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O
Psicopedagogo e a Inclusão Escolar |
Nívea
Carvalho Fabricio / Vânia Carvalho Bueno de Souza
Colégio Graphein
Rua Cotoxó, 608 - Perdizes - CEP: 05021-000 - Tel:
3868-3850 - Fax: 3868-3015
Email: graphein@graphein.com.br
- www.graphein.com.br
O
Colégio Graphein é um colégio particular
de São Paulo especializado no atendimento de alunos
com dificuldade de aprendizagem. Da Educação
Infantil ao Ensino Médio, a proposta curricular
é realizada através de projetos psicopedagógicos
individualizados, respeitando o ritmo de aprendizagem,
habilidades e interesses de cada aluno.
".. .onde houver o desafio do rapaz ou da moça
em crescimento, que haja um adulto para aceitar o desafio"
(Winnicott) Nos
dias atuais de um mundo globalizado, com a facilidade
de se obter todas e quaisquer informações,
a escola deixou de ser o principal agente da educação.
A escola tradicional se depara com a necessidade de
questionar seus métodos e propostas curriculares,
diante do novo perfil de seus alunos.
O que ensinar, como ensinar, como avaliar e quais os
objetivos a serem atingidos? Pontos, antes assegurados
pelo sistema começaram, agora, a ser discutidos.
O sistema tradicional de ensino possui uma grade rígida
de conteúdo programático quanto a desenvolvimento
cognitivo e faixa etária.
Se o aluno não estiver preparado para o sistema
escolar formal, ele não irá se sentir
à vontade, seguro ou protegido, e muitas vezes
pode sofrer algum tipo de discriminação.
Como se processa a inclusão escolar?
A integração na escola só acontece
quando pensamos em um projeto educacional para cada
candidato à inclusão, desde a avaliação
das competências, até uma reestruturação
do projeto da escola.
É de fundamental importância a adequação
psicopedagógica às necessidades de seu
público alvo. Consideramos que seja difícil
possibilidade de uma adequada inclusão escolar
sem o trabalho do psicopedagogo, que deve apoiar a criança
nas suas angústias.
Se o sujeito tem dificuldades para articular o "eu"
e o "outro" está sem autonomia para
a aprendizagem, apresenta uma discrepância entre
o corpo (que pode estar desenvolvido), o pensamento
e a emoção. O sujeito tem dificuldade
de interação, sente-se ameaçado
quando está no meio do grupo. Precisa da intervenção
do psicopedagogo.
O estudante que se sente excluído necessita ser
visto com suas possibilidades, necessita de uma equipe
estruturada para ajudá-lo no desenvolvimento
das questões cognitivas e também sócio-afetivas.
É o sujeito que precisa que o professor o aceite
e não o rotule por suas dificuldades, que o faça,
portanto, sentir-se seguro e com garantia de compromisso
de que suas necessidades serão consideradas.
Para que a inclusão seja efetuada, precisamos
de um fio condutor integrativo para articular o sujeito
e o grupo. Não só trabalhar a diversidade
em sala de aula, mas em toda a escola. É necessário
também, maturidade profissional de todo o grupo
na busca de um trabalho efetivo, com capacidade de desenvolver
recursos próprios para lidar com a frustração
das possibilidades de insucessos. Todos os funcionários
da escola devem conhecer como o aluno aprende, suficientemente
bem, para atendê-los nas diversas situações
do cotidiano escolar.
Devemos promover uma formação permanente
de uma escuta adequada de todos os setores envolvidos,
o clínico, o institucional, o familiar, o diálogo
com toda a comunidade. Os pais serão orientados
sistematicamente, pois a família precisa estar
ao lado do estudante, compartilhar seus mitos, anseios,
e expectativas objetivas.
É necessário que haja uma atitude ética
que proporcione o compromisso técnico-científico
com a aprendizagem, com a formação, com
a qualidade na aprendizagem.
Porque acreditamos na singularidade do indivíduo,
podemos propor a parceria com os profissionais que atendem
os alunos, para respeitarmos o desenvolvimento pessoal
de cada um. A aprendizagem é individual e a formação
acontece no trânsito grupal das inter-relações.
Nosso referencial:
-
Projeto Singular
-
Tutoria
-
Agrupamentos sistemáticos alternados
-
Oficinas
Nosso
movimento é o que busca o aluno, vamos até
ele. Não trabalhamos com diagnósticos.
Trabalhamos enfocando cada caso, cada história,
apostando em suas possibilidades e perspectivas. Trabalhamos
a descoberta do EU POSSO, para garantir uma significativa
descoberta do EU APRENDO.
O processo de inclusão pode ser uma verdadeira
relação ensino-aprendizagem, uma relação
circular e não linear, na qual cada indivíduo
ora é o chamado aprendente, ora é o chamado
ensinante.
Acreditamos que o trabalho do psicopedagogo pode garantir
o acolhimento e o desenvolvimento dos alunos que necessitam
de uma educação inclusiva.
Este Relato foi resultado do trabalho realizado no Colégio
Graphein.
Colaboração da Equipe do Colégio
Graphein - São Paulo.
Etimologicamente pedagogia (do grego: paidós =
criança, e de agogía = condução)
equivale a condução de crianças.
Em suas origens o pedagogo (paidagogos) foi o escravo
que cuidava das crianças e os acompanhava à
escola. Pedagogia agora, em uma forma bem mais ampla,
é o estudo e a regulação do processo
da educação. |