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O
funcionamento do cérebro no processo de aprendizagem |
Mara
Musa Soares Silveira
Graduada em Filosofia com Especialização
em Psicopedagogia
Clínica
e Institucional.
Email: msoaressilveira@hotmail.com
Em
decorrência dos avanços das pesquisas neurológicas
e estudos realizados por neurocientistas; é curioso
conhecer o funcionamento do cérebro e sua plasticidade;
que mesmo sofrendo traumatismos, tem condições
de reconstituir-se na busca da construção
do conhecimento humano.
Afirmam os pesquisadores, que o cérebro
é uma entidade material localizada dentro do
crânio, que pode ser visualizado, tocado e manipulado.
E ainda que, é composto de substâncias
químicas, enzimas e hormônios, que podem
ser medidos e analisados. Que seu funcionamento depende
de neurônios, os quais consumem oxigênio,
trocando substâncias químicas através
de suas membranas. Pesquisas recentes mostram que o
crescimento de novos neurônios, ou seja, “os neurogenese”,
também acontece no hipocampo que é uma
região do cérebro fortemente ligada à
memória e a aprendizagem humana. Segundo a Dra.
Henriette Van Praag, do Instituto Salk (San Diego, Califórnia,
Estados Unidos), os ambientes enriquecidos e estimulados
com recursos materiais, prática de exercícios
físicos e uma boa nutrição influenciaram
no desenvolvimento da memória e na aprendizagem.
Pesquisas médicas atestam que o desenvolvimento
do cérebro ocorre mais rápido nos primeiros
anos de vida da criança. O desenvolvimento sadio
do cérebro atua diretamente sobre a capacidade
cognitiva. Quando ativado para funções
como a linguagem, a matemática, a arte, música
ou atividade física que facilitam para que as
crianças desenvolvam seu potencial e sejam futuros
adultos inteligentes, confiantes e articulados.
Experiências realizadas com ratos
pela Dra. Marian Diamond, neuroanotomista americana,
demonstram que os animais criados em gaiolas cheias
de brinquedos tais como bolas, rodas, escadas, rampas
entre outros, desenvolveram um córtex cerebral
em um maior número de células nervosas.
Embora ainda não existem evidencias diretas,
como os experimentos realizados com ratos, presume-se
que o mesmo acontece com os seres humanos.
Segundo as pesquisas realizadas afirma-se
que o cérebro divide-se em dois hemisférios
e que o temperamento de cada pessoa tem relação
direta com a utilização desses hemisférios.
As pessoas que apresentam o lado esquerdo mais desenvolvido
são tendentes a usarem de forma adequada a lógica,
a matemática possuindo habilidades para planejar
e organizar suas ações. Já que
é o lado mais intuitivo do homem. Por isso são
introspectivas, amorosas, delicadas e mais racionais.
O lado direito do cérebro é
responsável pela imaginação criativa,
a serenidade, a capacidade de síntese, a facilidade
de memorizar. As pessoas que utilizam mais esse lado
do cérebro possuem habilidades para analisar
esquemas e técnicas em oratórias.
Para que a memória funcione adequadamente
no processo de informação; faz-se necessário
a busca da integração entre os dois hemisférios,
equilibrando o uso de nossas potencialidades. Como se
processam muitas informações diárias
o cérebro acaba seletivo, guardando apenas informações
que o impressione desenvolvendo a capacidade para fixação
dos fatos.
Manter ativada a atenção
é de suma importância, visto que, normalmente
o ser humano distrai-se com facilidade.
Alguns pesquisadores sugerem que se
recorra à música, pois o uso de uma música
apropriada diminui o ritmo cerebral, contribuído
para haver uma equilibração no uso dos
hemisférios cerebrais. Enfatizam ainda que a
música barroca, especialmente o movimento “largo”
propiciam um bom aprendizado.
Diante dos estudos realizados pelos
pesquisadores conclui-se que torna-se necessário
estimular as áreas do cérebro objetivando
auxiliar os neurônios a desenvolverem novas conexões;
educar as crianças desde a mais tenra idade em
um ambiente enriquecedor, estimulando a linguagem falada,
cantada, escrita criando um clima estruturado com afetividade
diversificando positivamente as sensações,
com a presença de cor, de música, de interações
sociais, e de jogos visando o desenvolvimento de suas
capacidades cognitivas e memórias futuras; favorecendo
assim o seu processo de aprendizagem.
Nesse sentido observa-se que devido
às inúmeras pesquisas desenvolvidas sobre
o cérebro no processo de aprendizagem, verifica-se
que cada indivíduo possui diferentes potenciais
de inteligência. E que ela não é
fixa, já que todo ser humano possui habilidade
para expandir e aumentar sua própria aprendizagem.
Segundo Rogers, o aluno deve ter desejo de aprender
e o professor como o facilitador do aprendiz deverá
ser o motivador da aprendizagem. Apreciando, escutando
e respeitando o estudante, criando um estabelecimento
de vínculo positivo confiando na capacidade de
crescer e aprender do aluno.
Por fim, a escola tem um importante
desafio, que é o de aproveitar o potencial de
inteligência de seus alunos para conquista do
sucesso no processo de aprendizagem. Os professores
são os principais agentes, através do
desenvolvimento de projetos de interesse para a realidade
do ensino e aprendizagem. Quando compreendem que aprendizagem
envolve cérebro, corpo e sentimentos adotam uma
ação mais competente levando em conta
a influência das emoções para o
desenvolvimento na construção do conhecimento.
Já que, segundo Eric Jensen, somos mais seres
emocionais do que seres cognitivos.
Referências
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Seus sete centros de inteligência
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Sites Visitados:
Aprendizagem e Mudanças no Cérebro.
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Saldatini.
Neurologia e Aprendizagem.
Associação
Brasileira de Psicopedagogia. www.abpp.com.br
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