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Escrever
e criar é só começar |
Poeta Professor Silas Correa Leite
Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm
E-mail - poesilas@terra.com.br
Poeta
Prof. Silas Corrêa Leite, Educador, Jornalista,
Escritor Premiado De Itararé-SP
Membro da UBE-União Brasileira de Escritores
Educador da Rede Pública e Particular de Ensino.
Pós-graduado em Educação, Literatura,
Relações Raciais e Inteligência Emocional.
Autor do Romance Virtual de sucesso ELE ESTÁ NO
MEIO DE NÓS, no site: www.hotbook.com.br/rom01scl.htm
-Que
prazer olhar aquele papel branquinho ali na sua frente,
desafiador, esperando para ser preenchido com alguma coisa
que você na expectativa íntima vai bolar
num segundo quase mágico. Pois é: aquele
papel vai virar livro, página de rosto do que você
pensou, criou, ilustrou-se em palavras. Talento vale?
Claro.
Mas
a prática é essencial. Cultura ajuda muito.
Inteligentes os racionais, em tese, são. Uma
tela, uma balada, um poema, uma ficção,
tudo nasce do momento incrível da folha em branco,
de sua imaginação criando, de sua mão
despojando no papel o seu mais precioso Sentir. Uma
oficina de criação é o manejo prático
desse exercício de libertação.
-A
sua mãe não está com vontade de
fazer um cuque salgado. Mas tá ali, serena, tarde
rósea, pardal na laranjeira com grinaldas alvas,
ela caça prumo e apronta o trigo, o fermento;
esquenta o forno a lenha, com carinho enfeita o pavão
do momento e, mágica-milagre! - sai o mais delicioso
bolo de fim de tarde.
Pois
é. Tudo é prática. Ler, escrever,
pensar, criar, é como se coçar: é
só começar.
-Muita
leitura? Faz parte. A sensibilidade só é
ferida (no fermento criativo) se você tomar a
iniciativa de próprio punho. Ter um momento do
dia para esse maravilhoso tear de palavras, com o costume,
a praticidade. Como escrever um diário obrigatório,
todo santo dia.
Como
Ler nos vãos do tempo precioso, sem deixar de
fazer isso com prazer e com lições de
aprendizados. Amar se aprende amando? É isso
aí: ESCREVER se aprende escrevendo. Um soneto.
Com rima, depois com ritmo. Idéias. Imagens e
palavras. Técnicas de vôos começam
com ensaios rotineiros. Em seguida o arame do verbo,
a oração completinha no confeito do conjunto:
pronto. Eis o poema.
-Uma
tristice desafinada? Faça uma crônica.
O poeta não dizia “faz escuro mas eu canto”?
Ou, “o importante é que a emoção
sobreviva?” O que você vai fazer de sua sensibilidade
sublimada, de seu dom esquecido, de sua luz interior,
de sua lenda pessoal?.
É
o espírito que ama o espírito. Saia-se
de si. Areje o coração. Deixe que a sua
alma respire pela arte. Escreva. Coloque tudo para fora.
Muitos ditadores, se continuassem pintando, não
fariam as loucuras que fizeram. A arte é uma
libertação do ser de si. Todo poeta toca
seu Deus quando cria...
Jorge
Luís Borges dizia que escrevia para não
ficar louco. Outro escreveu para se livrar do que sentia.
Eu escrevo para colocar luz no meu arquivo espiritual,
dando uma demão de sensibilidade (e um pouco
de encantário) na ilha de fantasia que é
essa vida, uma verdadeira Terra do Nunca.
-Você
é tudo o que você tem, disse Yoko Onno.
Pois é: o que você vai fazer disso? Virar
carruagem de abóbora à meia-noite? Ou
amar e ser feliz? Comece agora. Trocadilhando: plante
um livro, gere uma árvore, escreva um filho.
Você vai se sentir melhor depois disso. Os dinossauros
não ficaram pra semente. Você tem um lado
meio Crusoé, e há uma gaivota no céu
de todas as aventuras e romances. Vamos!
-Ache
o papel.
Pegue
o jeito.
Faça
do lápis saírem todas as cores além
do arco-íris e comece a dar o seu testemunho.
Página após página. Invencionices
ou memórias. Poesia moderna ou versos brancos.
Na lição desse verbo Existir, estamos
todos de passagem. E, como diz o roqueiro, nem sempre
se vê lágrimas no escuro. Portanto, mãos
a obra. Faça girar a sua metralhadora cheia de
lágrimas. Comece agora. Faça a sua parte.
Solte as amarras. Perca lastro, voe! Boa Viagem!
Benvindo
a bordo. |