| ::. Professora
atacada pela Rede Globo é inocente! |
Poeta Professor Silas Correa Leite
Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm
E-mail - poesilas@terra.com.br
Poeta
Prof. Silas Corrêa Leite, Educador, Jornalista,
Escritor Premiado De Itararé-SP
Membro da UBE-União Brasileira de Escritores
Educador da Rede Pública e Particular de Ensino.
Pós-graduado em Educação, Literatura,
Relações Raciais e Inteligência Emocional.
Autor do Romance Virtual de sucesso ELE ESTÁ NO
MEIO DE NÓS, no site: www.hotbook.com.br/rom01scl.htm
Professor
da Rede Pública de Ensino nesse país, mesmo
reconstruindo esse país; sustentando os poucos
pilares ético-sociais desse país, para que
cada sala de aula não seja – com as suspeitas falências
das políticas públicas (e no refluxo do
sórdido Plano Real o seu reflexo imediatista nas
periferias sociedades anônimas) - uma espécie
assim de micro-febem, ganha uma vergonha de salário-esmola,
quando costumam chamar o tal envelope mensal de holerite-cebola:
você rasga e chora! A Rede TV recentemente divulgou
uma reportagem sobre esses professores-mendigos vendendo
Avon para sobreviver; camelôs de ocasião,
economia informal paralela à amoral desestruturação
da área que deveria ser a base desse novo país
pós-FHC neoliberal, profissional carecido ganhando
menos do que um mero guardinha do Metrô, ganhando
menos do que um mero delegado de polícia apesar
de valer mais do que um juiz e um médico.
Nesse
fulcro, os professores que até professam conteúdos
programáticos com estressantes didáticas
afetivas, ainda assim não são obrigados
a serem necessariamente educadores (desvio de função
para suprirem pais incompetentes que não dão
educação de base; ou uma sociedade sem
eixo plural-comunitário), e assim, mesmo por
força da chamada missão, acabam sendo
enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais,
confidentes, anjos-da-guarda, conselheiros, seguranças,
e, com sobrecarga de trabalho (e algumas exigências
que beiram ao terrorismo de alguns meios), trabalhando
em várias escolas, cansados, ainda estão
sempre no alce de mira de uma suspeita mídia
tendenciosa que deve sentir saudades suspeitas das privatizações-roubos
de nefastas gestões anteriores; do crime eleitoreiro
para enganar incautos ignorantes políticos que
foi o falso sucesso Plano Real (milhões de desempregados),
quando autoridades nefastas trocaram nossa grana pau
a pau pelo dólar (e depois de resultados dúbios
não valeu mais nada), e isso é sim, uma
forma de roubo qualificado, e, nesse contexto, quando
um mestre de escola pública ocasionalmente erra
logo é achacado, criticado, quase que sofre um
linchamento público, mas, nenhum veículo
desses se posta com informação objetiva
e idônea para, ir até as escolas, e, in
loco, saberem a verdadeira desestruturação
total do ensino, as precárias condições
de trabalho, a dura realidade emergente, sendo, felizmente,
a única esperança atual, o que recentemente
se ventilou no meio sindical da categoria internacional,
a partir de uma reportagem séria na Europa, de
que um doutorando lotado em Universidade na Inglaterra
estaria pesquisando os problemas do total abandono do
governo paulista à categoria à míngua,
o que deverá ser tese de doutorado e um grave
desmando técnico-administrativo a ser denunciado
diretamente na ONU/UNESCO (e Banco Mundial) para ver
se, finalmente então, a mídia tucano-liberal
acorda, se o Ministério Público tucano-liberal
age, e as autoridades incompetentes sejam finalmente
acionadas em juízo, inclusive via riscos de futuros
processos eleitorais, para saberem que há um
outro lado da história toda, professores do estado
ganhando numa soma final quase a exata metade do que,
por exemplo, paga a prefeitura de São Paulo.
Todo
esse preâmbulo histórico só para
dizer que ficamos inconformados com a açodada
falácia toda em torno do suposto problema aventado
de ter ocorrido em Nova Odessa-SP, com relação
à competente Professora Tânia Regina de
Araújo, que eventualmente teria deixado um aluno
por quatro horas de castigo atrás de uma porta,
o que foi agora comprovado que não é verdade,
não é exatamente isso o que ocorreu, infantilidades
à parte. Só que a Rede Globo pegou pesado,
a cidade ficou marcada, a professora sofreu toda sorte
de agressão que quase beirou a insanidade própria
daqueles que, inocentes inúteis, aceitam o open-doping
da mídia principalmente televisiva.
No
entanto, justiça seja, feita, verdade seja dita,
depois de uma transparente Comissão de Sindicância,
constatou-se que era tudo mentira, mal-entendido ou
coisa que o valha, vá lá. Mas, o pior
de tudo foi saber que os pais ao aluno problemático,
de forma estranha e suspeita, só apresentaram
a verdadeira prova de que agiram mal, para dizer o mínimo,
quando acionados por um meio judicial, via mandado de
busca e apreensão, o que já coloca o aventado
problema todo sob um outro enfoque e com sanções
para os acusadores ignóbeis e vis.
Juridicamente
a professora além de ser inocente, ter o respaldo
da categoria, pode e deve mesmo acionar civil e criminalmente
os culpados, exigir reparação legal, entrar
com uma ação de perdas e danos (indenizatória),
além de poder - com a nossa solidariedade - pedir
o mesmo espaço da mídia para se manifestar
e exigir também indenização dos
veiculadores de inverdades.
Inocente.
Isso é para a professora Tânia Regina de
Araújo. Culpados: para todos aqueles que foram
coniventes com a situação, inclusive o
estado que legou a educação a esse estado
atual, que, se tivéssemos um Ministério
Público mais transparente e imparcial, pela área
de Direitos Humanos já teria acionado em juízo
as autoridades (que não são tão
autoridades assim) pelo descaso de mais de uma década
no setor.
Como
um teórico da educação, como um
crítico social também, gostaria de, aqui,
manifestar minha total solidariedade à Professora
Tânia Regina de Araújo.
Cada
um de nós, educadores honrados apesar de tudo;
cada cidadão de Nova Odessa orgulhoso do resultado
final da apuração; todos, devem agora,
em pleito de solidariedade e com uma limpa coragem humanista
de resultados, abraçar a Professora Tânia
Regina de Araújo e dizer com respeito, carinho,
com muita honra e enorme consideração:
INOCENTE!
Nova
Odessa, Verás Que Uma Professora Tua Não
Foge à Luta! |