imaginativo e criativo

Conhecendo as causas das dificuldades e o potencial do aluno, poderemos utilizar a conduta mais conveniente e eficaz. O Disléxico responde muito bem a tudo que passa pelo concreto, e ele pode contornar a dificuldade desde que receba apoio.

Um de nossos ex-alunos, hoje aluno da Universidade Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, já trabalhando e assumidamente disléxico, na colação de grau do Ensino Médio, muito nos sensibilizou pela mensagem que leu: “Aqui no Colégio Graphein aprendi que necessito sempre pensar para escrever e preciso também de um papel e uma caneta bonita para emoldurar meu texto”.

Para que isso aconteça é necessário:

• Desejar conhecer o aluno e aumentar a sua autoconfiança.

•Estar mais interessado naquilo que o aluno pode ou deseja aprender do que em rótulos sobre ele.

•Prover suportes (acessibilidade arquitetônica, atendentes pessoais, profissionais de ajuda, horários flexíveis)

•Indicar recursos adequados a cada aluno, tais como: livros, entidades, aparelhos.

•Fornecer informações sobre recursos externos à escola e intermediar a conexão com pessoas e entidades que possam ajudar o aluno na comunidade.

•Estimular outras pessoas importantes na vida dos alunos com o processo educativo.

•Ser flexível nos métodos de avaliação, sabendo que os testes, provas e exames provocam medo e ansiedade.

•Utilizar as experiências de vida do próprio aluno como fator motivador da aprendizagem.

“Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito.
Obra de lápis e esponja”. (Machado de Assis)

Dislexia – (do grego) dus = difícil, dificuldade; lexis = palavra.
substantivo feminino Rubrica: medicina, psicolingüística.

1 perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e os fonemas, bem como na transformação de signos escritos em signos verbais
Obs.: cf. disortografia

2 dificuldade para compreender a leitura, após lesão do sistema nervoso central, apresentada por pessoa que anteriormente sabia ler. (Dicionário Houaiss da língua Portuguesa)
Profissionais da Educação,
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