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::. Perspectivas e desafios da avaliação dialógica na Psicopedagogia
Janete Leony Vitorino
Historiadora, licenciada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, pósgraduanda e mestranda em Psicopedagogia pela Universidade do Sul de Santa Catarina UNISUL. Atualmente é professora-mediadora do Centro Integrado de Educação do SESI.

Email: janetepsicopedagoga@yahoo.com.br.


Nas diversas instituições educacionais existentes, o processo avaliativo existe.
Avaliar é uma tarefa das mais complexas e exige o domínio de conhecimentos e técnicas, além de experiências em processos concretos de avaliação.
O que não podemos mais permitir que aconteçam em processos avaliativos de aprendentes são professores que acreditem no poder da nota, agarrando-se ainda na arrogância da própria competência.
Em nosso entendimento, os conselhos de classe deveriam ser mais democráticos e participativos e, na medida do possível, acompanhados de um profissional da psicopedagogia.
Por se tratar em primeiro plano de uma avaliação intelectual, esta deverá possuir um envolvimento tanto de ordem cultural, quanto de ordem social, política, psicológica, econômica e afetiva.
Em segundo plano deverá estar a avaliação do próprio trabalho docente. Devemos acabar com o "mito" de que o professor somente poderá ser avaliado por ele mesmo, uma vez que ele detém um conhecimento específico pertinente a sua área de atuação.
Acreditamos que, além da avaliação dos professores pelos próprios professores e por profissionais da área educativa, a avaliação também deverá ser solicitada ao público onde ele desenvolve diretamente seus conhecimentos: os alunos.
Não se trata aqui de uma "santa inquisição", porém acreditamos que este tipo de trabalho, desde que os resultados sejam avaliados e retornados, possa contribuir para o bom andamento do professorado, muitas vezes resistentes aos cursos e aperfeiçoamentos.
A meta também seria diminuir um pouco o excesso de "auto-estima", o "endeusamento" e o "estrelismo" de alguns de nossos mestres.
Na avaliação dialógica, o próprio nome já diz "diálogo". O psicopedagogo com sua bagagem teórica e prática, poderá em muito contribuir na atuação em instituições educacionais na forma preventiva.
Orientar toda equipe escolar para o bom andamento dos trabalhos voltados para própria realidade dos alunos, bem como direcionar os mesmos para serem críticos e questionadores quanto sua própria atuação e a de seus professores voltados para as metas do Plano Político Pedagógico da realidade da instituição escolar.
O que acaba acontecendo em nossas escolas são conteúdos prontos vindos de fora, eliminando e até mesmo ignorando o conhecimento que os alunos possuem muito antes de chegar à unidade escolar.
Isso nos remete a constatação de que o conteúdo de um projeto educacional não é dado pela própria educação, mas pelo que é exterior a ela.
Há necessidade de se chegar, antecipadamente a um acordo quanto ao projeto de educação pretendido, para que as pessoas possam estar falando da mesma qualidade desejada de ensino.
A escola trabalha todo tempo com o "imaginário", porque os componentes curriculares nada mais são do que representações classistas das relações reais que se estabelecem entre as diversas classes sociais que nos deparamos diariamente enquanto educadores.
Ao psicopedagogo cabe relembrar que a avaliação, recuperação e reprovação batem de frente e profundamente com a auto-estima do aluno, alimentando nele o processo de internalização da cultura do fracasso.
Desta forma e atuando preventivamente nas unidades educacionais, tanto nos Projetos Políticos Pedagógicos, quanto na orientação educacional, corpo docente, administração, direção e alunos, o psicopedagogo poderá buscar na interdisciplinaridade co-relações e parcerias que juntos promoverão nosso maior valor: a educação.
Formando um conselho de classe mais democrático, menos autoritário e atuante, toda educação será beneficiada com a formação completa dos alunos.
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