Eliane
Pisani Leite
Psicóloga - Psicopedagoga, Especialista em Dislexia,
Terapeuta Floral, Acupunturista, Escritora
CRP: 02-32606-6
Autora do livro: Pais EducAtivos
www.itegui.com.br
e-mail: pisani.leite@terra.com.br
Fone: 6959-3222
Para falarmos sobre adoção precisamos
entender o que isso significa em termos legais em nosso
país. O Estado entende que o núcleo básico
que sustenta uma sociedade organizada, equilibrada deve
estar fundamentada em pequenos grupos que constituem
as famílias. Essa interpretação
provém da necessidade de amparo e proteção
aos menores que sem sombra de dúvidas necessitam
de cuidados desde o nascimento. Para compreendermos
um pouco melhor o sistema de adoção vejamos
sua definição:
Adoção ou adopção, no Direito
Civil, é o ato jurídico no qual um indivíduo
é permanentemente assumido como filho por uma
pessoa ou por um casal que não são os
pais biológicos do adotado. Quando isto acontece,
as responsabilidades e os direitos (como o pátrio
poder) dos pais biológicos em relação
ao adotado são transferidos integral ou parcialmente
para os adotantes.Na grande maioria dos países,
o filho adotado possui os mesmos direitos de um filho
legítimo.
No Brasil, a adoção é regida pelo
Código Civil e pelo Estatuto da Criança
e do Adolescente.
O adotante deve ser pessoa maior de dezoito anos, independentemente
do estado civil, ou casal, ligado por matrimônio
ou união estável, desde que um deles tenha
completado 18 anos de idade.
Além disso, a diferença de idade entre
o adotante e o adotado deve ser de, no mínimo,
dezesseis anos. Deve haver intervenção
do juiz, em processo judicial, com participação
do Ministério Público(..www.wikpedia.org)
A vida em sociedade presume o direito da criança
ou do adolescente a uma família, responsável
por seu sustento, educação e guarda. Na
impossibilidade de conviver com seus pais naturais,
o menor pode ser integrado a uma família substituta
em regime de guarda, tutela ou adoção.
O termo família vem do latim famulus, criado
ou servidor. Inicialmente a palra designava o conjunto
de empregados de um senhor e só mais tarde passou
a empregar-se para determinar um grupo de pessoas que,
unidas por laços de sangue, viviam na mesma casa
e estavam submetidas à autoridade comum de um
chefe, com o passar dos tempos essa situação
foi mudando de acordo com as necessidades dos integrantes
do grupo familiar, como veremos a seguir.
A célula fundamental na formação
e desenvolvimento do ser humano é, sem dúvida,
a família.
Apesar disso, podemos observar que nos últimos
anos, mais precisamente, na última década,
a instituição da família sofreu
uma violenta carga de desintegração.
Os motivos podem ser vários como: o fato de vivermos
numa sociedade capitalista onde tempo é dinheiro,
e obviamente em função dos tipos de personalidades
em si, desencadeadas pelo reflexo de uma sociedade conturbada.
Em virtude de uma série de problemas, normalmente
de ordem material ou afetiva, a família já
não é o exemplo de solidez de convivência
mútua entre duas pessoas ou mais.
O ser humano nasceu para viver socialmente, para constituir
família e assim dar continuidade aos laços
de parentesco. Este é o principio básico
da existência humana.
Na Idade Média, no início dos tempos modernos,
assim que as crianças fossem capazes de dispensar
a ajuda das mães e amas, após um período
de desmame tardio, aproximadamente aos sete anos de
idade, as crianças se misturavam com os adultos,
participando com seus amigos jovens ou velhos dos trabalhos
e jogos de todos os dias. O movimento de vida coletiva
arrastava numa mesma torrente as idades e as condições
sociais, não deixando espaço para a solidão
e a intimidade.
A família naquela época cumpria a função
de transmitir a vida, os bens e o nome, mas não
se estendia no quesito da sensibilidade. A civilização
medieval não dispensava tanta importância
à educação. Ao contrario dos nossos
dias onde temos a consciência da necessidade de
um sistema educacional.
A vida no passado até o século XVII, era
vivida em público. Na realidade não existia
nenhuma intimidade, as pessoas viviam misturadas umas
com as outras, senhores e criados, crianças e
adultos, em casas permanentemente abertas às
indiscrições dos visitantes.
Foi a partir do século XVIII, que a família
começou a desenvolver o sentimento de individualidade
e intimidade.
A família dos tempos modernos tornou-se uma sociedade
fechada onde seus membros gostam de permanecer reunidos.
Esse modelo familiar estendeu-se à medida que
a sociabilidade se retraiu. A partir do século
XVIII, as pessoas começaram a se defender contra
uma sociedade cujo convívio constante até
então havia sido a fonte da educação,
da reputação e da fortuna. Daí
em diante um movimento social iniciaria a diferenciação
entre senhores e criados, grandes e pequenos, amigos
ou clientes. Esse movimento foi mais rápido em
grandes cidades como Paris por exemplo. Assim a história
de nossos costumes reduz-se em parte ao esforço
do homem para se separar dos outros, para se afastar
de uma sociedade cuja pressão não pôde
mais ser suportada. A vida profissional e a vida familiar
tornaram-se responsáveis pelo afastamento dessa
outra atividade constituída pelas relações
sociais.
Alguns cientistas sociais indagam a hipótese
de que o sentimento da família e a sociabilidade
não eram compatíveis, e só podiam
se desenvolver à custa um do outro.
Atualmente os membros de uma família se unem
pelo sentimento, o costume e o gênero de vida.
A alta nobreza e o povo, situados nas duas extremidades
da escala social, conservaram por mais tempo as boas
maneiras tradicionais, e permaneceram indiferentes à
pressão exterior. As classes populares mantiveram
até quase nossos dias o gosto pela multidão,
existindo dessa forma uma relação entre
o sentimento de família e o sentimento de classe.
Os jogos e as escolas, que a priori eram comuns ao conjunto
da sociedade, logo ingressaram num sistema de classes.
A família e as classes reuniam indivíduos
que se aproximavam por sua semelhança moral e
pela identidade de seu gênero de vida.
O sentimento da família, o sentimento de classe,
surgem como manifestação da mesma intolerância
diante da diversidade, com o mesmo objetivo de manter
a uniformidade.
E, hoje, quando a sociedade determina a situação
da família, moldando-as aos padrões econômicos,
políticos e culturais, é válido
lembrar dos valores da célula básica,
porque nada a substituiu.
As relações afetivas abrem caminho a qualquer
outro desenvolvimento. Até os dia de hoje, o
que melhor correspondeu às necessidades básicas
de um indivíduo foi sempre a estrutura familiar,
firmada no amor e na harmonia.
A adoção tem sua origem mais remota no
dever de perpetuar o culto doméstico. Muito utilizada
entre povos orientais, como dão notícia
o código de Manu e o de Hamurabi, teve regular
o seu uso na Grécia. Encontrou, porém,
no direito romano, disciplina e ordenamento jurídicos
sistemáticos
No Brasil, a legislação atribuiu a condição
de filho adotado com os mesmos direitos de deveres,
inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer
vínculo com os país e parentes, salvo
os impedimentos matrimoniais. Proíbe, ainda,
qualquer designação discriminatória
relativa a filiação.
Cabe aos pais adotivos o cuidado e a conduta equilibrada
na educação. Respeitar o direito da criança
saber de sua origem é um fator importante, bem
como respeitar os sentimentos dela com relação
à família de origem.
É fato que estamos caminhando para uma série
de mudanças na estrutura familiar, porém
espero também que o fundamental permaneça
sempre para continuar formando homens com personalidade
e individualidade em conjunto. Indivíduos que
sejam capazes de amar, e respeitar o próximo
como seu semelhante.
Publicado
em 28/07/2007
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