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MAGNO
DE AGUIAR MARANHAO
Presidente da Comissão de Legislação
e Normas do Conselho Estadual de Educação
do Rio de Janeiro
www.magnomaranhao.pro.br
De uma maneira ou outra, a sociedade sempre força
a abertura de caminhos, por mais que se tente pôr
rédeas em setores e grupos que apostam no novo.
Prova disso é o aumento do número de opções
de carreiras e modalidades de cursos que vêm marcando
a polêmica expansão do ensino superior no
Brasil. Enquanto boa parte do meio acadêmico e autoridades
da área gastam um tempo precioso debatendo a obrigatória
indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão (importada
pela reforma universitária de 1968), lutando para
que universidades calcadas sobre o antigo paradigma não
respirem novos ares, temendo que isso implique na perda
de prestígio diante de outras formas de ensino
pós-secundário, ou tentando manter a tradição
dos currículos fechados e bacharelados tradicionais
com duração mínima de quatro anos,
o sistema de educação superior aproveita
as brechas possíveis para se diversificar, respondendo
à pluralidade de interesses dos estudantes e às
expectativas de um país que reclama, urgentemente,
renovação e identidade própria -
inclusive, ou sobretudo, no que diz respeito aos rumos
da educação.
Seja no formato da conhecida graduação,
ou dos cursos tecnológicos e seqüenciais de
formação específica, de duração
menor, o número de cursos preparatórios
para novas carreiras cresceu 350 por cento entre 1991
e 2003. E não são apenas aquelas ligadas
às tecnologias da informação que
se multiplicam: ao que tudo indica, a maioria dos setores
está em busca de profissionais mais qualificados
para ocupações que se sofisticaram ou adquiriram
maior grau de complexidade, e deste bolo não escaparam
nem a moda, a gastronomia ou a cosmetologia. Este movimento
rumo à diversificação não
pode ser desprezado ou interrompido. Ao contrário:
se há a intenção de zelar pela qualidade
destes cursos, deve-se levar em conta, nos processos de
avaliação do ensino superior, a nova realidade
para a qual eles sinalizam.
Embora haja o temor de que o surgimento de tantas carreiras
em nível superior, por vezes tão inusitadas,
não passe de modismo, ou submissão das instituições
de ensino ao mercado (e, em alguns casos, seria ingenuidade
negar isso), o que se verifica é uma adequação,
mais ou menos lenta, das IES ao novo mundo do trabalho,
bem distinto e muito menos confortável que aquele
ao qual os formandos eram apresentados há algumas
décadas. Hoje, nossos recém-formados defrontam-se
com desafios para os quais não são convenientemente
preparados. O mercado é ingrato, a estabilidade
dos empregos formais tornou-se um sonho que não
se concretiza com o diploma e as relações
entre empregadores e trabalhadores não estão
bem definidas. Nada será como antes. Neste panorama,
é natural que muitos jovens elejam ocupações
em alta para sua formação profissional,
ainda que, algumas vezes, isso só seja possível
em cursos que, no Brasil são tidos como "menores",
enquanto nos países desenvolvidos são responsáveis
pelos altos índices de escolarização
superior.
Publicado
em 06/02/2008
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a criança através de estórias
e músicas.
Professores, Psicopedagogos, Pedagogos, Fonoaudiólogos |
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