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Bulimia
Nervosa na infância e adolescência |
Eliane
Pisani Leite
Psicóloga - Psicopedagoga, Especialista em Dislexia,
Terapeuta Floral
CRP: 02-32606-6
Autora do livro: Pais EducAtivos
www.itegui.com.br
e-mail: pisani.leite@terra.com.br
Fone: 6959-3222
Bulimia Nervosa é uma síndrome (um distúrbio
alimentar) caracterizada por ataques repetidos de hiperfagia
(consome grande quantidade de alimentos e de preferência,
alimentos hipercalóricos) e preocupação
excessiva com o controle de peso corporal, o que leva
o paciente a adotar medidas extremas para não engordar,
como vômitos auto-induzidos após a ingestão
de alimentos, abuso de purgantes e períodos alternados
de inanição.
Características
que sinalizam a Bulimia Nervosa
Interrupção
da menstruação;
consumo de grandes quantidades de comida em um curto
período de tempo seguido por vômitos, divido
a um forte sentimento de culpa. O medo de engordar leva
a vômitos provocados ou auto-induzidos, geralmente
realizados às escondidas, numa freqüência
mínima de duas ou mais vezes por semana, trazendo
numa sensação de alívio à
paciente.
O interesse por rituais alimentares;
Obsessão por exercícios físicos;
a presença de depressão grave e o comer
escondido como prática comum.
Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos;
Alimentação excessiva sem ganho de peso;
a auto-indução de vômitos e abuso
de laxantes e diuréticos.
Alguns bulímicos tem problema de dependência
de drogas e alcool e de furto compulsivo (cleptomania).
Causas
Pouco
se conhece a respeito das causas da Bulimia Nervosa.
Possivelmente exista um modelo onde múltiplas
causas devem interagir para o surgimento da doença,
incluindo aspectos socioculturais, psicológicos,
individuais e familiares, neuroquímicos e genéticos.
Influência cultural tem ido apontada, atualmente,
como um forte desencadeante; o corpo magro é
encarado como símbolo de beleza, poder, autocontrole
e modernidade. Desta forma a propaganda dos regimes
convence o público de que o corpo pode ser moldado.
Assim, a busca pelo corpo perfeito tem se manifestado
em três áreas: nutrição/dieta,
atividade física e cirurgia plástica.
Nos EUA o números de lipoaspiração
passou de aproximadamente 55.900 casos em 1981 para
101.000 em 1988.
Distúrbio da interação familiar,
eventos estressantes relacionados à sexualidade
e formação da identidade pessoal são
apontados como fatores desencadeantes ou mantenedores
da bulimia. Postula-se que alterações
de diferentes neurotransmissores podem contribuir para
o complexo sintomático, notadamente dos mesmos
neurotransmissores envolvidos na depressão emocional.
Grupos
de Incidência
A taxa de prevalência da bulimia nervosa é
de 2 a 4% entre mulheres adolescentes e adultas jovens.
A grande maioria dos pacientes com bulimia nervosa é
do sexo feminino, na proporção de 9:1.
O início dos sintomas vai dos últimos
anos da adolescência até os 40 anos com
idade média de início por volta dos 20
anos.
Algumas profissões em particular parecem apresentar
maior risco, como é o caso dos jóqueis,
atletas, manequins e pessoas ligadas à moda em
geral, onde o rigor com o controle do peso é
maior do que na população geral.
Tratamento
A grande maioria dos pacientes bulímicos deve ser
tratada em nível ambulatorial, exceto nos casos
onde o desequilíbrio metabólico exige uma
intervenção mais intensiva. É interessante
o tratamento ambulatorial pois, em geral, os pacientes
são mulheres jovens estudantes ou com empregos,
donas de casa e com filhos pequenos, onde o afastamento
seria prejudicial.
Quando necessária, a internação ocorre
por complicações associadas como: depressão
com risco de suicídio, perda de peso acentuado
com comprometimento do estado geral, hipopotassemia seguida
de arritmia cardíaca e nos casos de comportamento
multiimpulsivo (abuso de álcool, drogas, automutilação,
cleptomania, promiscuidade sexual).
A psicoterapia pode ser de linha cognitiva e/ou comportamental
e deve ajudar o paciente no entendimento dos seus aspectos
dinâmicos assim como orientá-lo em questões
práticas, por exemplo: planejando antecipadamente
os horários quanto às atividades e refeições;
tentar comer acompanhado; não estocar alimentos
em casa; pesar-se apenas na consulta médica, etc.
Os antidepressivos têm demonstrado maior eficácia
na diminuição dos episódios bulímicos. |