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Aprendendo
a lidar com os machucados e dores na infância
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Eliane
Pisani Leite
Psicóloga - Psicopedagoga, Especialista em Dislexia
Site: paginas.terra.com.br/servicos/itegui
e-mail: pisani.leite@terra.com.br
Fone: 6959-3222
Geralmente os pais trazem uma carga de informações
e atitudes herdadas pela familia, ao concretizarem um
casamento todo casal se depara com certas diferenças
de valores e crenças de como lidar com as crianças.
Um exemplo muito clássico, são os pais que
ensinam os meninos que eles não devem chorar, que
não devem correr para junto da mãe quando
se machucam ( ou são insultados) e a resolverem
seus problemas por si mesmos - são ensinados não
só por palavras mas pelo exemplo dos pais. Por
outro lado as meninas são incentivadas a manifestar
seus sentimentos, a admitir que precisam de ajuda e a
serem cuidadas por outras pessoas, quando necessário.
As reações emocionais de todo ser humano
varia de acordo com suas expectativas e é claro
com o seu tipo de personalidade.
Pais que se preocupam em exagero com doenças, consequentemente
terão filhos que agirão da mesma forma.
A criança que se desenvolve num ambiente apreensivo
com os males físicos, terá grandes chances
de se tornar uma pessoa excessivamente preocupada, onde
em situações de emergência só
servirá para causar ainda mais transtorno.
O período do desenvolvimento, no qual a criança
fica mais sensível às idéias de ferimentos,
moléstias e morte, compreende entre os três
e quatro anos de idade. Essa fase é muito natural
entre as crianças, muitas vezes ficam imaginando
como se sentiriam com as moléstias e/ou machucados
que vêem nos outros. Por todos esses aspectos, a
forma de reação dos pais frente a moléstias
e ferimentos fica registrado na memória das crianças.
Se a mãe fica em pânico frente a um pequeno
acidente, é natural que a criança acredite
que esteja passando por um terrível perigo. Se
o pai nega o sentimento de um filho quando este se machuca,
dizendo que homem não sente dor, o filho aprende
a reprimir seus sentimentos para ser agradável.
Os pais devem ser realistas , atuarem de acordo com a
realidade, obviamente é interessante não
demonstrar excesso de ansiedade, porém não
há necessidade de serem insensíveis ou duros.
Casos opostos também podem ocorrer, como por exemplo
com crianças muito ansiosas e mães controladas
e equilibradas, nesses casos é necessário
investigar o que a criança guarda dentro de si
a nível de preocupações e medos.
Casos muito corriqueiros acontecem com crianças
que sofrem de muitas dores de barriga, machucados que
não param de doer, e que clinicamente já
foram tratados e investigados e não se encontrou
nenhuma anomalia, nestes casos fica nítido como
a criança usa de recursos físicos para chamar
a tenção dos pais,ou até mesmo do
setor de enfermagem da escola
O adulto que estiver acompanhando a criança deverá
ficar atento para detectar o quanto de realidade existe
nas queixas que as crianças apresentam, seja no
que se refere à dores ou mal estar. Só assim
será possível tomar providências em
relação ao assunto. |
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