| ::. Formação
continuada de professores e os desafios propostos
para uma nova realidade |
Edna
de Oliveira Verussa
Licenciada em pedagogia(UNIMEO); especialista em Orientação,
supervisão e gestão Educacional(FECILCAM);
especialista em docência no ensino superior(UNIPAM);
pós-graduanda em Educação a Distância(SENAC)
e mestranda em Educação(UNOESTE).
Email: everussa@yahoo.com.br
No
mundo em que vivemos, marcado por um contínuo
processo de mudança, por avanços científicos
e tecnológicos, pela valorização
do conhecimento, das competências, da autonomia,
da iniciativa e da criatividade, a educação
exige dos educadores uma nova identidade profissional
que saibam conviver com essas mudanças e precisar
estar preparado para realizar seu trabalho com competência,
conscientes de que vivemos num mundo onde diversos meios
podem levar ao raciocínio e ao conhecimento e
de que a aprendizagem pode acontecer de várias
maneiras, além da tradicional aula expositiva.
A escola deve mudar, os cursos de formação
de professores precisam também passar por uma
mudança profunda e radical e os educadores, necessitam,
em conseqüência, atualizarem a sua formação,
ou seja dar continuidade a ela de forma que estejam
preparados para um diálogo interativo entre ciência,
cultura, teorias de aprendizagem, gestão de sala
de aula e da escola, atividades pedagógicas e
principalmente, domínio das tecnologias que facilitam
o acesso à informação e à
pesquisa.
Segundo Philippe Pierrenoud, uma vez construída,
nenhuma competência permanece adquirida por simples
inércia. Deve no mínimo ser conservada
por seu exercício regular. O exercício
e o treino poderiam bastar para manter competências
essenciais se a escola fosse um mundo estável.
Daí a necessidade de uma formação
contínua, que ressalta o fato de que os recursos
cognitivos mobilizados pelas competências devem
ser atualizados, adaptados a condições
de trabalho em evolução.
Repensar a formação inicial e contínua,
a partir da análise das práticas pedagógicas
e docentes, tem se revelado atualmente uma das demandas
importantes; porém a discussão sobre formação
continuada de professores vem sendo debatida com mais
ênfase no Brasil, principalmente após a
promulgação da LDB 9394/96.
Pimenta, nos diz que suportando essa perspectiva, está
o entendimento de que as teorias da reprodução,
que nos anos 70,80 tanto colaboram para explicar o fracasso
escolar, demonstrando sua produção enquanto
reprodução das desigualdades sociais,
não são suficientes para a compreensão
das mediações pelas quais se opera a produção
das desigualdades nas práticas pedagógicas
e docentes que ocorrem nas organizações
escolares.
Segundo Nóvoa, "manter-se atualizado sobre
as novas metodologias de ensino e desenvolver práticas
pedagógicas mais eficientes são alguns
dos principais desafios da profissão de educador,
pois concluir o magistério ou a licenciatura
é apenas uma das etapas do longo processo de
capacitação que não pode ser interrompido".
Estamos na era da tecnologia e o professor precisa,também,
estar preparado para utilizar-se das ferramentas tecnológicas
, pois a tecnologia está absorvendo o mundo,
englobando todos os setores de todas as sociedades,
daí a necessidade da inserção da
tecnologia no dia-a-dia do educador e da escola. Porém,
o despreparo dos professores atuais para fazer com que
as práticas educacionais se adequem aos processos
mais modernos, já correntes na vida cotidiana,
advém em grande medida na ausência de uma
formação mais adequada visando a utilização
dessas "novas" ferramentas. Isso propicia
uma perda significativa na qualidade do ensino produzido.
Diante desta realidade, torna-se imprescindível
que o educador dê continuidade à sua formação,
que esteja preparado para enfrentar a inovação
tecnológica e suas conseqüências pedagógicas,
o mundo tecnológico e virtual, presente no cotidiano
de seus alunos, que esteja em constante reflexão,
para se ter claro que tipo de aluno quer se formar,
e de que estes alunos devem estar preparados para enfrentar
os desafios propostos na sociedade, que necessita de
cidadãos atuantes,críticos,criativos,
conscientes de seus direitos e cumpridores de seus deveres
e ainda de terem de exercer funções ainda
não existentes, devido às rápidas
mudanças contemporâneas.
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