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O
erro construtivo e a dificuldade de aprendizagem
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Janete
Leony Vitorino
Graduada em História pela Universidade
do Estado de Santa Catarina-UDESC, pós-graduada
em Psicopedagogia pela Universidade do Sul de Santa Catarina
- UNISUL, pós-graduanda em Educação
Infantil e Séries Iniciais pela Faculdade de Educação
de Joinville. Atualmente é Professora Mediadora
do Centro Integrado de Educação do SESI,
desenvolvendo trabalho com alunos que apresentam dificuldade
de aprendizagem.
Email: janetepsicopedagoga@yahoo.com.br.
Vamos procurar fazer evidências sobre cada um dos
aspectos do erro.
Seria de grande pretensão nossa se conseguíssemos
definir por completo e claramente cada uma das fases do
erro.
O que vamos tentar realizar é um relato dos vários
aspectos destacados em relação ao erro em
Jean Piaget.
Quando nos referimos ao erro como pecado capital da aprendizagem,
temos que ter em mente que toda etapa de aprendizagem
é acompanhada de erros e acertos.
Não é somente na aprendizagem que cometemos
erros na mais nobre vontade de acertar, na vida também
muitas vezes as coisas vão por este caminho.
Como uma criança vai adquirir conhecimento e não
a deixam tentar de novo e outra vez e mais uma outra vez!
Fazendo de seu jeito e com a presença de um adulto
no papel de educador.
Não podemos também tornar o erro intocável
transformando-o em nobreza. Para a criança isso
pode ser perigoso, pois quando estamos tratando de aprendizagem,
um erro intocável pode ser confundido com um acerto.
As coisas em educação não podem ficar
por isso mesmo. Esta não é a função
do educador. Cabe a cada pessoa que se dispõe a
ser professor, observar onde a criança está
errando, mostrando a ela os caminhos corretos do aprendizado.
Nos referindo as utilidades do erro, podemos afirmar que
o erro continua importante nos processos de aprendizagem,
o que está acontecendo é que muitas instituições
educacionais interpretam a teoria piagetiana de forma
equivocada.
Muitas delas misturam o construtivismo piagetiano ao vygotskyano,
acabando por sacralizar o erro e, por conseguinte deram
aos modelos de sua prevenção, um ar de profano.
É citado também o erro construtivo. É
este tipo de erro que deve merecer um refinamento pedagógico
bem mais adequado, do que sua simples "condenação
sumária".
Devemos sempre, como educadores valorizar e tornar relativo
as diversas formas de erro e procurar o real significado
deles.
Não poderíamos deixar de citar neste texto
os conceitos que sustentam a teoria construtivista piagetiana
que são por ele descritos de: assimilação,
acomodação, equilibração e
regulação.
Os estados do desenvolvimento infantil são fundamentais
em Paget.O mesmo define-os em quatro estados definidos:
sensório motor que vai de 0 (zero) a 2 (dois) anos
de idade, o pré-operatório, que tem início
por volta dos 2 (dois) anos e vai até os 7 (sete)
anos, o estado operatório-concreto que inicia-se
por volta dos 7 (sete) anos e termina na pré-adolescência
quando a criança está completando 12 (doze)
anos.
Por último temos o estado operatório-formal,
que é considerado a fase que parte dos 12 (doze)
anos da criança em diante.
Para o autor, em resumo, podemos afirmar que, segundo
Jean Piaget "a evolução da inteligência
e, por conseguinte dos conhecimentos, tem como essencial
fonte as regulações advindas de situações
pertubadoras. Fica evidente nessa tese a importância
do erro na aprendizagem e no desenvolvimento". Prosseguindo
e ainda citando Piaget, "não é suficiente
que o aluno saiba que errou, é preciso também
ter elementos para avaliar a qualidade do erro".
Se o trabalho pedagógico for organizado de tal
forma que o aluno apenas fique sabendo, pelo professor
que errou, o erro perderá todo seu valor.
Tornar o erro um observável nem sempre é
fácil e pede muita criatividade pedagógica
por parte dos professores. Porém se a teoria piagetiana
for satisfatória, valerá a pena.
Compreende-se, pois, que o erro é resultante de
uma contingência histórica radical. Não
há processo de conhecimento sem erro. O erro é
parte constitutiva da aprendizagem e do desenvolvimento
cognitivo. Tentar impedir de todas as formas que o aluno
erre, equivale a obstruir o processo de sucessivas aprendizagens.
É o mesmo que impedir que o aluno construa os instrumentos
indispensáveis ao seu pensar.
Referência
Bibliográfica:
TAILLE,
Yves de La. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas
em discussão, Summus, 1992.
AQUINO,
Julio Groppa, org. Erro e Fracasso na Escola: Alternativas
teóricas e práticas. Summus, 1997
Bibliiografia:
AQUINO,
Julio Groppa, org. Erro e fracasso na escola: Alternativas
teóricas e práticas. Summus, 1997. |